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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta quinta-feira: "Pandemia: cautela é a melhor estratégia"

O avanço da pandemia do novo coronavírus coloca em posições antagônicas argumentos contrários e favoráveis ao isolamento preventivo da população.
26/03/2020 03:00 - Da Redação


O Brasil entrou num turbilhão de informações sobre as estratégias de enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19), havendo justificativas e opiniões divididas, tanto daqueles que são favoráveis a um lado, quanto dos que defendem o outro. O que se vê, na realidade, é que essa crise está testando governantes em todos os níveis, do federal aos municipais, passando, obviamente pelos estaduais, além da própria população. Afinal, todos são “marinheiros de primeira viagem” em uma pandemia dessa magnitude. Mas independentemente de qual seja o melhor caminho, uma coisa é certa e cristalina: ainda é preciso ter muita cautela.

Os reflexos do problema mundo a fora tem lições para todos os gostos. Enquanto alguns países optam por um modelo mais restritivo para combater o vírus – com fechamentos de cidades inteiras e acompanhamento de todas as pessoas que tiveram contato com os casos  confirmados de contaminação, outros preferem o chamado isolamento social, restringindo determinados tipos de atividades e indivíduos, e assim por diante. Os números estão aí, mostrando maior ou menor quantidade de casos confirmados e mortes para cada estratégia adotada pelos governos.

Mas, ainda que os números globais sugiram o contrário, não é o caso de entrar em pânico, ou adotar posturas de uma cautela superior à realmente necessária, ou que possam criar uma atmosfera ainda pior. O presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, defende que é exagero  um “confinamento em massa” e também faz um apelo pela “volta à normalidade”, sustentando  que o isolamento generalizado vai provocar uma crise econômica de grandes proporções e gerar milhares de desempregos. Do outro lado da corda, levantam-se os críticos, considerando que as declarações podem dar a falsa impressão de que as medidas de contenção social são inadequadas. Infectologistas classificam a pandemia como “grave” e dizem ser temerário fazer uma classificação diferente disso. Argumentam que ações que abrandem o isolamento serão “extremamente” prejudiciais para o combate ao coronavírus.  

Mas, há também os que entendem que as medidas de maior ou menor restrição social vão depender da evolução da epidemia no Brasil e, nos próximos dias ou semanas poderão ser necessárias diferentes providências para regiões que apresentem fases distintas de disseminação da doença. Mas, enquanto o quadro vindouro não se desenha, a recomendação ainda é de cautela. mesmo porque ninguém quer se responsabilizar por um quadro catastrófico futuro, seja na economia, seja na perda de vidas.

Felpuda


Dois pedidos de desculpas, de autorias diferentes, foram assuntos muito comentados nas redes sociais com críticas ácidas às suas declarações, até porque os envolvidos não só os usaram despropositadamente, como tiveram de voltar a eles para se redimirem. Um deles, inclusive, quase criou uma crise política da-que-las, o que obrigou seu pai, figurinha carimbada, a pular miúdo para colocar panos quentes sobre a questão. Essa gente!...