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VIA STREAMING

Sonhos da periferia: "Sintonia"

A série chega na Netflix para retratar a realidade dos jovens nas comunidades paulistas
07/08/2019 07:30 - KREITLON PEREIRA, VIA STREAMING


 

Originário da comunidade da Vila Santo Antônio no Guarujá, o paulista Konrad Dantas criou o KondZilla, que se tornou o maior canal de música do mundo. Com mais de cinquenta milhões de inscritos no YouTube, se tornou famoso pela produção de videoclipes para o funk ostentação paulista. Após se tornar um símbolo no gênero, o portal de conteúdo decidiu expandir sua influência com a abertura de uma gravadora musical e a criação de uma linha de roupas. Para dar sequência ao projeto, que preza acima de tudo pela comunicação honesta com os jovens da periferia, Konrad se uniu a Netflix para realização da série “Sintonia”, que estreia dia 09 de agosto na plataforma de streaming. 

Ao longo de seis episódios de 40 minutos cada, a série acompanha três melhores amigos em sua busca por um lugar dentro da maior metrópole do país. Apesar da forte conexão entre eles e das experiências compartilhadas em decorrência da vida na periferia paulista, os objetivos de cada um são diferentes. Para Doni (MC Jottapê) o sonho de se tornar um funkeiro famoso já é cristalino. Porém, a falta de apoio dos pais, que veem no filho o futuro do negócio familiar, um mercadinho local, será um grande obstáculo.

Nesse cenário, também encontramos Rita (Bruna Mascarenhas), uma jovem que, após se envolver em um esquema de drogas e dvds piratas, decide entrar para Igreja Evangélica da comunidade. E, para completar o trio, há Nando (Christian Malheiros). Apesar da idade, já possui um filho e, com o intuito de ganhar dinheiro rápido, se envolve com o crime organizado e logo passa a almejar o posto de gerente do tráfico na região. Com o objetivo de promover uma abordagem realista e honesta sobre o tema, “Sintonia” foi toda filmada na Vila Jaguaré, uma favela na Zona Oeste de São Paulo.  

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Felpuda


Político experiente tem repetido que não é o momento de falar em eleições. O momento é de tensão, de incertezas políticas e econômicas – como se o País fosse uma ilha de preocupações cercada pelo coronavírus por todos os lados. Em Mato Grosso do Sul, onde já se registrou morte pela doença e o número de casos só tende a subir, não poderia ser diferente. “É suicídio político para quem ousar falar em eleição neste momento”, conclui. Só!