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ENTREVISTA

Sérgio Guizé vibra com trajetória intensa de Chiclete

O personagem vive um carrossel dramatúrgico em "A Dona do Pedaço"
06/11/2019 09:14 - CAROLINE BORGES/TV Press


 

Sérgio Guizé sempre aposta no processo de transformação de um personagem. Não à toa, o formato aberto das novelas é bastante tentador para o ator. No ar em “A Dona do Pedaço”, o intérprete do matador de aluguel Chiclete chegou aos estúdios sem uma construção concreta e fechada do papel. Na reta final do folhetim de Walcyr Carrasco, Guizé viu seu personagem tomar rumos inesperados. “Eu sabia que esse personagem ia mudar em algum momento. Só acredito em personagens que terminam de um outro jeito, tem de ter uma volta e surpreender de alguma forma. O Chiclete sempre se mostrou um sujeito de várias facetas. Estou descobrindo o personagem até o último capítulo porque tem muita coisa para rolar ainda”, defende o ator, que vibra com o “feedback” positivo da novela. “Escuto muita coisa sobre o personagem. Fico feliz que a história tenha tocado tantas pessoas. Está sendo muito bacana”, completa.

Sérgio Guizé (Foto: Divulgação/Globo)

Na produção das nove, Chiclete chega ao Rio de Janeiro com a missão de matar a influenciadora Vivi Guedes, papel de Paolla Oliveira. Porém, os dois acabam se apaixonando e Chiclete desiste de assassinar a sobrinha de Maria de Paz, de Juliana Paes. Apaixonados, os dois precisam lidar com a obsessão do investigador de polícia Camilo, interpretado por Lee Taylor, que não aceita o fim do relacionamento com Vivi. Nos últimos capítulos, Camilo tem mantido a “digital influencer” em cárcere privado. “O final tem de ter tiro, porrada e bomba (risos). A Vivi e o Chiclete são um casal interessante. Ele começou como um matador e termina como um casal no estilo Romeu e Julieta. É um arco dramatúrgico muito rico”, afirma.

P – O Chiclete começou a novela como um matador de aluguel, mas termina o folhetim envolvido em um triângulo amoroso. Você já esperava essa mudança?

R – No começo, eu não fui logo de cara nessa questão do matador. Eu sabia que ele iria se apaixonar pela vítima, e como fazer para alguém se apaixonar por um matador? Cada dia fui levando um presentinho para esse personagem. A construção é constante. Quando o Chiclete conhece o amor, o foco dele muda totalmente.

P- Você acredita que ele merece algum tipo de punição por conta do passado como assassino?

R – Na vida real, ele teria de ter uma punição por conta do passado como matador, mas esse lance mais romanceado muda tudo. Não dá para o Chiclete parar na cadeia por um único capítulo (risos). Tem muita coisa para acontecer, principalmente nesse final.

P – Como foi sua busca de referências para construir o Chiclete?

R – No início do processo, alguém me contou sobre uma passagem de “A Odisseia”. Uma mulher tinha de matar um poderoso Deus. Quando essa mulher vinha para arrancar a cabeça dele, ele vira e enfia a espada nela e se apaixona naquele último instante. E eu fiquei com essa imagem na cabeça, de quando ele se volta para viver esse último segundo de amor. É um amor impossível, improvável – mas pode acontecer, por que não? Gosto de partir meus estudos para esse lado e das artes plásticas.

P – A trama de “A Dona do Pedaço” é seu terceiro projeto ao lado de Walcyr Carrasco. Qual a importância dessa relação com o autor no seu trabalho?

R – O Walcyr sempre me dá esses presentes desde o Candinho (protagonista de “Êta Mundo Bom!”). A gente vem afinando a relação artística. Para bom entendedor, meia palavra basta. Confio muito no trabalho do Walcyr. Até estrear, eu não sabia o que era meu personagem, mas confiei nele. O Gael, de “O Outro Lado do Paraíso”, também foi um personagem socialmente importante. As pessoas começaram a denunciar questões de violência contra a mulher. Essa é a grande missão da coisa toda. Tudo é um grande jogo.

P – Como assim?

R – Para agradar o público, é necessário ter essa boa parceria. Não dá para fazer nada sozinho, é uma troca. Eu já tinha essa parceria com o Walcyr e também rolou uma química muito boa com a Amora (Mautner, diretora). Ela foi importantíssima nesse processo. A Paolla foi outra grande parceira. A gente se conheceu no “set” praticamente e ela foi muito generosa. O elenco todo também. As pessoas que eu já conhecia e também as que fiquei conhecendo naquele momento.

Felpuda


As pré-candidaturas bizarras estão se espalhando nas redes sociais, nos perfis de quem acredita que esse tipo de “campanha eleitoral” poderá resultar em votos e até levar à conquista de uma vaga na Câmara Municipal de Campo Grande. Se antes isso era visto apenas no horário eleitoral na TV, agora está se espalhado como erva daninha nas redes. Como diria vovó: “Esse povo ainda se acha!” Afe!