UM SOM NA ESCURIDÃO

“Hip-Hop Beats” mostra que a música pode ser uma forma de sarar feridas

Filme conta uma história de superação proporcionada pelo estilo musical
13/06/2019 14:00 - KREITLON PEREIRA, VIA STREAMING


 

O Hip-Hop surgiu nos Estados Unidos e rapidamente se tornou a principal manifestação da cultura negra na época. Apesar de o gênero ter crescido a nível internacional, ultrapassar o status de música de gueto não significou perder sua essência, visto que o estilo musical ainda é um forte meio de divulgação das dificuldades passadas por quem ainda sofre com a violência urbana, o racismo e a pobreza. Nesse sentido, a Netflix lança “Hip-Hop Beats”, filme que conta uma história de superação proporcionada pelo estilo musical.

O drama gira em torno de Augustin, um jovem de dezessete anos que decidiu não ir mais à escola após sua irmã ser baleada no caminho de volta para casa. Assombrado por seus traumas, o adolescente buscou no Hip-Hop um refúgio para suas crises de ansiedade. E seu talento não passou despercebido. O segurança da escola, que já havia trabalhado como agente de talentos, se espanta com a qualidade do jovem e decidi ajudá-lo a ganhar reconhecimento como músico.

O funcionário inicialmente visava apenas recuperar seu antigo status de renome no meio musical, mas acaba criando um forte laço de amizade com o garoto. Diante de todos os problemas de um adolescente comum, somados aos traumas vividos por uma vítima da violência urbana, o segurança surge na vida de Augustin como um raio de luz nas trevas que é a rotina depressiva do jovem, dando a ele e a sua família a oportunidade dar a volta por cima.

“Hip-Hop Beats” não é só a história de um garoto qualquer de Chicago que recebe uma chance de mudar de vida por meio da música. A produção é um retrato de muitos jovens no mundo, que ainda sofrem por terem nascido em um meio hostil e acabam perdendo a fé que tal situação possa ser revertida. Assim, a mensagem do filme é justamente para quem não consegue mais ter esperanças.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".