TELEVISÃO

Raio X: Eduardo Mossri

O ator está no ar como Faruq Murad em "Órfãos da Terra"
13/06/2019 06:00 - LUANA BORGES/TV Press


Integrar o elenco de “Órfãos da Terra” é uma espécie de volta às origens para Eduardo Mossri. O ator é descendente de libaneses e chamou atenção de Thelma Guedes e Duca Rachid durante uma apresentação da peça “Cartas Libanesas”, que contava a história de sua própria família. As autoras da novela das seis não hesitaram em convidá-lo para interpretar Faruq Murad. Agora, ele vive na ficção o drama de um sem-número de refugiados que chegam ao Brasil diariamente. Aliás, falar do assunto diante do atual contexto social do país é fundamental, na opinião de Eduardo. “É preciso entender que imigração, refúgio e exílio são movimentos que sempre existirão, só muda o motivo, o local e o tempo. E a palavra de ordem é empatia porque refugiado pode ser qualquer um. É uma crise humanitária”, destaca.

Com uma trajetória construída no teatro, Eduardo desbrava pela primeira vez a rotina puxada de se fazer novela. A novidade, inclusive, tem sido bem apreciada por ele. “Estou adorando como desafio, pelo tema e pelas pessoas envolvidas nesse projeto”, elogia o ator, que participou de quatro temporadas de “Escola de Gênios”, do Gloob. Para se inteirar ainda mais do tema central de “Órfãos da Terra”, Eduardo assistiu a filmes e leu livros, além de conhecer o trabalho de campo da Missão Paz e da ONG Compassiva. “Ambas as instituições cuidam de pessoas em situação de refúgio”, explica.

Nome: Eduardo de Queiroz Telles Mossri.

Nascimento: Em 1º de setembro de 1981, em São Paulo.

Ao que assiste na tevê: “Assisti a muita novela. Hoje, intercalo com programas diversos, séries e filmes”.

Ao que não assiste na tevê: “Programas que valorizem a desgraça humana”.

O que falta na televisão: “Inserção maior da diversidade nos programas e novelas, presença maior de representantes negros, participação feminina e pautas que discutam temas da comunidade LGBT”.

O que sobra na televisão: “Curiosidade e exploração da vida pessoal alheia”.

Livro: “Eu Venho de Alepo”, de Joude Jassouma.

Ator: Charles Chaplin.

Atriz: Ana Cecília Costa.

Mania: “Lembrar de músicas quando as pessoas estão falando. Exemplo, se alguém fala: ‘Não quero lhe falar’, lembro ineditamente e canto ‘Não quero lhe falar, meu grande amor, das coisas que aprendi nos discos’”.

O primeiro trabalho na tevê: “Vou considerar Faruq, de ‘Órfãos da Terra’”.

Sua atuação inesquecível: “Nos dois monólogos que fiz: ‘Ivan e Os Cachorros’, de Hattie Naylor, e ‘Cartas Libanesas’, de José Eduardo Vendramini”.

Um momento marcante na carreira: “Apresentar o meu monólogo a convite da Embaixada Brasileira e do Consulado Libanês em Beirute, no Líbano”.

Com quem gostaria de contracenar: Drica Moraes.

Se não fosse ator, o que seria: “Insatisfeito”.

Novela preferida: “Renascer”.

Vilão marcante: Perpétua, interpretada por Joana Fomm em “Tieta”.

Personagem mais difícil de compor: “Qualquer um que caia em estereótipos”.

Que novela gostaria que fosse reprisada: “Quatro por Quatro”.

Que papel gostaria de representar: “Alguma biografia de cantor. Nelson Gonçalves, por exemplo”.

Par romântico inesquecível: “Diria sempre o atual, para não causar ciúmes em cena. Agora seria, Doutora Leticia, feita por Paula Bulamarqui”.

Com quem gostaria de fazer par romântico: Dani Ornellas.

Filme: “Carfanaum”, de Nadine Labaki.

Autor predileto: Manoel de Barros.

Diretor favorito: Lars Von Trier.

Vexame: “Braguilhas esquecidas abertas e feijões nos dentes após refeições”.

Um medo: “Tenho medo do medo que dá”.

Projeto: “Viver e morrer somente do meu ofício e com prazer”.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".