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Um mês após incêndio em museu, buscas por artefatos ainda não começaram

Um mês após incêndio em museu, buscas por artefatos ainda não começaram

FOLHAPRESS

01/10/2018 - 19h30
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Um mês depois do incêndio que devastou o prédio histórico do Museu Nacional e boa parte de seu acervo no Rio de Janeiro, a operação para estabilizar a estrutura física do edifício afetado pelas chamas está no começo. Sem essa etapa, ainda não é possível saber com certeza se ao menos alguns dos espécimes únicos do museu, o mais antigo e importante do Brasil, conseguiram escapar do fogo.

"Antes de qualquer busca, a segurança é primordial, não dá para colocar vidas em risco. É por isso que ninguém mexeu em nada dentro do prédio ainda", disse à reportagem o paleontólogo Alexander Armin Kellner, que dirige a instituição desde fevereiro deste ano.

Segundo Kellner, o processo vai incluir, além da estabilização estrutural, a colocação de uma cobertura provisória sobre o antigo palácio das famílias reais portuguesa e brasileira, onde ficavam as grandes exposições do museu e muito de seu acervo. Todo o trabalho, que começou há cerca de uma semana, deve durar até 180 dias e, conforme cada área do prédio for considerada segura, começarão os trabalhos de resgate.   

Da ajuda prometida por diferentes órgãos para a reconstrução do museu, o diretor afirma que já foram liberados R$ 8,9 milhões do Ministério da Educação, que vão ser empregados tanto no trabalho de estabilização quanto no isolamento do edifício e na instalação de contêineres para abrigar os pesquisadores que perderam seus locais de trabalho com o desastre.

"A gente está procurando voltar à normalidade administrativa", explica Kellner. "Muito mais do que os acervos e as exposições, embora eles sejam indispensáveis, a melhor aposta para o restabelecimento do museu é a nossa capacidade de continuar gerando conhecimento, e isso nós não perdemos."

Para isso, nas últimas semanas, cientistas e funcionários têm precisado improvisar. Apesar da destruição da parte interna do antigo palácio na Quinta da Boa Vista, coleções como a de vertebrados e a de botânica, bem como a biblioteca principal da instituição, foram salvos do fogo por já estarem, havia anos, em outros prédios. É nesses locais que o trabalho de pesquisa continua, com os ocupantes usuais de cada sala dividindo espaço com colegas que corriam o risco de ficar desalojados.

"Faço parte da comissão de espaço, então não sei se saio vivo dessa nos próximos meses", brinca José Perez Pombal Junior, curador das coleções de anfíbios do museu e professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Ele conta que outros pesquisadores, como as da área de antropologia, têm trabalhado na biblioteca. "As aulas de pós-graduação não pararam em nenhum momento. Já tivemos até defesa de tese de doutorado depois do incêndio." Segundo ele, não há pesquisadores sem lugar onde trabalhar, apesar do aperto.

A biblioteca de antropologia social, uma das mais importantes da América Latina e totalmente destruída pelo incêndio, tem recebido uma quantidade considerável de doações, inclusive a biblioteca pessoal do pesquisador carioca Gilberto Velho (1945-2012), que foi decano do Departamento de Antropologia do museu até sua morte.

E zoólogos do museu já têm ido a campo para coletar novos espécimes na tentativa de repovoar o acervo de invertebrados, um dos mais ricos (com 5 milhões de exemplares apenas no caso de insetos) e mais duramente atingidos pelo incêndio.

Antes que uma sede renovada esteja disponível, Kellner diz que a intenção do museu é voltar a exibir seu acervo -ainda considerável- ao público. Há uma campanha de financiamento coletivo para permitir a volta de empréstimos de espécimes da instituição a escolas e o plano de revitalizar o Horto Botânico do museu para que ele abrigue uma pequena mostra, que voltaria a receber visitantes.

"Seria ilusão, até leviano, dizer que o acervo antigo vai ser reconstituído, mas vamos continuar a cumprir nossa função", diz o diretor.

"A sensação é que a gente está voltando à tona", compara Pombal Junior. "Todo mundo ficou sem ar e se agarrou a qualquer coisa para não afundar. Só vamos saber o custo científico de tudo isso daqui a dois ou três anos, mas todo mundo continua tentando produzir ciência."

Saúde Correio B+

Nutricionista e cientista social fala sobre ciência e escuta à mulher a partir dos 35 anos

"Passei a vida ouvindo mulheres dizerem que estavam bem quando não estavam e construí uma empresa para mudar isso".

28/09/2026 15h05

Nutricionista e cientista social fala sobre ciência e escuta à mulher a partir dos 35 anos

Nutricionista e cientista social fala sobre ciência e escuta à mulher a partir dos 35 anos Foto - Pinterest

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Vanessa Costa é nutricionista, cientista social e empresária. CEO-fundadora da NutrAlive, marca de suplemento alimentar para mulheres a partir dos 35 anos, ela criou a empresa para levar ao mercado e à comunicação a leitura que já fazia no consultório: a de que saúde da mulher não cabe só no exame.

“Eu nunca consegui olhar para a saúde da mulher só pelo prato ou pelo exame. Sempre olhei também para o contexto social: o que a sociedade espera dela, o que ela fala e o que ninguém pergunta”, explica.

“Eu via o mesmo padrão se repetir: mulheres competentes, informadas, que faziam tudo certo e mesmo assim não reconheciam as respostas do próprio corpo. O que faltava não era esforço delas, era explicação e escuta. Foi aí que eu entendi que a resposta que eu dava individualmente, no consultório, podia ser estruturada em formação de profissionais, conteúdo e comunidade”, Vanessa.

O suplemento alimentar da NutrAlive é uma dose diária de 6,5 g com 7 ativos: creatina (3000mg), vitamina D (20 μg), cálcio (500mg), beta-glucana (0,8 g), triptofano (200mg), ácido ortossilícico (0,5 mg) e extrato de cranberry (39 mg). A fórmula tem sabor natural de cranberry, sem conservantes, sem adoçantes artificiais e sem corantes. O produto é vendido na loja virtual própria da NutrAlive e na Amazon, com opção de assinatura mensal.

Natural do Rio de Janeiro (RJ), Vanessa Costa, 45, mora atualmente em São Paulo (SP). É casada e mãe de pet. Além da NutrAlive, é fundadora da MenoTech, criada em parceria com o professor e coordenador científico Kelvin Taporosky. A empresa capacita profissionais de saúde para o cuidado da mulher na menopausa, conecta esses profissionais às mulheres que buscam atendimento qualificado e apoia outras companhias a incluírem a saúde da mulher nessa fase em suas agendas de bem-estar. Vanessa também fundou uma comunidade que reúne mulheres que atravessam a transição, e é colunista da Gazeta de S. Paulo e do FitFeed, onde escreve sobre menopausa.

“A menopausa me escolheu antes de eu escolher o tema: ela apareceu na minha própria história como o assunto que ninguém tinha nomeado. Ali eu percebi que o problema não era falta de ciência — a ciência existe, é robusta e está publicada. O problema era falta de tradução e de escuta. Menopausa não é um evento clínico isolado: é um marco de longevidade que condiciona as décadas seguintes de saúde óssea, cardiovascular, metabólica e cognitiva da mulher”, completa.

Nutricionista e cientista social fala sobre ciência e escuta à mulher a partir dos 35 anosVanessa Costa - Divulgação

 

CLÁSSICO

Ópera italiana "Cavalleria Rusticana" será apresentada no Teatro Glauce Rocha

Espetáculo do Coro Lírico Cant'Arte e da Companhia de Ópera do Pantanal será apresentado amanhã e nesta quarta-feira, com entrada solidária de 1 quilo de alimento não perecível

28/09/2026 10h15

A obra de Pietro Mascagni retrata uma cena do intermezzo da ópera

A obra de Pietro Mascagni retrata uma cena do intermezzo da ópera "Cavalleria Rusticana", com dois personagens em trajes tradicionais italianos dançando em uma rua de arquitetura clássica Wikimedia

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A música clássica e o teatro se encontram em Campo Grande amanhã e nesta quarta-feira, com a apresentação de “Cavalleria Rusticana”, ópera de Pietro Mascagni, no Teatro Glauce Rocha.

O espetáculo, realizado pelo Coro Lírico Cant’Arte e pela Companhia de Ópera do Pantanal, começa às 19h30min nos dois dias. A entrada é solidária, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível.

Estreada em 1890, em Roma, “Cavalleria Rusticana” é uma ópera em ato único e uma das obras mais conhecidas do chamado verismo italiano, corrente que ganhou força no fim do século 19, ao buscar representar personagens populares, conflitos sociais e situações marcadas por paixões intensas e consequências trágicas.

Com libreto de Giovanni Targioni-Tozzetti e Guido Menasci, a obra foi baseada na novela e na peça homônimas do escritor italiano Giovanni Verga.

A história se passa em um povoado da Sicília, no sul da Itália, durante o Domingo de Páscoa, e acompanha um triângulo amoroso que envolve desejo, ciúme, traição e vingança.

A trama começa com o retorno do soldado Turiddu ao povoado. Antes de partir para a guerra, ele mantinha um relacionamento com Lola, mas, durante sua ausência, ela se casou com Alfio, um carreteiro. De volta à cidade e diante do casamento da antiga paixão, Turiddu se envolve com Santuzza, uma jovem camponesa.

O relacionamento, porém, não se desenvolve de maneira tranquila. Santuzza percebe que Lola continua a se aproximar de Turiddu e passa a desconfiar de uma nova traição. A situação se agrava quando ela revela suas suspeitas a Alfio, que reage com fúria e decide confrontar o rival.

Paixão e ciúme

A ópera se desenvolve ao longo de um único ato, acompanhando os acontecimentos de um Domingo de Páscoa. Enquanto a população se reúne para a celebração religiosa, Santuzza procura Mamma Lucia, mãe de Turiddu, para falar sobre o sofrimento provocado pelo relacionamento.

A jovem conta que Turiddu amava Lola antes de ir para o exército e que, após retornar, passou a se relacionar com ela. Santuzza acredita, porém, que Lola voltou a seduzi-lo.

Quando Turiddu aparece, Santuzza tenta o convencer a não a abandonar. O diálogo entre os dois não resolve o conflito e a situação culmina na revelação feita por Santuzza a Alfio. A partir daí, o confronto entre os dois homens se torna inevitável.

Após a missa, os moradores se reúnem na taverna de Mamma Lucia. Turiddu oferece vinho aos presentes, mas Alfio se recusa a beber, fazendo uma referência à suposta traição de sua esposa. O confronto termina com o desafio para um duelo.

Antes de enfrentar Alfio, Turiddu pede a Mamma Lucia que cuide de Santuzza. O duelo acontece fora de cena e, pouco depois, uma mulher chega trazendo a notícia de que Turiddu foi morto.

Verismo

A estreia de “Cavalleria Rusticana” ocorreu em 17 de maio de 1890, no Teatro Costanzi, em Roma. A obra se tornou um marco do verismo, vertente da ópera italiana associada à representação de histórias mais próximas da realidade cotidiana e de personagens de origem popular.

Em vez de protagonistas ligados à nobreza ou a acontecimentos históricos grandiosos, a obra de Mascagni apresenta camponeses e trabalhadores envolvidos em conflitos pessoais. A narrativa também se caracteriza pela intensidade das emoções e pela presença de um desfecho trágico.

A ópera tem cinco personagens principais: Santuzza, soprano dramático ou mezzo-soprano, camponesa; Turiddu, tenor, aldeão recém-chegado do exército; Mamma Lucia, contralto ou mezzo-soprano dramático, mãe de Turiddu; Alfio, barítono, carreteiro; e Lola, mezzo-soprano, esposa de Alfio.

Em Campo Grande, a montagem será apresentada pelo Coro Lírico Cant’Arte e pela Companhia de Ópera do Pantanal, levando ao palco uma das obras fundamentais do repertório operístico italiano.

A apresentação conta com patrocínio do Correio do Estado, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Sesc-MS, APR Engenharia Elétrica e Consultoria, Concha Móveis, In Dó e Festa Fácil.

O apoio é da Academia Feminina de Letras e Artes de Mato Grosso do Sul (Aflams), da Casa de Ensaio, da Igreja Messiânica Mundial do Brasil e da Premier Viagens.

>> Serviço

“Cavalleria Rusticana”

Data: amanhã e nesta quarta-feira.
Horário: às 19h30min.
Local: Teatro Glauce Rocha, Campo Grande.
Entrada: 1 kg de alimento não perecível.

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