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Dica da semana: "Elis"

Cinebiografia da cantora Elis Regina aborda os aspectos íntimos de sua vida

16 JUL 19 - 14h:00KREITLON PEREIRA, VIA STREAMING

Em 1945, na cidade de Porto Alegre, nasceu Elis Regina, considerada por muitos críticos como a melhor cantora brasileira de todos os tempos. Dona de um gênio forte, a gauchinha ficou conhecida por suas performances extremamente emotivas, repletas de gestos e expressões caricatas. Com sucessos como “O Bêbado e o Equilibrista” e “Como Nossos Pais”, renovou o cenário musical no país, até então mergulhado na Bossa Nova. Além disso, em decorrência do cenário político de ditadura militar, atuou como ativista da oposição principalmente durante os Anos de Chumbo, com duras críticas ao governo e sua censura. Após os cinemas brasileiros receberem filmes sobre Cazuza e Renato Russo, em 2016, chegou a vez de Elis ganhar sua própria adaptação. Atualmente, a cinebiografia “Elis” encontra-se disponível na Globoplay.

O filme se inicia em 1964, com a vinda da cantora para o Rio de Janeiro, e acompanha sua trajetória até a morte prematura aos 36 anos, em decorrência de uma overdose de cocaína e álcool. O foco do filme encontra-se em sua vida pessoal, principalmente nos relacionamentos da artista com Ronaldo Bôscoli (Gustavo Machado) e César Mariano (Caco Ciocler). Marcado pela atuação soberba de Andreia Horta, que estudou durante três meses os icônicos gestos e expressões de Elis Regina, em sua tentativa de abordar a história de forma íntima. Eventos marcantes na trajetória da artista, como o uso de drogas em seus últimos anos e o amplamente criticado show na Olimpíada do Exército, em 1972, são tratados de forma ligeira e com pouca profundidade. 

Essa visão mais conservadora adotada pelo diretor Hugo Prata junto com os roteiristas Luiz Bolognesi e Vera Egito recebeu intensas críticas. Porém, independentemente da abordagem, “Elis” foi responsável por uma tarefa ingrata: retratar a trajetória de uma das personalidades mais explosivas e intensas da música brasileira. Talvez uma história gigante demais para ser contada em apenas 1 hora e 55 minutos.

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