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AMOR SOBRE RODAS

História em quadrinhos tem Campo Grande como pano de fundo

História conta a trajetória de dois jovens apaixonados
10/07/2019 07:00 - NAIANE MESQUITA


 

Qualquer campo-grandense sabe que se olhar para o céu no fim da tarde encontrará com facilidade um casal de araras dançando no céu ou empoleirado em coqueiros. Parte da paisagem natural da cidade, a natureza é apenas um dos cenários de “Amor sobre Rodas”, romance em quadrinhos de Wanick Correa e Priscila Muniz, que revisita a Cidade Morena dos anos 90, com todas as suas peculiaridades.

A história gira em torno de Filipe, que tem 20 anos, trabalha em uma floricultura e tem um problema: não sabe o que quer da vida. Em meio às dúvidas sobre a carreira e problemas com a mãe, ele conhece Bianca, uma jovem apaixonada por livros que também está em conflito semelhante. Juntos, eles vivenciam as angústias, os medos e as conquistas até o fim.
“Filipe e Bianca partilham as angústias e os medos comuns da idade, assim como as bicicletas e os problemas familiares”, explica Wanick. 

ANOS 90

A história se desenrola nos anos 90 e o casal de escritores não esconde o saudosismo ao incluir pontos importantes da trajetória da cidade e que não existem mais, como a antiga feira próximo à Avenida Mato Grosso e transformada na atual Feira Central de Campo Grande. 

“Eu gosto dessa época, nos anos 90, eu era criança ainda, mas acho muito interessante e importante abordar essa questão do patrimônio material e imaterial, além de fazer parte da minha formação, porque eu fiz pós-graduação em Patrimônio”, ressalta.

Antes de cada capítulo, Wanick e Priscila incluíram ilustrações de pontos considerados patrimônios materiais e imateriais de Campo Grande, como a Morada dos Baís, na Avenida Afonso Pena, classificado como um dos prédios mais antigos da cidade. 

Mas há também muitas memórias afetivas na publicação, como um bolinho de chuva com leite gelado que a protagonista experimenta ao lado da avó, uma senhora sábia e até despojada para a época. 

QUADRINHOS

A história de Wanick com os quadrinhos é antiga. Ilustrador e arte-educador, ele lançou a primeira “graphic novel” (novela em quadrinhos) em 2014.

Com “Amor sobre Rodas”, o ilustrador foi contemplado com o Fundo Municipal de Investimento Cultural (Fmic), que possibilitou a difusão da obra em escolas municipais de Campo Grande, além de bibliotecas estaduais. “Foram mil impressões, das quais cerca de 100 foram distribuídas em escolas, o que é interessante, porque abordamos muito a questão do patrimônio”, ressalta.

Assim como Wanick e Priscila, outros escritores de Mato Grosso do Sul seguem pelo caminho das histórias em quadrinhos.

Segundo Geovani Viegas, da Banca Elite, sete quadrinhos de artistas do Estado estão à venda em sua banca, uma das últimas que mantém o foco nesse nicho de mercado. 

“Elas têm uma boa saída, lógico que não são iguais às da Marvel ou DC, mas vendem bem, porque os fãs de quadrinhos ficam curiosos e acabam comprando”, explica Viegas.

As produções são recentes, de três anos atrás. “A mais nova é ‘Amor sobre Rodas’, as outras têm esse tempo, em média”, frisa. 

Felpuda


Paixão política que extrapola o bom senso, chega nas redes sociais e se transforma em baixaria pode resultar em prejuízo no bolso. Isso foi o que aconteceu com autor de texto nada elogioso contra colega por diferenças em apoio a candidatos nas eleições de 2016. O dito-cujo foi condenado a pagar indenização de R$ 7 mil, com correção monetária e juros mensais a partir da publicação da sentença, além dos honorários advocatícios. Detalhe: os adversários daquela época hoje andam de braços dados. Pode?