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GIBA UM

"Eu não sou médico, não sou infectologista. O que eu ouvi até o momento é que outras gripes mataram mais do que esta"

de JAIR BOLSONARO, que não entende o que está acontecendo em 118 países afetados pelo coronavírus.

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Eu não sou médico, não sou infectologista. O que eu ouvi até o momento é que outras gripes mataram mais do que esta”, 
de JAIR BOLSONARO, que não entende o que está acontecendo em 118 países afetados pelo coronavírus.

 

O fechamento do Congresso é ideia rejeitada pela maioria dos brasileiros. Levantamento do Paraná Pesquisas revela que 51,2% são contrários à medida. 

Mais: ainda segundo o levantamento 43,2% são favoráveis ao fim da atuação de deputados federais e senadores. Não responderam 5,6% dos entrevistados. 

De volta ao trabalho

A apresentadora e atriz Sabrina Sato está de volta a TV, depois de ficar pouco mais de um ano afastada devido o nascimento de sua filha Zoe. Ela agora é comandante do Domingo Show e é a aposta da Record na nova grade de programação da emissora. Sabrina, que apareceu na mídia após participar do BBB, ganhou notoriedade após participar do Pânico na TV. Agora, comanda um reality-show dentro do programa chamado Made in Japão, onde 10 celebridades (ou subcelebridades) enfrentarão desafios por 12 semanas e disputarão um prêmio de R$ 500 mil. Entre os participantes, está também o ex-BBB Dhomini que já foi namorado da atriz. Mais Sabrina também está à frente de duas campanhas publicitárias uma da marca Alto Giro (esportiva, fitness e moda praia) e outra do Studio Z calçados.

Miopia populista

Jair Bolsonaro diz que “não é médico, nem infectologista” e demonstra não ter ideia do que está acontecendo em 118 países afetados pelo coronavírus, com 121 mil casos confirmados e 4.300 mortes. Para o Brasil, as projeções estimam 4.000 casos em quinze dias e cerca de 30 mil em 21 dias. Bolsonaro nem se preocupa com o tombo histórico do mercado financeiro ou os estragos que possam acontecer na saúde pública porque o Brasil não está preparado para essa guerra. Só pensa em convocar populares para a manifestação de domingo que vem, agora alardeando que “não é contra o Congresso, nem contra o Judiciário, é a favor do Brasil”. Todos os infectologistas, à propósito, são contra a concentração do dia 15. Países como Irã ou Rússia podem estar escondendo números, como algumas ditaduras. No Brasil, caso a contaminação seja mais rápida que em relação a vírus anteriores, o país enfrentará a falta da capacidade do SUS – Sistema Único de Saúde de atender uma demanda que pode crescer além das estimativas a partir do número de contaminados não atendidos. Na Itália, o governo quer instalar 10 mil respiradores artificiais e está comprando mais máquinas. O Brasil não tem, incluindo grandes hospitais, nem 10% desse número de máquinas.  

Boca Rosa

Bianca Andrade, influenciadora digital, que é conhecida como Boca Rosa, foi a única mulher até agora a ser eliminada do BBB20. Amante de maquiagem abriu um canal no YouTube onde começou a dar dicas sobre o segmento, mas ganhou fama em 2017 ao participar do programa É de Casa. Daí para frente, sua fama só foi aumentando. Hoje, tem mais de 10 milhões de seguidores no Instagram (2,5 ganhados após entrar no reality-show) e 5,5 milhões no Youtube. E sua participação no BBB continua rendendo frutos: ela já foi chamada para ser apresentadora convidada do TVZ e fará uma participará do Soltos em Floripa: A Resenha, reality-show do canal de streaming Amazon Prime Vídeo, onde dará sua opinião junto com outros famosos como Pabllo Vittar sobre o programa.

Fechar, não

Médicos que assessoram o governo de São Paulo no combate ao coronavírus não recomendam o fechamento de universidades, como a USP, para diminuir a velocidade de transmissão da doença. Acham que pode abrir um precedente: paralisação do campus, com impactos na economia. E mais: outras universidades seguiriam o exemplo, sujeitas às mesmas adversidades. O governador João Doria é favorável ao fechamento temporário da USP.

In – Vestuário: estampa de gato
Out – Vestuário: estampa de cavalo

Correndo atrás

O ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, acha que o vírus “derruba o sistema de saúde” e quer contratar cinco mil médicos. Pediu mais de R$ 5 bilhões ao Congresso para enfrentar a guerra. O ministério prevê rápido crescimento especialmente em São Paulo por suas características de metrópole. O SUS precisa de mais de 3.200 leitos. Dos 16 mil existentes, 95% estão ocupados.

Tudo parado

O governo acha que é preciso aprovar as reformas administrativa e tributária, mas não envia ao Congresso os projetos, o que impede que se comece a discuti-las. A Câmara havia começado a discussão com base num projeto do economista Bernard Appy, mas diante da gravidade da situação, quer o Planalto comande tudo, Bolsonaro já disse que “não tem pressa” para liberar a reforma administrativa (na verdade, não está pronta) porque tem receio de reações contra as mudanças, especialmente dos funcionários públicos.

CABO ELEITORAL

O ex-presidente boliviano Evo Morales acha que Lula ainda é um bom cabo eleitoral. Agora, Morales articula um encontro com o petista e seu candidato à presidência da Bolívia, Luis Arce. A reunião acontecerá na Argentina, hoje reconquistada pela esquerda. Arce, por enquanto, é o líder das pesquisas para as eleições de maio, 32%, mas nunca é demais reforçar.

Surpresas

Num único dia, o Judiciário surpreendeu a nação: o TRF-4 mandou para a Justiça Federal a investigação sobre Lulinha e mandou soltar Renato Duque, ex-Petrobras, que acumula mais de 100 anos de prisão (usará tornozeleira). De quebra, foram suspensas as investigações sobre o caso de Flávio Bolsonaro até que o colegiado examine o assunto. Se comprovada a ilegalidade, tudo recomeçará do zero.

LINHA DIRETA

O govenador de Goiás, Ronaldo Caiado, só quer falar sobre a venda da Saneago com o ministro Paulo Guedes. Ele não quer mais tratar da privatização no programa de ajuda fiscal do governo com o secretário Salim Mattar, a quem acusa de total morosidade na questão. Caiado diz que já há três grupos interessados e ele continua se equilibrando em cima de um déficit fiscal de R$ 3,5 bilhões em seu governo.

Valores de família

Edilásio Santana Barra Junior, o Tutuca, é o nome do pastor, hoje responsável pelo Fundo Setorial de Audiovisual, para assumir a Ancine, instituição responsável pelo fomento, regulação e fiscalização do áudio visual. Ele é favorável a produção de filmes que fomentem os valores da família. No passado, gravou como Edilásio Junior, músicas de duplo sentido. Uma delas chama-se “Tina”: é sobre uma garota que gosta de sanduíche. Aí, ele pergunta no refrão: “Tina ketchup”, ao que uma voz de mulher responde: “Quero!”.

Quem vem

Nos dias 15 e 16 de abril em São Paulo acontece o VTEX Day, maior evento de inovação digital da América Latina, que discutirá a ascensão e a expansão do Brasil nos mercados internacionais. E quem participará da conversa no dia 16 será a ex-primeira-dama norte americana Michelle Obama. Gisele Bündchen, Abílio Diniz e Bernadinho também participarão do evento que contará com mais de 100 palestrantes. O valor do ingresso varia de R$ 897 a R$ 2.500.

RECORDE

O resultado do estudo da Abert – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão sobre ataques à imprensa no país através de redes socais (11 mil diários), ganhou repercussão lá fora, com veículos considerados um recorde internacional na área, superior mesmo aos Estados Unidos. Nas redes sociais, Bolsonaro fez 432 críticas a veículos de comunicação e seus profissionais em 2019, superando Donald Trump. O estudo contabilizou 130 milhões de brasileiros com acesso ao Twitter que fizeram 6,2 bilhões de publicações.

MISTURA FINA

  • ENTRE os vários pesadelos que assolam as noites de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, o mais frequente é o que apresenta bonecos infláveis deles, com camisa do Botafogo, na manifestação de domingo.
  • MESMO com a confirmação de que Celso de Mello retornará ao STF no próximo dia 20, circula entre os gabinetes do Supremo a informação de que o ministro poderá pedir aposentadoria antecipada. Ele passou por uma cirurgia de quadril. Pela legislação, terá que deixar a Alta Corte em 1º de novembro quando completará 75 anos.
  • JAIR Bolsonaro já deu o primeiro sinal da queda de prestígio do general Luis Eduardo Ramos, da Secretária do Governo, que vinha comandando articulações com o Congresso. O novo nome da área é Jorge Oliveira, secretário-geral da Presidência e queridinho de Bolsonaro. Ele recomeçará as negociações com discussão na área de emendas no Orçamento.
  • ALEXANDRE Yousseff, empresário, advogado, criador do Bloco do Baixo Augusta e secretário municipal de Cultura da prefeitura de São Paulo, vai deixar a pasta para se filiar ao Cidadania e concorrer ao posto de vice de Bruno Covas. Não será fácil: é uma posição cobiçada pelo MDB, DEM e Republicanos. E o governador João Doria é radicalmente contra.
  • BOLSONARO trouxe para o Brasil – e está pendurado numa das paredes do Alvorada – o retrato que Romero Brito fez dele e no qual atreveu-se até a algumas pinceladas. O trabalho tem predomínio de cores verde e amarelo e quem já viu apelidou – e o apelido disseminou – de “Mono Lisa”.
  • O COMPORTAMENTO do presidente Jair Bolsonaro tem conseguido fazer milagres políticos. Agora, o governador João Doria – quem diria – é um dos principais interlocutores do governador da Bahia, o petista Rui Costa.
  • O EX-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que as manifestações que estão sendo convocadas não representam um risco para o país. “O risco do Brasil não são as manifestações. O risco é dos que tomam decisões ficarem com medo de afirmar os seus valores. Qualquer manifestação é manifestação. A sociedade tem direito de se manifestar, desde que não saia do limite”.
  • UMA das maiores operadoras de ativos logísticos do mundo, a GLP, de Cingapura, já aparece em cena como forte candidata a privatização dos armazéns da Ceagesp. O governo federal promete bater o martelo da venda antes do final do ano.

CLAÚDIO HUMBERTO

"O PT aparelhou até a publicidade pública"

Rogério Marinho (PL-RN), que acionou o TCU para investigar gastos de Lula com propaganda

25/06/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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PF quer saber o que ligou Vorcaro a Hugo Motta

Investigadores da Polícia Federal se desdobram na análise de dados da Compliance Zero que flagraram diálogo do presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), atuando para liberar empréstimo de R$22 milhões para uma empresa da cunhada, em março de 2024. A pergunta na corporação é “o que Daniel Vorcaro viu em Motta?”. O pedido de Motta ao enrolado dono do Banco Master, segundo registrado pelo Estadão, foi em março de 2024. Motta nem mesmo era cotado para a presidência da Câmara.

Plantou...

O empréstimo acabou liberado. Motta, que nem era citado para suceder a Arthur Lira na presidência da Cãmara, foi indicado em outubro de 2024.

...e colheu

Três meses após o lobby, Motta desfrutava de luxuosa hospedagem no Four Seasons Hotel Ritz Lisbon, generosa cortesia de Vorcaro.

Idos 2024

A coluna apurou que Motta não está na lista de 25 deputados que viajaram em ‘missão oficial’ para o convescote em Lisboa, mas esteve lá.

Suave na nave

Sobre o bem-bom às custas de Vorcaro, Motta disse que “não via problemas porque é um evento corporativo” e que estava tranquilo.

Dez nanicos vão levar R$33 milhões do fundão

Apesar de não terem atingido a cláusula de barreiras, que é o desempenho eleitoral mínimo para um partido obter acesso ao fundo partidário e à propaganda gratuita no rádio e na TV, dez partidos nanicos irão tomar dos pagadores de impostos mais de R$33 milhões do fundão eleitoral: Agir, DC, Democrata, Missão, Mobiliza, PCB, PCO, PRTB, PSTU e UP. É a parcela desses partidos dos R$99,2 milhões (2% do fundão eleitoral) que todos os 30 partidos dividem em ano de eleição.

Só unzinho

Cabe numa moto (e sobraria lugar) a bancada no Congresso desses partidos que vão morder R$33 milhões: só Kim Kataguiri (Missão-SP).

Achado na rua

Cada um dos nanicos receberá mais de R$3,3 milhões simplesmente por estarem registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Não confunda

O fundo partidário é mesada; R$110 milhões todo mês. Já o fundão eleitoral é a bolada de R$5 bilhões rateados para campanha eleitoral.

Trabalha contra

Flávio Bolsonaro diz que Lula não move uma palha sobre o tarifaço por uma razão simples: “acredita que isso pode beneficiá-lo nas urnas em outubro, mesmo que isso custe quebrar as empresas brasileiras”.

Traíra, só o peixe

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) chama Soraya Thronicke de “Soraya Trambique” e acusa: “após trair Bolsonaro, rasteja para ser aceita pelos petistas e acabou humilhada! Traíra não é bem-vindo em lugar algum!”

Medo impera

Para Alfredo Gaspar (PL-AL), o Brasil está perdendo a guerra para o crime organizado porque falta ao Governo Lula (PT) “uma política de segurança pública de verdade. A população vive com medo”.

Milagres eleitorais

Atrás de votos, Lula volta hoje (25) ao Mato Grosso do Sul para cumprir agenda pela segunda vez em 2026. Ano passado, sem eleição, o petista não se deu ao trabalho nem de passar pelo estado. A partir do dia 4 de julho, fica proibida a participação de pré-candidatos em inaugurações etc.

Troca-troca

Alan Rick (Rep-AC) aposta em uma saída do aperto sem criar tributos. O senador sugere usar créditos a receber da União para quitar débitos locais e reduzir dívidas de entes federativos com o governo federal.

Abismo inédito

A Venezuela vai revelar rombo de US$240 bilhões (R$1,25 trilhão) nas contas do país, muito mais que o estimado inicialmente, diz o Financial Times. Será a maior reestruturação de dívida pública da História mundial.

Vergonha total

Para Bibo Nunes (PL-RS), o STF “está cada vez mais politizado, sem credibilidade e distante da confiança da população”. Na visão do deputado, falar da Corte é algo que o “envergonha como brasileiro”

História é outra

Advogado da Rumble e Trump Media, Martin De Luca esclarece que a decisão da Justiça americana não autorizou a AGU a atuar na defesa do ministro Alexandre de Moraes no processo nos EUA. A Justiça aceitou ouvir argumentos do governo brasileiro e só. Não decidiu sobre o mérito.

Pensando bem...

...é quinta-feira, mas já sextou no Congresso.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Doença muito rara

Teotônio Vilela Filho e Márcio Fortes eram dirigentes do PSDB e chegaram atrasados a uma importante reunião, durante o governo FHC. “Desculpem o atraso”, justificou Fortes, “Teotônio teve crise de um mal muito raro, o distúrbio cronotopocinético, mas já está tudo bem com ele.”

Nem Vilela entendeu nada. Fortes explicaria depois: “Eu também sofro desse mal, distúrbio cronotopocinético. ‘Crono’ de tempo, ‘topo’ de terreno ou distância e ‘cinético’ de movimento. Quer dizer que o sujeito chega sempre atrasado...”

Giba Um

"Vou fazer 60 anos e está tudo bem. Minhas pernas valiam US$ 1 milhão. Hoje, ninguém dá...

...um real. No entanto, tenho contatos de publicidade: vendo de fralda de bebê a fralda geriátrica, de leite de criança a suplemento 50+", de Claudia Raia, quase sessentona, falando sobre sexo e passagem do tempo

25/06/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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O governo Lula abriu a carteira para bancar emendas de deputados e senadores nas últimas semanas.: no total, foram pagos R$ 18,4 bilhões. O que impressiona é o volume distribuído apenas no mês de maio: R$ 14,1 bilhões, quase 77% de tudo o que o governo petista pagou em 2026. Em junho, já são R$ 605 milhões liberados aos parlamentares.

Mais: em maio do ano passado, o governo Lula distribuiu pouco mais de R$ 188 milhões para pagamento dessas verbas parlamentares. Às vésperas da sabatina de Jorge Messias ao Supremo, o governo reservou R$ 12 bilhões para emendas. A maior parte das emendas pagas pelo governo Lula é individual, somando R$ 13 bilhões até agora.

Giba Um

Histórias de superação

A atriz Bruna Marquezine foi o grande destaque do Power Talks, evento promovido pela Kérastase no Hotel Rosewood, em São Paulo. Em sua estreia como primeira embaixadora global brasileira da marca, a atriz falou sobre autoestima, empoderamento feminino e superação. “A gente aprende errando e caminhando. Todas as mulheres sofrem algum tipo de pressão externa. O mais importante é olhar para si mesma e se acolher”. Ao relembrar os desafios da fama aos 18 anos, contou: “Chorava muito nos bastidores. Hoje vejo aquela menina com carinho e acolhimento”. Ela destacou a importância da terapia em sua trajetória e revelou uma técnica para lidar com críticas: “Visualizo um barquinho levando embora tudo que não reflete minhas crenças”. A cantora e atriz Manu Gavassi também compartilhou sua experiência sobre o parto, e admitiu que criou uma ilusão, acreditando que seria rápido e tranquilo, como aconteceu com sua mãe e avó. Porém, enfrentou 15 horas de trabalho de parto. “Eu achava que seria fácil. Ninguém me avisou que seria assim”. Após o nascimento da filha, resumiu o sentimento: Eu me senti uma sobrevivente de um navio que afundou. Senti que me tacaram em alto-mar, a terra era muito longe e falaram: 'Tchau. Nada'". O evento reuniu ainda personalidades como Duda Beat, Paola Antonini e Ana Paula Renault.

“Eliot Ness” à brasileira

O marqueteiro do Palácio do Planalto, Sidônio Palmeira, quer fazer do limão uma limonada. O envolvimento do líder do PT no Congresso, Jaques Wagner, com o Master muda, pelo menos em parte, o eixo da campanha eleitoral. A nova orientação é que Lula seja uma espécie de “Eliot Ness” à brasileira. Ele vai cobrar mais apuração dos crimes, repetir que o país não aceita mais os acontecimentos recentes de ilicitudes e corrupção, bater na tecla de que cada um terá de pagar pelo que fez e dizer que, caso seja eleito, dará fim a essa “República de meliantes”. O discurso é que o governo enfrentará todos os poderosos, dos diversos grupos recheados de privilégios. É o Lula xerife. Assim é, se lhe parece, lembrando a peça de Pirandello. Quanto a Jaques Wagner, a estratégia não muda: Lula agirá como fez com outros “companheiros” envolvidos em ligações ou situações perigosas. Dirá que não acredita nos fatos conforme foram apurados, que há engano no processo e que mantém seu apoio incondicional ao amigo e aliado. Espera ganhar tempo junto às mídias e amansar uma eventual irritação do aliado, evitando que ele se considere abandonado. Até lá, já terão sido realizadas as eleições.

Chefe e amigo

Militantes desejam uma reunião de Lula com Jaques Wagner para discutir a saída do senador da liderança do governo no Senado. Ele diz que o próprio Lula lhe telefonou no dia da operação para dar apoio e se solidarizar. O preferido para substituir Wagner seria Camilo Santana, um dos três petistas com mandato garantido na Casa até 2031 e que não será candidato este ano. Randolfe Rodrigues é líder do governo no Congresso, enquanto Rogério Corrêa (PT-SE) é líder do PT no Senado. Ambos estão em fim de mandato e precisam se candidatar este ano.

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Novos projetos

A atriz, comediante, autora, jornalista e apresentadora Mônica Martelli está com novos projetos. Ela irá apresentar o programa “Mônica Total” na DiaTV, com estreia no segundo semestre. O programa discutirá comportamento, vida cotidiana e felicidade, com especialista fixo e convidados semanais. A ideia surgiu do sucesso de seus vídeos nas redes sociais. Segundo ela, o público busca entender melhor os sentimentos e lidar com os desafios de forma mais leve. Ela também é protagonista do filme “Minha Melhor Amiga”, ao lado de Ingrid Guimarães, uma comédia conta a história de uma viagem transformadora pela Europa e chega aos cinemas em 3 de setembro. Sobre relacionamentos, comentou: “Sou a favor de marcar dia para transar. O meu é sexta”.Ela defende que, em relacionamentos duradouros, é importante haver dedicação para evitar que a rotina tome conta. "Casamento dá trabalho. A rotina faz a gente adiar o amor e a transa". Mônica continua conquistando o carinho do público com sua sinceridade, humor.

Giba Um

Ninguém quer

Apontada por Eduardo Bolsonaro — que poucos no PL levam a sério — como possível nome para vice de Flávio Bolsonaro, a deputada Júlia Zanatta esbarrou com a senadora Tereza Cristina, também cotada para o posto, nos corredores do Congresso. As duas brincaram sobre a “batata quente” da missão e, quase em coro, empurravam a responsabilidade uma para a outra, repetindo: “Tem que ser você”, e riam da situação.

Não cabe ao TSE

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifestou pela rejeição da ação movida pelo PL contra uma pesquisa da Atlas/Intel que mediu impactos do caso Master sobre a imagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e as intenções de voto. Em parecer ao Tribunal Superior Eleitoral, a PGE informou que não houve irregularidade no levantamento e sustentou que a Justiça Eleitoral deve atuar de forma excepcional ao analisar metodologias de institutos de pesquisa. O caso está sob relatoria do ministro Nunes Marques. O PL alega que as perguntas foram induzidas. A PGE, contudo, afirma que não cabe à Justiça Eleitoral interferir na escolha dos temas abordados pelos institutos.

Pérola

“Vou fazer 60 anos e está tudo bem. Minhas pernas valiam US$ 1 milhão. Hoje, ninguém dá um real. No entanto, tenho contatos de publicidade: vendo de fralda de bebê a fralda geriátrica, de leite de criança a suplemento 50+”,

de Claudia Raia, quase sessentona, falando sobre sexo e passagem do tempo.

Não endividados

Programa de sucesso do Lula 3, o refinanciamento de dívidas do Desenrola 2 ganha nova fase no fim do mês, agora voltado para quem está com as contas em dia. O programa deve reduzir os juros de empréstimos pessoais para clientes que não atrasem parcelas. O projeto beneficiará clientes que ganham até R$ 8.105 (cinco salários mínimos) com dívidas bancárias de até R$ 15 mil. Dívidas do cartão de crédito rotativo não serão incluídas. A renegociação será direta entre cliente e banco, com juros de 2,99% ao mês (hoje a média é de 7%). O governo espera beneficiar até quatro milhões de pessoas. Bradesco e Itaú não participam dessa modalidade do Desenrola 2.

“Pacto de silêncio”

Principal rival do PT na Bahia, o grupo político de ACM Neto (União Brasil) optou por não explorar publicamente a operação da PF que mirou o senador Jaques Wagner, que tenta a reeleição na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em março, petistas e o grupo do ex-prefeito de Salvador, que também teve a campanha impactada após revelação de pagamentos do Master, selaram um acordo para deixar o escândalo fora da disputa estadual. Na semana passada, ACM Neto foi sucinto: “Essa questão cabe ao Judiciário. O que esperamos é que a investigação seja completa, isenta e correta”.

Agora, governador

O ex-ministro Márcio França (PSB-SP) está desistindo de disputar com Simone Tebet a vaga do partido ao Senado. Além do acordo com a cúpula do PSB, Simone disputa com Marina Silva o primeiro lugar nas pesquisas, enquanto França aparece em quarto lugar. Agora, ele avalia que pode ter mais sucesso disputando o governo de São Paulo, no lugar de Fernando Haddad. No passado, como vice-governador, assumiu o Palácio dos Bandeirantes quando Alckmin deixou o cargo para compor chapa com Lula ao Planalto. Ainda assim, sua nova disposição não é levada a sério por muitos.

Os dois Flávio 1

O tiro dado por Romeu Zema na tentativa de angariar apoio do empresariado saiu pela culatra. Mesmo após sua filiação ao Novo, Flávio Rocha, herdeiro do Grupo Guararapes e das Lojas Riachuelo, trabalha nos bastidores em prol da candidatura de Flávio Bolsonaro. Rocha tem auxiliado o xará a construir pontes com empresários, sobretudo no Nordeste, região em que o “PL” tem seu pior desempenho nas pesquisas. Em troca, Flávio Bolsonaro já abriu espaço em seu palanque para Flávio Rocha, caso ele decida disputar a eleição ao Senado pelo Rio Grande do Norte.

Os dois Flávio 2

Apesar de todos os avisos em contrário, o ex-governador mineiro apostou que conseguiria fazer Flávio Rocha mudar de lado. O dono da Riachuelo apoiou Jair Bolsonaro em 2018 e 2022. Pelo jeito, ele jogou suas fichas na mesa errada. Mais: Romeu Zema caiu muito nas últimas pesquisas no primeiro turno — em algumas, abaixo de 2% (e Ronaldo Caido subiu), e não se conforma. Voltou a ficar como um barco à deriva, sem motor e sem vento a favor. Flávio Rocha já foi candidato ao Planalto quando jovem: foi apenas um sonho.

Mistura Fina

O acordo de delação do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, também tem chances limitadas na PGR e na PF. Até agora, não há provas robustas ou elementos suficientes para um acordo que acrescente fatos novos. O ex-presidente do banco é acusado de negociar com Daniel Vorcaro, controlador do banco, propina de R$ 146 milhões em imóveis de luxo em São Paulo.

Vorcaro também teve suas propostas de acordo recusadas por não apresentar fatos novos nem provas. A colaboração foi rejeitada duas vezes pela PF e uma vez pela PGR (Daniel pretende contratar outro advogado para tentar novamente). Preso há três meses, Costa é acusado de ter recebido propina para facilitar o acordo de compra de ativos do Master pelo banco público BRB. O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, autorizou PF e PGR a negociarem acordos de delação sem sucesso.

Enquanto membros de diversas cortes brasileiras discutem quanto devem receber além de seus salários, juízes dos Estados Unidos, que ocupam diferentes posições no sistema judicial, não têm qualquer penduricalho. Eles são proibidos por lei de receber bônus, adicionais ou auxílios. Têm direito a plano de saúde, seguro de vida e aposentadoria especial, podendo também receber por aulas ministradas em universidades ou cursos públicos. Nada de palestras para grandes bancos.

O único extra permitido é proveniente de livros publicados, e o ganho de juízes de instâncias inferiores não pode ultrapassar 15% do salário anual. Não existem nos Estados Unidos auxílios moradia, alimentação, combustível, creche, gratificações ou licenças compensatórias ou folgas convertidas em dinheiro. Os salários anuais variam entre US$ 250 mil e US$ 300 mil (cerca de R$ 1,5 milhão), dependendo do cargo.

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