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TELEVISÃO

“Que história é essa, Porchat?”

Fábio Porchat se diverte com plateia participativa e convidados famosos
17/08/2019 12:00 - LUANA BORGES/TV Press


 

Todo mundo tem sempre uma boa história para contar. Seja recente, antiga, triste ou engraçada. Foi partindo desse princípio que surgiu o "Que História É Essa, Porchat?", apresentado por Fábio Porchat no GNT. Tudo no programa gira em torno de "causos" que as pessoas presentes, famosas ou não, se dispõem a expor em frente às câmeras. O resultado no ar é um misto de curiosidades interessantes com situações nem tão engraçadas assim. Mas, no geral, o tom despretensioso do programa vem bem a calhar e ajuda o "Que História É Essa, Porchat?" a cumprir o papel de entreter.

Completamente à vontade na frente dos convidados e da plateia, Fábio Porchat sabe como conduzir a conversa para tirar o melhor que cada um pode oferecer. Divertido como é, o apresentador parece íntimo de todos ali. E isso faz com que a conversa flua com naturalidade. Porém, em determinados momentos, o "excesso" de roteiro fica evidente. Antes de entrar no "set", Porchat já conhece a maioria das histórias que vai ouvir durante a gravação. Tudo graças ao trabalho de apuração de sua equipe. Por um lado, isso facilita a dinâmica de gravação. Mas, por outro, torna o processo engessado e sem muito espaço para surpresas.

O cenário é bonito. Porém, pouco aproveitado. Quando vai conversar com alguém da plateia, Porchat nunca tem onde sentar e acaba dividindo a cadeira com o entrevistado. A situação pode até ajudar a estabelecer uma proximidade entre os dois, mas o improviso salta aos olhos. Além disso, os famosos pouco interagem com as pessoas da plateia, o que cria um distanciamento que em nada está de acordo com a proposta inicial do programa de compartilhar histórias.

O programa ainda é recente e terá tempo para azeitar algumas questões. Mesmo assim, fica claro desde o início que Porchat é um apresentador generoso. Ele se mostra realmente interessado em ouvir as histórias e não em marcar seu território como apresentador. Porchat trabalha em prol do produto e não de seu ego. Vale a diversão despretensiosa em uma noite de terça-feira.

Felpuda


Sindicalista defende o fim de mordomias e privilégios dos políticos e dos integrantes de outros Poderes, conforme divulgação feita por sua assessoria. Para ele, está na hora de se colocar um basta nessa situação, questionando, inclusive, o número de parlamentares e de assessores. Entretanto, não demonstra a mesma aversão por aqueles dirigentes de sindicatos que se perpetuam no poder e que comandam mais de uma entidade, assim como ele. Afinal, o exemplo deve vir de casa, né?