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Próximos do fim do mundo

Nova série da Netflix mistura mitologia nórdica com preocupação ambiental
28/01/2020 12:00 - KREITLON PEREIRA, VIA STREAMING


 

Até hoje, cultura viking desperta a admiração e curiosidade daqueles que buscam entender como tribos escandinavas conseguiram subjugar algumas das maiores potências europeias na Idade Média, como a Inglaterra e a França. Durante quase três séculos (793-1066), os vikings promoveram incursões ao continente com diferentes propósitos, que iam desde a obtenção de terras para plantio até saques e pilhagens. É de se imaginar que os historiadores queiram saber mais sobre sua cultura, porém, como esta era baseada na oralidade, quase todo material disponível para estudo encontra-se no Eddas, uma coletânea de poemas redigidos por monges cristãos que entraram em contato com os vikings durante um período de isolamento na Islândia. Mesmo assim, existe certo fascínio ao seu redor que impulsiona a produção de conteúdos desde “Deuses Americanos”, livro escrito por Neil Gaiman, até blockbusters da Marvel sobre o deus Thor. Ciente dessa demanda, chega dia 31 de janeiro na Netflix a série “Ragnarok”, que busca trazer a mitologia nórdica para o contexto moderno.

Ao longo de seis episódios, o telespectador acompanhará os impactos que súbitas mudanças climáticas, como o degelo de calotas polares e chuvas violentas, têm sobre a pequena e fictícia cidade norueguesa de Edda. Para seus moradores, parece o início de um novo “Ragnarok” – uma alusão ao Apocalipse nórdico, em que uma sequência de eventos catastróficos culmina numa luta sangrenta e repleta de sacrifícios entre os deuses. Porém, tudo muda com a chegada de dois irmãos Magne (David Stakson) e Laurits (Jonas Strand Gravl), que começam a desenvolver poderes sobrenaturais para combater os novos gigantes, encarnados em grandes e ricas famílias coorporativas que buscam destruir o planeta através da poluição e do aquecimento global. “Ragnarok” é a primeira produção da Netflix na Noruega e conta com a criação, produção executiva e roteiro assinados por Adam Price (de “Borgen”).

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".