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TELEVISÃO

"Se Joga" é aposta comedida da Globo

Tratada cheia de mistérios e carregada de expectativas, a produção não chega a ousar nas tardes da emissora

14 OUT 19 - 16h:13MÁRCIO MAIA/TVPress

Quando a Globo tirou Fernanda Gentil do seu quadro de jornalistas esportivos e anunciou a migração da loura para o entretenimento da emissora, inegavelmente gerou grande expectativa. Até em função de todo o mistério que se criou em volta de qual projeto seria desenvolvido para essa nova fase na carreira da apresentadora carioca. Posteriormente, as informações foram sendo divulgadas aos poucos, sempre muito rodeadas de segredos. Era normal, portanto, que se esperasse algo extremamente inovador e com um conteúdo diferenciado. Mas o resultado do “Se Joga”, pelo menos por enquanto, não é exatamente esse.

O carisma do trio de apresentadores – Fernanda tem a companhia de Fabiana Karla e Érico Brás – é incontestável. Os três reforços cômicos, Marcelo Adnet, Paulo Vieira e Jefferson Schroeder, se revezam entre repercutir as pautas do programa, nas brincadeiras e em quadros de imitações e paródias. Adnet, como sempre, diverte com suas imitações. Paulo faz um trabalho bem próximo do que mostrava no "Programa do Porchat", na Record, e que já era bom. E Jefferson conquistou um espaço merecido, depois de fazer sucesso com suas diferentes vozes na internet e em participações em programas de tevê.

Porém, tudo isso não é suficiente para transformar o “Se Joga” em uma produção atraente. A intenção parece ser a de criar um ambiente de sala de estar, que até se concretiza, mas no estúdio e nas participações com convidados famosos pela internet. Falta, no entanto, uma interação mais eficaz com os telespectadores – algo que a equipe pode buscar ainda, visto que o programa está há apenas alguns dias no ar.

A influência parece vir um pouco das “lives” das redes sociais. Não que as observações do trio sejam vazias sobre os assuntos, eles inclusive mandam bem nessa questão. Mas é aí que a ausência de um contato mais próximo com o público faz falta. Em uma época em que as pessoas cada vez mais assistem tevê conectadas a um smartphone ou outro tipo de computador com acesso à internet, o modelo de formato proposto pelo “Se Joga” poderia se enquadrar melhor casa abrisse espaço para dar voz aos telespectadores. Isso, é claro, com o dinamismo e imediatismo que um programa de variedades ao vivo e com plateia permite.

A participação da plateia se dá em brincadeiras que lembram demais o “Vídeo Show”, antigo programa vespertino da emissora. Caso do quadro “Rota da Pegação”, que se resume em fazer com que os participantes relembrem alguns casais que se formaram entre os famosos no passado. A ideia é até divertida, mas demora mais tempo que o necessário. E não chega a colocar o público em nenhum debate.

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