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Campo Grande - MS, segunda, 19 de novembro de 2018

SÃO PAULO

Malabarista realiza sonho e compra jipe com dinheiro do semáforo

Entre um farol e outro, artistas de rua da região concretizam desejos

2 AGO 2017Por G110h:58

Ter a rua como palco não é confortável. Há a chuva, o risco de acidentes e os olhares de desconfiança, mas existem na região artistas que se especializaram em atuar nesse ambiente e que realizam sonhos com o dinheiro do semáforo.

O malabarista Marco Cassiano, de Leme (SP), conquistou seu Toyota Bandeirante após cinco anos de economia. Formado em administração, com cursos de informática e logistica, ele trabalhou por 15 anos em escritórios e há sete deixou de lado o terno e a gravata por coletes coloridos, claves e um novo "nome", TicoTuca.

Um jipe chamado Suzy

Com o tempo, Cassiano começou a juntar o dinheiro dos malabares para concretizar um desejo antigo e, em 2015, ganhou uma "companheira".

Apesar do carro, ele diz que a maior conquista enquanto artista é o reconhecimento. "Às vezes, uma criança que sorri no farol, uma vez ganhei um coelhinho da Páscoa depois da Páscoa", exemplificou, contando que agora pretende rodar o Brasil com seus malabares e seu jipe.

Segundo ele, a melhor época para os artistas de rua é dezembro porque no fim do ano as pessoas estão mais abertas, recebem o 13° salário e o comércio funciona até mais tarde na cidade, e sempre é tempo de aprender. “A gente costuma falar que a rua é o palco experimental, para testar coisas novas, aprimorar”.

Dificuldades

Entre as dificuldades listadas pelo malabarista estão o preconceito e a falta de receptividade.

“Como já sou artista e faço eventos na cidade os outros olhavam com o olhar de ‘nossa, esse moço já foi mágico e está fazendo farol’”, contou. “Também já passaram em cima das minhas coisas várias vezes, no chapéu, bolinhas”, completou.

Para ele, a situação mais difícil que enfrentou como artista de rua foi um desentendimento. “A última vez que fui ao semáforo, tive problema com um morador de rua, ele veio arrumar briga”.


 

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