TELEVISÃO

Nova série do GloboPlay estreia dia 7

“Shippados” explora as particularidades das relações contemporâneas
04/06/2019 15:00 - LUANA BORGES/TV Press


 

“Shippar” é um dos vários termos que surgiram com as redes sociais. Oriunda de “relationship” - “relacionamento”, numa tradução livre do inglês -, a palavra significa apoiar determinado casal através da união das sílabas de seus nomes, compartilhando essa combinação na internet. De olho nas particularidades do mundo contemporâneo, Fernanda Young e Alexandre Machado criaram a série “Shippados”, com estreia exclusiva no GloboPlay no dia 7 de junho. A ideia central é mostrar como, atualmente, o celular é uma espécie de extensão do nosso corpo e de que forma essa realidade interfere na vida dos casais. “Pode ser que os relacionamentos pós-redes-sociais sejam mais sinceros, pois não há mais como se ter segredos, acabou a privacidade”, observa Fernanda.

Na trama, Rita e Enzo, personagens de Tatá Werneck e Eduardo Sterblicth, estão o tempo todo conectados. Mas, por incrível que pareça, não foi pelo aplicativo de namoro que eles se conheceram. Os dois se viram pela primeira vez em um barzinho e se apaixonaram à moda antiga. Esse contraste entre o “vintage” e o contemporâneo, inclusive, permeia não só a narrativa de “Shippados” como toda a identidade visual do projeto. Ao todo, a série demandou 30 locações. Além disso, quase metade das gravações foram feitas em externas em espaços urbanos do Rio de Janeiro - principalmente o Centro e o metrô - e Maricá, município litorâneo da região metropolitana do Rio. “Optamos por uma identidade visual mais vintage e por um tom sempre muito natural, com uma linguagem quase documental do dia a dia dos personagens. Esse estilo deixa a série mais atemporal e é bonito de se ver “, adianta a diretora artística Patricia Pedrosa.

A ideia que norteou toda a conceituação de “Shippados” foi causar um estranhamento em quem assistisse à produção. Principalmente, para deixar em evidência as excentricidades dos personagens. Enzo é metódico, introspectivo e viciado em games. “A gente imaginou o Enzo mais 'geek', então trouxemos um pouco dessas referências. A disposição dos objetos também retrata bastante a personalidade dele - bem certinho. É tudo muito organizado. Tem até as araras com roupas separadas por cor”, explica a produtora de arte Eugenia Maakaroun.

Já Rita é uma mulher que carrega traumas em várias áreas de sua vida, inclusive, a familiar. A personagem de Tatá é uma youtuber que encontra em seu canal na web uma forma de extravasar seus sentimentos. “É uma série com pessoas muito reais. Ela é uma mulher que divide suas frustrações e angústias na internet. Tem uma relação conturbada com a mãe, o pai sumiu e a abandonou há anos”, explica a atriz. Ao longo dos episódios, é a relação meio torta de Rita e Enzo que se destaca. O casal protagoniza diálogos sinceros, que mostram a dificuldade que um tem de se relacionar com o outro. “Vemos que Rita e Enzo são muito autênticos, mas que não encontraram um par perfeito e paro por aqui porque depois vem 'spoiler'“, brinca Sterblicth, se aproveitando de mais um termo que invadiu a Língua Portuguesa com o crescimento das redes sociais.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".