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Campo Grande - MS, terça, 18 de dezembro de 2018

CORREIO B

Museu de Arte Contemporânea abre última mostra de 2016

21 NOV 2016Por THIAGO ANDRADE17h:00

O Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul encerra sua programação anual com a 4a Temporada de Exposições 2016, em que reunirá três das propostas selecionadas por edital e uma exposição de acervo, que apresenta obras de Ignêz Corrêa da Costa, Jorapimo e Wega Nery, adquiridas por meio do Prêmio Marcantonio Vilaça/Minc/Funarte. A mostra de artes será aberta amanhã, às 19h30min.

Segundo Maysa Barros, diretora do Marco, as obras selecionadas contam um pouco da história da arte de Mato Grosso do Sul. “Sentíamos falta de alguns artistas em nossa coleção, julgávamos importante contar com esses trabalhos”, afirma Maysa. Assim, com a abertura do edital, o Marco pode realizar a aquisição de obras desses três artistas. Atualmente, o museu conta com um acervo de 1,6 mil obras. 

“Não podemos nos esquecer que o trabalho do museu é o de conservar a produção artística, sobretudo do Estado”, ressalta a diretora. O acervo do Marco é composto por obras de artistas sul-mato-grossenses, assim como nomes de destaque nacional e internacional. Em uma de suas salas, encontra-se a exposição de longa duração Um Panorama da História das Artes Plásticas em Mato Grosso do Sul Através do Acervo do Marco.

Maysa ressalta ainda que as obras adquiridas apresentam o olhar de três artistas de importância ímpar. Wega Nery participou de exposições importantes, como a Bienal de Artes de São Paulo, tornando-se um dos expoentes da arte de MS em meados do século 20 e tendo se correspondido com nomes importantes como Manoel de Barros, por exemplo.

Jorapimo, por sua vez, conseguiu retratar elementos da vida corumbaense por meio de suas pinturas que misturam impressionismo, abstracionismo e, às vezes, flertam com a arte naïf. José Ramão Pinto de Moraes, seu nome de batismo, foi um dos pioneiros da arte no Estado, tendo aberto um dos primeiros ateliês de pintura na região. Esteve ligado a momentos importantes da história da arte de Mato Grosso do Sul, como a Primeira Exposição de Artistas Mato-Grossenses, em 1964, e da criação da Associação Mato-Grossense de Artes, em 1967.

O terceiro nome a integrar a exposição do acervo é o de Ignês Corrêa da Costa, filha do ex-governador de Mato Grosso Pedro Celestino, a qual começou a expor em 1933, no Salão Nacional de Belas Artes, e foi aluna de Cândido Portinari – que deixou profundas marcas em seu estilo.

UM ANO MEMORÁVEL

Maysa ressalta que 2016 foi um ótimo ano para o Museu de Arte Contemporânea, que recebeu exposições capazes de propor renovações estéticas interessantes. É o caso de Céu de Querubins – Almas Gêmeas, de Aécio Sarti, que abriu a programação neste ano. “Ele foi convidado a expor e trouxe uma lona de 12 metros de largura por oito de altura, toda trabalhada. Foi uma exposição marcante”, comenta. 

Ela enfatiza ainda outros momentos, como a mostra de obras da Coleção Veloso, que apresentou um grande recorte da produção artística de Pernambuco. A coleção integrou a primeira temporada de exposições e contou com obras de artistas renomados como Vicente do Rego, Francisco Renan e Gil Vicente.

Ainda se destacaram exposições como Subúrbio, do fotógrafo carioca Bruno Veiga, que registrou imagens na zona norte do Rio de Janeiro, e Formas d’Água – Integração por Dispersão, da artista chilena Patrícia Claro, que propôs um intercâmbio entre Santiago e Bonito, por meio da exploração das possibilidades estéticas da água.

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