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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial de sábado/domingo: "Dificuldades sim, terra arrasada não"

O andar da economia está exigindo cautela de todos os seus setores. Não basta olhar para os dias difíceis, mas também para a recuperação
04/04/2020 03:00 - Da Redação


É impossível passar por uma pandemia como esta do novo coronavírus e não sentir nenhum dos seus reflexos, seja na área da própria saúde, seja na economia. E isso é mundial. No centro das infindáveis discussões em torno do isolamento social ou da liberação está, além da prevenção de maiores contaminações e até mesmo mortes, a preocupação dos impactos que toda essa crise vai causar à economia.

Há o medo do fechamento de empresas e também o risco do desemprego. Com certeza, tais efeitos existem, mas não se pode permitir que este cenário seja o norte de todos. É necessário cautela para não tomar decisões que mais prejudicarão a economia do que ajudarão, principalmente em um momento em que ainda é cedo para sentenciar qual será efetivamente o seu rumo. Por exemplo, não haver precipitação em falar de demissões em massa, mormente quando se tem adiante o fato de que desempregados não compram e, se eles não compram, as empresas que demitiram também não terão quem consumir.  

Se de um lado o governo, ainda que de forma tímida, tem procurado ajudar, criando mecanismos de proteção, do outro, o empresariado precisa se pautar pela cautela e ver até quando efetivamente poderá “queimar gordura” enquanto espera os dias de recuperação. Não se pode perder de vista as medidas emergenciais e os potenciais tratamentos para a doença. Ensaios clínicos de medicamentos podem promover avanços e, com isso, termos em breve alguns medicamentos disponíveis para o enfrentamento da pandemia.

Muitos criticam o presidente norte-americano pelas suas abordagens, mas há pouco tempo ele falou algo em que vale a pena pensar (e até acreditar), mostrando o seu otimismo quanto ao restabelecimento da economia do país e projetando uma recuperação em formato de “V” após os problemas causados pelo novo coronavírus serem superados. Em “V” porque, da mesma forma que caiu, haverá de subir.

Uma recuperação próxima depende, primeiro, de como será contida a Covid-19 e, depois, da redução dos níveis de incerteza. O impacto econômico é e será severo, mas, quanto mais rápido o vírus parar, mais rápido e forte será o caminho de volta. Em recente reunião virtual dos representantes do G-20, foi destacado que é preciso fortalecer a capacidade dos sistemas de saúde para lidar com a epidemia; estabilizar a economia mundial por meio de medidas oportunas, direcionadas e coordenadas; e “pavimentar o caminho para a recuperação”. Ou seja, são dias de dificuldades, mas não de terra arrasada.

Felpuda


A tal estratégia de jogar informações nas redes sociais com objetivo de prejudicar adversários está começando a gerar reações. Uma dessas figurinhas vai ter de explicar, na Justiça, o por quê de postagem trazendo suspeitas pesadas contra cabeça coroada, que não gostou nadica de nada de ver o seu nome sendo usado como “bucha de canhão” para fins eleitoreiros. Vem chumbo grosso por aí! E sai debaixo!...