ESTREIA

"Fora de Hora" aposta no surrealismo cotidiano para fazer rir

A partir de amanhã, 21, o programa vai ao ar com grande elenco, notícias "quentes" e furos de reportagem
20/01/2020 13:00 - GERALDO BESSA/TV Press


 

O humor se utiliza muito bem da fina mistura entre os clichês do jornalismo e o caos do cotidiano. A fórmula já foi amplamente desenvolvida na tevê e remete desde aos clássicos esquetes do americano “Saturday Night Live”, passando pelos brasileiríssimos “O Mundo no Ar”, na TV Manchete, com Marcelo Tas, no início dos anos 1980, seguido anos depois por “TV Pirata” e “Casseta & Planeta, Urgente!”, na Globo, e “Furo MTV”. A partir da próxima terça, 21 de janeiro, o esquema jornalístico volta a encontrar o riso no “Fora de Hora”, humorístico arquitetado ao longo de 2019 por Daniela Ocampo, Marcelo Adnet e Marcius Melhem. Feito na medida para os órfãos do extinto “Tá no Ar: A TV na TV”, a nova produção apresenta novidades no elenco como Julia Rabello, Caito Mainier, Luís Lobianco e Paulo Vieira. Mas, de olho na identificação do público, reprisa alguns nomes da produção cancelada em sua sexta temporada, casos de Renata Gaspar, Welder Rodrigues, Marcio Vitto, Luana Martau, Veronica Debom. “É o elenco dos sonhos de qualquer humorístico. Desde o início, a gente pensou em uma produção dinâmica e quente, que pudesse refletir de fato os assuntos da semana. Acho que essa ligação com o ‘agora’ é o grande diferencial do ‘Fora de Hora’”, valoriza a diretora artística Lilian Amarante.

Esteban Saldanha, personagem de Marcelo Adnet

Ancorado pelos atores Paulo Vieira e Renata Gaspar, o humorístico anseia por ressignificar as imagens e discursos do jornalismo tradicional com todas as sátiras e paródias que couberem em um telejornal surreal, sempre sob o viés do humor e fugindo de qualquer “fake news”. Com crítica e irreverência, o programa vai usar assuntos reais para fazer uma crônica semanal, que pretende reunir temas do cotidiano aos absurdos possíveis em um jornal fictício. “O noticiário brasileiro é um celeiro de piadas. A gente pega as mais loucas e eleva à última potência. E claro, amparados por todo o poder de produção da emissora. Fico muito impressionado com os cenários e a qualidade do conteúdo”, defende Paulo Vieira, aposta recente do setor de comédia da Globo, que segue como um dos principais nomes do “Zorra” e com seu quadro solo no “Se Joga”.

Da dupla de apresentadores ao time de repórteres, suas personalidades e matérias inusitadas, tudo no “Fora de Hora” foge à regra do bom jornalismo. O papo de bastidor que vai ao ar sem querer, o entrevistado que reage de forma inesperada ou aquela crise de riso que foge ao controle no momento mais crucial. Qualquer situação sem sentido pode surgir em meio às notícias, onde os fatos até podem ser reais, mas estão sempre fora dos padrões e dos limites. Entre tantos personagens, destacam-se Esteban Saldanha, de Marcelo Adnet, um repórter investigativo extremo, que vai até às últimas consequências por uma pauta a ponto de se tornar objeto de suas próprias matérias. A comentarista Manu Guimarães, de Júlia Rabello, que entra sempre no ar para dar sua visão sobre política, economia e cultura, totalmente focada nas questões de gênero e das mulheres. Por fim, com os dois pés na realidade, está a destemida repórter Jamille de Assis, interpretada por Luana Martau, que de tanto se aprofundar nas matérias, ignora os riscos e faz da vida de seu medroso cinegrafista um inferno. “Todo mundo tem um personagem fixo e o elenco vai se dividindo para dar conta de outros tipos necessários para a cena. As gravações são uma loucura, mas a gente se diverte bastante”, conta Luana.

A repórter Jamille de Assis, interpretada por Luana Martau

Com algumas externas e grande parte dos esquetes feitos dentro dos Estúdios Globo, as gravações do “Fora de Hora” começaram no início de dezembro. Com uma primeira temporada de 13 episódios de cerca de 30 minutos de duração, o programa estreia com grande parte de seus quadros já prontos. Pouco antes da exibição, a parte “quente” do humorístico será adicionada à edição final. “É uma adrenalina e tanto! A emissora tem a estrutura necessária para a gente trabalhar dessa forma. Então, até links ao vivo podem acontecer no meio do programa”, conta a diretora Lilian Amarante. Foi essa proposta ambiciosa do programa que acabou conquistando a “novata” Júlia Rabello, que depois de fazer novelas e séries na Globo, está ansiosa com sua primeira experiência na linha de shows. “Me divirto de verdade lendo o roteiro. O programa tem um humor ácido delicioso e estou cercada de pessoas que admiro muito. Foi um convite realmente irresistível”, valoriza Júlia.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".