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CINEMA

Mostra de cinema celebra clássicos da sétima arte japonesa

Exibições começam na terça-feira no Museu da Imagem e do Som
01/06/2019 17:44 - NAIANE MESQUITA


 

No mês comemorativo à imigração japonesa no Brasil, o Museu da Imagem e do Som realiza, no período de 4 a 7 de junho, uma mostra de filmes japoneses, contemplando os gêneros drama, guerra e épico. As exibições acontecem sempre às 19 horas, com entrada franca. A curadoria é do engenheiro, cinéfilo e pesquisador do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul (IHGMS), Celso Higa.

Para a mostra, Celso selecionou filmes premiados no exterior, contemplando vários gêneros cinematográficos. “Harakiri” (Sepukku), dirigido por Masaki Kobayashi, foi premiado pelo júri no Festival de Cannes em 1963, e é considerado por muitos críticos como um dos melhores filmes japoneses.

Mais moderno, “Explendor” (Hikari), de 2017, aborda a temática da inclusão social para deficientes visuais. “A harpa da Birmânia” (Biruma no tategoto), de 1956, todo em preto e branco, é uma história sobre soldados no fim da Segunda Guerra Mundial. Encerra a mostra o filme representante do Japão ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2018, “Amor que aquece” (Yu wo wakasu hodo no atsui ai), drama comovente de uma mulher com uma doença terminal que organiza suas pendências para um descanso em paz.


Confira abaixo as sinopses dos filmes:


Terça-feira (4), às 19 horas


Harakiri (Seppuku) – 1962 | Direção: Masaki Kobayashi

Sinopse: No século XVII, o Japão não está mais em guerra. Hanshiro Tsugumo, um samurai sem senhor (ronin), bate à porta do poderoso Clã Iyi. Recebido pelo conselheiro Kageyu Saito, Tsugumo, pede-lhe permissão para cometer um suicídio (seppuku), com o ritual no átrio, pátio central da mansão. É o começo de uma história surpreendente narrada por meio de flashbacks. Considerado por muitos críticos de cinema como um dos maiores filmes japoneses. Premiação: Pre mio Especial do Júri no Festival de Cannes – 1963
Produção: Shochiku; roteiro: Shinobu Hashimoto; no elenco: Tatsuya Nakadai, Rentaro Mikuni e Tetsuro Tamba

Quarta-feira (5), às 19 horas


Esplendor (Hikari) – 2017 | Direção: Naomi Kawase

Sinopse: A produção de um filme sobre um casal de idosos, específico para deficientes visuais, conta com apoio de um grupo de cegos e outros profissionais, como a jovem escritora Misako, responsável pelo áudio descrição e Nakamori, fotógrafo veterano que está perdendo a visão por doença degenerativa. As reuniões do grupo apresentam propostas aproveitadas nas imagens cinematográficas criadas, proporcionando aos deficientes visualizarem um mundo radiante, antes inacessível a eles. Premiação: Vencedor do Prêmio Ecumênico no Festival de Cannes – 2018
Produção: Kino Filmes e Comme des Cinema; rRoteiro: Naomi Kawase; no elenco: Masatoshi Nagase, Ayame Misaki, Tatsuya Fuji e Kasuko Shirakawa

Quinta-feira (6), às 19 horas


A harpa da Birmânia (Biruma no tategoto) – 1956  | Direção: Kon Ichikawa

Sinopse: Com o fim da Segunda Guerra Mundial, alguns japoneses não acreditaram que o país deles perdeu e continuaram a lutar mesmo depois do cessar-fogo. Assim, uma tropa, liderada por um capitão apaixonado por música que ensinou seus comandados a cantar, entrega as armas para os ingleses já quase na fronteira com a Tailândia, depois de terem notícias do fim da guerra. A um dos soldados, o harpista, é delegado uma tarefa inglória – subir até uma montanha nas redondezas e convencer os demais soldados a abandonarem os postos e se entregarem. Premiação: Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro – 1957
Produção: Nikkatsu Corp; roteiro: Natto Wada; no elenco: Rentaro Mikuni, Shoji Yasui, Jun Hamamura e Taketoshi Naito

Sexta-feira (7), às 19 horas


Amor que aquece (Yu wo wakasu hodo no atsui ai) – 2017 | Direção: Ryota Nakano

Sinopse: Futaba Sachino, proprietária de uma casa de banhos, é diagnosticada com um câncer terminal restando-lhe pouco tempo de vida. Para um descanso em paz, organiza suas pendências, que envolvem etapas difíceis, como garantir a independência da filha pressionada por bullying  e encontrar o marido desaparecido para continuidade dos negócios na casa de banho. Drama comovente, que merecia melhor sorte na sua trajetória cinematográfica comercial. Premiação: Representante do Japão ao Oscar de melhor filme estrangeiro – 2018
Produção: Toei; roteiro: Ryota Nakano; no elenco: Rie Miyazawa, Hana Sugisaki, Tori Matsuzaka e Joe Odagiri

O Museu da Imagem e do Som fica no 3º andar do Memorial da Cultura, na avenida Fernando Correa da Costa, 559. Informações pelo telefone: (67) 3316-9178.

Felpuda


O desgaste de antigas lideranças nacionais, com reflexo em nível local, é a maior preocupação dos dirigentes de partidos para as eleições deste ano, que terá reflexo em 2022. Em épocas passadas, essas figurinhas cruzavam os céus do País para visitarem os municípios e pedirem que a população votasse em seus ungidos. Agora, com pendências judiciais e poder enfraquecido, dificilmente seriam convidadas. A pandemia, que resultou no isolamento social, foi a pá de cal.