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COLUNA CRÔNICA

"Órfãos da Terra" em temperatura morna

Com trama central esvaziada, a trama se apoia em núcleos paralelos
10/09/2019 15:13 - LUANA BORGES/TV Press


 

“Órfãos da Terra” consegue reunir todos os elementos clássicos de uma boa novela. Tem amor impossível, uma vilã extremamente malvada, cenas de ação e suspense, trilha sonora cativante e núcleo cômico para dar um toque de suavidade. Até porque falar de refugiados no Brasil, “de cara”, parece um assunto bem pesado para ser abordado às 18 horas. Mas as autoras Thelma Guedes e Duca Rachid sabem como ninguém dosar o tom e conseguem levantar importantes questionamentos ao mesmo tempo em que entretêm o público.

Desde o início, a bela fotografia chamou atenção. Mas, com o passar do tempo, o ritmo imposto pela produção diária de capítulos fez com que esse cuidado ficasse em segundo plano. Por outro lado, o entrosamento entre os atores só cresceu. Renato Góes e Julia Dalavia, que vivem os protagonistas Jamil e Laila, transmitem verdade em cena. É fácil torcer para que o casal tenha o típico final feliz. Ainda mais com as armações de Dalila, a vilã maquiavélica de Alice Wegmann. A personagem é alguns tons acima, mas ajuda a reforçar o carisma do casal principal.

Porém, são os núcleos paralelos os responsáveis por movimentar a história atualmente. A trama central ficou esvaziada. Apenas de vez em quando aparece um depoimento real de um refugiado com a justificativa de ser para o canal no Youtube de Laila. O mistério sobre quem matou Aziz, de Herson Capri, também ficou no passado. Nunca mais o assunto fez parte dos diálogos dos personagens. Em contrapartida, Sara e Ali, papéis de Verônica Debom e Mouhamed Harfouch, sempre tiveram carisma e formam outro casal que ganhou a simpatia do público.

Mas, de modo geral, “Órfãos da Terra” vem se arrastando de uns tempos para cá. Fica a impressão de que já aconteceu tudo o que havia de mais interessante e que a trama não tem para onde ir. Como toda novela, o casal principal vai superar as dificuldades e viver feliz para sempre. Mas é a trajetória até o destino derradeiro que interessa às pessoas. E esse arco dos personagens centrais perdeu um pouco do brilho. Mas nada como uma reta final para trazer de volta as expectativas sobre as cenas dos próximos capítulos.

Felpuda


Em uma das eleições em MS, candidato já oficializado na convenção corria o trecho para conquistar os eleitores. Mal sabia, porém, que time do seu partido e de aliados estava tramando sua derrubada para emplacar substituto que teria mais votos. Por muito pouco, o dito-cujo não foi guilhotinado, conseguindo salvar o pescoço. Agora tudo indica que o mesmo processo estaria em andamento e seria mais fácil, pois a “vítima” desta vez ainda é só pré-candidato. Dizem que a “turma da trairagem” tem know-now no assunto.