Correio B

ENCONTRO

Quadrinhos são atração em evento
com oficinas e autógrafos

Quadrinhos são atração em evento
com oficinas e autógrafos

Continue lendo...

Ao universo das histórias em quadrinhos (HQs) a merecida importância. A diversidade de formatos, histórias e personagens reúne público consumidor cativo pelo mundo, servindo como fonte também para as maiores bilheterias no cinema, nas últimas décadas. Porém, algumas pessoas torcem o nariz para esse tipo de publicação e a tratam como se não fosse literatura. Mas é. Muitos se iniciaram na leitura pelos gibis. Existem aqueles que se tornaram leitores assíduos de literatura considerada culta e que foram, quando crianças, colecionadores de quadrinhos. Sem falar naqueles que foram estimulados pelas HQs e colocaram seu talento no papel, criando seu próprio universo.

Para quem gosta ou quer conhecer este universo, até domingo, em Campo Grande, é possível participar da 1ª edição do Tereré, Quadrinhos e Literatura (TQL), que reúne quadrinistas do Estado, com exposição de quadrinhos originais e gibis raros, artist’s alley, mesa-redonda com bate-papo sobre a produção de quadrinhos e oficinas gratuitas.

“A ideia foi do médico e escritor Ewerton Carvalho, da UBE  [União Brasileira dos Escritores- MS], que fez contato comigo e outros quadrinistas, com a intenção de agitar este mercado da criação e da literatura junto ao público. Nós nos reunimos, e o evento agora é uma realidade”, explica o cartunista e quadrinista Emmanuel  Merlotti, que participa e se junta a outros especialistas na área: Anderson Barbosa, Fabio Q (que veio de São Paulo e há um ano mora em Campo Grande), Wanick Corrêa, Claudio Dias e Nathã Ifran. 

No TQL, eles apresentam seus trabalhos para os fãs, interagem com o público, autografam pôsteres e HQs e ainda comercializam artes originais, prints e cartazes com direito a autógrafos. “Além de exibir nossos trabalhos, queremos trocar experiências e receber aquele interessado em saber como é começar neste universo das HQs. Mostrar que é preciso estudar desenho de tudo que é forma, se profissionalizar, porque o mercado exige. Além disso, ter persistência e investir em si mesmo, participar destes eventos, lançar coisas autorais, porque, na hora da seleção, querem ver se você é mesmo profissional ativo”, alerta Merlotti.

LANÇAMENTOS

Merlotti vai lançar sua segunda revista do personagem “Lázaros Hunter”, no evento. Ele é um cartunista atuante em Campo Grande e tem seu próprio estúdio há mais de 20 anos. Fabio Q chegou recentemente de São Paulo e já se juntou à cena de quadrinho local, para fortalecer com o conhecimento do circuito paulista de quadrinhos. “Este evento é especial, reúne os quadrinistas e é protagonizado por eles, que estão na linha de frente da sua criação. E estar com eles é muito legal, pois podemos pensar na criação de mercado, mostrar que existem produtores locais que têm excelência no trabalho que fazem. Está sendo um passo maior dentro do cenário de Campo Grande e de MS”, analisa Fabio Q. 

O TQL tem artistas regionais de carreira sólida e ativa no segmento, como é o caso de Claudio Dias, que é publicitário e ilustrador e que atualmente trabalha na divulgação do seu personagem “Super Zé”. Anderson Barbosa é proprietário do Pincel Digital Estúdio. Wanick Corrêa é ilustrador de vários livros locais e tem em seu currículo três revistas publicadas. “O Ewerton Carvalho vai lançar seu último livro, ‘Sherlock Holmes, em A Maldição do Rochedo”.

PROGRAMAÇÃO

Hoje, às 19h – Técnicas de desenho, com Oliver Mont e Patrick Oliver;

Amanhã, às 19h – Oficinas de criação de tirinhas de quadrinhos, com Anderson Barboza;

Sexta-feira, às 19h – As participantes Evelise Couto e Mayara Barbosa, do Grupo “Leia Mulheres”, batem um papo sobre “Mulheres nas HQs e na Cultura Geek”. A mediadora é Rubia Sibele.

Sábado, às 15h – Batalha de desenhistas; e às 19h – Os autores e idealizadores do evento, Emmanuel Meriotti, Claudio Dias, Wanick Corrêa e Ewerton de Carvalho, falam do projeto TQL e de suas carreiras. A mediação fica por conta de Fabio Quill.

Domingo, às 15h – O mediador Daniel Rockenbach, do grupo de leitura “Vortice Literário”, convida o autor Fabio Quill para discutir as leituras indispensáveis das HQs. Às 18h – “Quadrinhos nas bancas de jornal, uma resistência?”. O mediador Giovani comanda esse bate-papo.

 

luto

Morre Benedito Ruy Barbosa, autor de novela que mostrou o Pantanal ao Brasil

Dramaturgo faleceu em SP devido a complicações de insuficiência renal crônica

07/07/2026 16h05

Dramaturgo e escritor, Benedito Ruy Barbosa

Dramaturgo e escritor, Benedito Ruy Barbosa Foto: TV Globo

Continue Lendo...

Dramaturgo e escritor, Benedito Ruy Barbosa, morreu aos 95 anos, nesta terça-feira (7), no Hospital do Coração (Hcor), em São Paulo.

Ele faleceu devido a complicações de insuficiência renal crônica. O velório ocorre das 15h às 21h (horário de Brasília), no Funeral Home, localizado em Bela Vista, centro de São Paulo.

Ele é autor da novela Pantanal, gravada na Fazenda Rio Negro, em Aquidauana (MS) – também ocorreram gravações em Miranda (MS) e Corumbá (MS). A novela foi exibida em 1990 e reexibida em 2022 na Globo.

Ele foi um dos responsáveis por mostrar as belezas e paisagens do Pantanal Sul-mato-grossense para o Brasil.

O autor transformou a paisagem, cultura, fauna, flora e o modo de vida pantaneiro em protagonistas da dramaturgia nacional, despertando o interesse pelo bioma e fortalecendo sua identidade cultural.

A obra contribuiu para valorizar as tradições locais, impulsionar o turismo e ampliar o debate sobre a preservação ambiental.

Benedito Ruy Barbosa nasceu em 17 de abril de 1931 em São Paulo (SP) e tinha 95 anos. Ele cresceu em Vera Cruz - Itapecerica da Serra (SP), em uma região de cafezais, com agricultores e imigrantes italianos e japoneses.

Trabalhou como bancário, comerciante, jornalista, revisor e publicitário antes de entrar para a televisão.

Suas principais obras são:

  • Meu Pedacinho de Chão (1971)
  • Cabocla (1979)
  • Os Imigrantes (1981)
  • Paraíso (1982)
  • Pantanal (1990)
  • Renascer (1993)
  • O Rei do Gado (1996)
  • Terra Nostra (1999)
  • Esperança (2002)
  • Velho Chico (2016)
 

4ª edição

Bonito CineSur anuncia programação com pré-estreias, homenagens e grandes nomes

Com pré-estreias, homenagens e grandes nomes do cinema sul-americano, o festival reúne produções de quase toda a América do Sul e promove debates, oficinas e exibições inéditas

07/07/2026 08h30

Divulgação

Continue Lendo...

Entre os dias 24 de julho e 1º de agosto acontece a quarta edição do Bonito CineSur – Festival de Cinema Sul-Americano, reunindo uma programação que aposta em diversidade cultural, formação profissional, preservação da memória e discussões sobre temas sociais, ambientais e políticos.

A edição deste ano contará com pré-estreias nacionais, mostras competitivas, sessões especiais, debates, oficinas, palestras, programação voltada ao público infantojuvenil e a presença de artistas, cineastas e pesquisadores reconhecidos internacionalmente.

Entre os convidados estão Paulina García, Vincent Carelli, Bruno Gagliasso, João Moreira Salles, Louise Botkay, Aurélio Michiles, Paulo Betti e Reynaldo Gianecchini.

O festival exibirá dezenas de produções representando praticamente todos os países da América do Sul, reforçando sua proposta de aproximar o público brasileiro da produção cinematográfica do continente.

ABERTURA

A abertura oficial do Bonito CineSur acontece no dia 24, às 19h30min, no Auditório Kadiwéu, localizado no Centro de Convenções de Bonito.

Abertura do Festival será apresentada pelo ator Reynaldo Gianecchini - Foto: Divulgação

A cerimônia será apresentada pelo ator Reynaldo Gianecchini, um dos nomes mais conhecidos da televisão e do cinema brasileiros, que conduzirá a noite de estreia do festival.

Na sequência será exibido “Querido Trópico”, longa-metragem dirigido pela cineasta panamenha Ana Endara.

Coproduzido por Panamá e Colômbia, o filme acompanha a relação De Mercedes, uma mulher rica que enfrenta a demência, e Ana María, uma imigrante colombiana contratada para cuidar dela.

A narrativa aborda temas como envelhecimento, imigração, afetividade e desigualdade social.

HOMENAGEM

A atriz chilena Paulina García receberá a principal homenagem do festival.

Reconhecida internacionalmente, ela construiu uma carreira marcada por interpretações intensas e personagens femininas complexas, tanto no cinema quanto no teatro e na televisão.

Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os filmes “Gloria”, que lhe rendeu o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim, “A Noiva do Deserto” e participações em produções internacionais, como “Narcos”.

Além de atriz, Paulina também atua como diretora teatral e dramaturga, consolidando-se como uma das artistas mais importantes do cinema latino-americano contemporâneo.

PRÉ-ESTREIA NACIONAL

Um dos momentos mais aguardados da programação será a pré-estreia nacional de “Honestino”, marcada para o dia 25, às 20h, no Auditório Kadiwéu.

O longa será apresentado pelo diretor Aurélio Michiles e pelo ator Bruno Gagliasso.

A produção reconstitui a trajetória de Honestino Guimarães, líder estudantil, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e símbolo da resistência à ditadura militar brasileira.

Perseguido pelos órgãos de repressão, Honestino foi sequestrado e desapareceu em 1973, tornando-se um dos principais nomes da luta pela democracia no País.

AULA MAGNA

Outro destaque da programação é a presença do documentarista João Moreira Salles, considerado um dos maiores nomes do documentário brasileiro.

Ele participa da sessão especial do documentário “Minha Terra Estrangeira”, realizado em parceria com o coletivo Lakapoy e dirigido ao lado de Louise Botkay.

O filme acompanha o líder indígena Almir Suruí e sua filha Txai durante o período que antecedeu as eleições presidenciais de 2022, abordando os impactos da disputa política sobre os povos indígenas e a Amazônia.

Além da exibição, João Moreira Salles ministrará a aula magna O Problema do Documentário, no dia 29, às 14h30min, na Sala Glauce Rocha.

A atividade integra o eixo formativo do festival e promete reunir estudantes, realizadores e pesquisadores interessados na linguagem documental.

TROFÉU PANTANAL

A programação também presta homenagem ao cineasta e indigenista Vincent Carelli, que receberá o Troféu Pantanal pelo conjunto de sua trajetória cinematográfica.

Criador do histórico projeto Vídeo nas Aldeias, Carelli se tornou referência na produção audiovisual indígena no Brasil, ao incentivar que diferentes povos registrassem suas próprias histórias e culturas.

Além da homenagem, ele participa de uma charla cinematográfica sobre os 40 anos do projeto Vídeo nas Aldeias.

O público também poderá assistir ao documentário “Martírio”, considerado uma das obras mais importantes sobre os conflitos envolvendo os povos guarani-kaiowá em Mato Grosso do Sul.

ENCERRAMENTO

O encerramento do Bonito CineSur acontece no dia 1º de agosto e será conduzido pelo ator, diretor e roteirista Paulo Betti, artista com mais de cinco décadas dedicadas ao teatro, televisão e cinema.

Antes da cerimônia final, Betti participa da charla Interpretação para Cinema e TV, marcada para o dia 31, às 14h30min, também na Sala Glauce Rocha.

A conversa integra o conjunto de atividades voltadas à formação artística promovido pelo festival.

SESSÕES

Além das competições, o Bonito CineSur preparou uma seleção de sessões especiais que percorrem diferentes momentos da história do cinema latino-americano.

Entre os destaques está “A História Oficial”, clássico argentino vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional.

Também será exibido “Aldeia de Nalike”, documentário histórico dirigido por Claude Lévi-Strauss e Dina Lévi-Strauss, dentro da Sessão Memória Bonito CineSur.

A programação especial ainda inclui: “Martírio”, de Vincent Carelli; “Do Sul, A Vingança”, de Fábio Flecha; “Jackson – Na Batida do Pandeiro”, de Marcus Vilar e Cacá Teixeira; “Minha Terra Estrangeira”; e “Honestino”.

MOSTRAS COMPETITIVAS 

O festival contará com 32 filmes, distribuídos entre diferentes mostras competitivas.

Disputam a Mostra Competitiva de Longa-Metragem Sul-Americano produções de Brasil, Argentina, Peru, Paraguai, Venezuela, Colômbia e França.

Entre elas estão: “A Vida de Cada Um”; “El Hombre de la Luz”; “Hijo Mayor”; “La Noche Está Marchándose Ya”; “Naira”; e “¿Quién Mató a Narciso?”

Já a Mostra Competitiva de Curta-Metragem Sul-Americano apresenta histórias que abordam juventude, identidade, memória, migração, violência política e relações familiares.

MEIO AMBIENTE

O Bonito CineSur mantém uma forte ligação entre cinema e questões ambientais. Por isso, duas mostras exclusivas serão dedicadas a produções que discutem mudanças climáticas, preservação ambiental, povos tradicionais, recursos hídricos e conflitos territoriais.

Na competição de longas ambientais estão: “Agua Invadida”; “El Camino del Agua”; “Mundurukuyü – A Floresta das Mulheres-Peixe”; “Páramos II El Origen”; “Propiedad Privada Prohibido Pasar”; e “Um Olhar Inquieto: O Cinema de Jorge Bodanzky”.

Já os curtas abordam temas como enchentes no Rio Grande do Sul, justiça climática, contaminação da água, memória radioativa e espécies invasoras.

CINEMA REGIONAL

O festival também fortalece a produção audiovisual regional por meio da Mostra Competitiva Sul-Mato-Grossense.

Foram selecionados oito filmes produzidos no estado: “Ao Sul do Sol”; “Filhos do Litoral Central”; “Fronteiriças”; “Higa Ke – Olho por Olho”; “Mapago”; “Natasha”; “Quatro Luas Pantaneiras”; e “Vípuxovuko – Aldeia”.

FORMAÇÃO

Além de ser um espaço para exibição de filmes, o Bonito CineSur também investe na formação de novos profissionais do audiovisual.

Durante os nove dias de evento serão realizadas oficinas sobre: realização de documentários; roteiro; desenvolvimento de projetos audiovisuais; mercado audiovisual; direção de fotografia; e animação para crianças.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).