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SAÚDE

Fisiatria é especialidade médica que previne as dores físicas

Prevenção e reabilitação podem aliviar os sintomas de quem sofre com incômodos no cotidiano
17/06/2019 07:00 - NAIANE MESQUITA


 

Sentir dor não é nada agradável. De um incômodo na lombar até casos mais graves como a fibromialgia, o desconforto costuma tornar o cotidiano difícil para quem convive com a dor. A médica Eloah Ribeiro Rondon, 34 anos, no entanto, afirma que é possível encontrar formas de prevenir dores crônicas e auxiliar na melhora dos sintomas de pacientes que já são acometidos pelo problema.

A especialidade médica de Eloah é a fisiatria, que apesar de não ser muito popular, atua em três frentes, que consistem na reabilitação, prevenção e no tratamento de dores. “A fisiatria é a medicina física e de reabilitação, que seria voltada para o corpo, como músculos, ligamentos e tendões. É uma especialidade bem ampla, que abrange desde a criança até o adulto, desde o bebê que nasce com o pé torto, por exemplo, até a escoliose, lordose e sequelas neurológicas na criança”, afirma.
Eloah ressalta que nos casos infantis, o cuidado está ligado também a prevenção, como o uso adequado de mochilas escolares por parte da criança, que também pode sofrer com dores físicas ocasionadas por problemas postulares. 

No adulto, a especialidade auxilia em dores que são um resultado da postura, na coluna, joelho e na lombar, a principal causa de dor nos consultórios médicos. “Estima-se que 90% da população vai sentir alguma dor na lombar em algum período da vida. É a principal causa de reclamações. Mas eu também atendo pacientes com dores articulares, hérnia de disco, dores de cabeça e pacientes que tiveram AVC e precisam de reabilitação”, indica a médica.

Segundo a fisiatra, um dos desafios da profissão é justamente essa abrangência da especialidade, que analisa e leva em consideração as necessidades de cada paciente, inclusive daqueles que desejam diminuir o uso de medicamentos para dor. “Tem pacientes que não querem tomar uma medicação para determinada dor e existem algumas técnicas para diminuir essa dor, como o bloqueio e a infiltração, que são feitos na hora e auxiliam muito”, esclarece.

As infiltrações e bloqueios radiculares são procedimentos não cirúrgicos, que podem fornecer alívio para as dores cervicais e lombares, bem como as dores irradiadas para os membros.

Segundo a médica, porém, o melhor caminho é o de se prevenir sempre. “Tem muitos esportistas que procuram a prevenção; buscam indicações de tênis adequados, por exemplo. Também há casos de pessoas que sabem que estão com um quadro de artrose bem no início e querem prevenir para não evoluir para uma longa lista de medicação”, frisa. 

Dor lombar

A lombalgia ou dor lombar é um incômodo físico que atinge principalmente a região mais baixa da coluna, perto da bacia. 

 médica Eloah Ribeiro Rondon defende alternativos para o tratamento da dor

Médica Eloah Ribeiro Rondon defende alternativos para tratamento da dor - Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado

Eloah ressalta que a dor lombar é uma das principais causas de dores no cotidiano contemporâneo. Isso porque a população adotou hábitos ao longo do tempo que não auxiliam na saúde dessa região do corpo. 

Segundo Eloah, as causas da dor lombar são variadas. “Postura incorreta no trabalho, postura incorreta ao deitar, sentar ou realizar qualquer atividade do dia, execução errada de exercícios físicos, quedas, batidas ou inflamações na coluna, artrose, hérnia de disco, escorregamento de vértebra, carregar peso ou dirigir e trabalhar muito tempo sentado”, cita.

Por outro lado, o sedentarismo também é um fator decisivo na prevenção da dor. “O sedentarismo causa a fragilidade da musculatura, o que prejudica o corpo e a lombar”, esclarece.

O simples ato de cruzar as pernas é um fator decisivo. “Cruzar as pernas não faz bem à região lombar por causar muita pressão na área”, descreve. O salto alto é outro vilão em potencial, “se usado em excesso”, acrescenta Eloah. 

Felpuda


Político experiente tem repetido que não é o momento de falar em eleições. O momento é de tensão, de incertezas políticas e econômicas – como se o País fosse uma ilha de preocupações cercada pelo coronavírus por todos os lados. Em Mato Grosso do Sul, onde já se registrou morte pela doença e o número de casos só tende a subir, não poderia ser diferente. “É suicídio político para quem ousar falar em eleição neste momento”, conclui. Só!