Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

Assine a Newsletter

TELEVISÃO

Estreia da microssérie Chacrinha

A produção aglutina ficção e realidade para valorizar o legado do Velho Guerreiro

13 JAN 20 - 09h:31GERALDO BESSA/TV Press

Homenagens a grandes nomes do entretenimento brasileiro já se tornaram tradicionais na programação de início de ano da Globo. Depois de Tim Maia e Elis Regina, é a hora de Abelardo Barbosa ter sua cinebiografia adaptada para o formato de microssérie de quatro episódios: “Chacrinha: O Velho Guerreiro”. Lançada em 2018, a minissérie tem direção de Andrucha Waddington e roteiro de Claudio Paiva e será exibida na emissora a partir de terça, dia 14 de janeiro. Trata-se de uma versão estendida do longa entremeada por farto material documental, que inclui a participação de celebridades do universo do homenageado e imagens raras oriundas dos arquivos de emissoras como a própria Globo e também Tupi, Excelsior e Band, entre outras. “Esse diálogo entre o cinema e a tevê é muito importante no sentido de que agora o público dessa história será muito mais abrangente. Chacrinha foi o maior ícone pop que o Brasil teve no Século XX e merece essa visibilidade. Ele inventou uma maneira de fazer rádio e televisão que até hoje é imitada. Mas o custo disso foi muito alto. Ele era um visionário, vivia para trabalhar, o que prejudicou sua vida pessoal, o convívio com a família”, analisa Andrucha.

Eduardo Sterblitch, também interpreta Chacrinha na microssérie (Foto: Divulgação)

Estrelada por Stepan Nercessian e Eduardo Sterblitch, que vivem Abelardo em fases diferentes, a produção lança um olhar mais humano sobre a figura excêntrica que o comunicador acabou “alimentando” ao longo de uma carreira de mais de quatro décadas. Como nada na vida de Abelardo parece ser comum, o início da história mostra o jovem pernambucano que abandonou a faculdade de Medicina para viver como músico e, posteriormente, sua súbita vinda para o Rio de Janeiro. O que seria apenas uma “parada” do navio onde trabalhava como baterista, foi a descoberta de uma nova cidade para viver. Com uma voz personalíssima, começou sua carreira na Rádio Tupi e, em seguida, conquistou a tevê a bordo do sucesso “Discoteca do Chacrinha”. “Sabia muito pouco do Chacrinha, nasci um ano antes de sua morte (1988). Cresci com a imagem do cara engraçado e meio palhaço que ele transmitia. Depois, descobri que ele era muito mais. O filme e a série mostram bem o homem dos bastidores. Vai encantar quem já o conhecia e quem não o conhece, porque ele foi um verdadeiro mito”, valoriza Eduardo Sterblitch.

A intimidade de Stepan Nercessian com o personagem é, definitivamente, muito maior. O ator bem que relutou ao convite de Andrucha Waddington para viver o personagem em “Chacrinha, O Musical”, de 2014, mas acabou cedendo à riqueza do papel. Ao longo dos anos, interpretou Abelardo no especial “Chacrinha, o Eterno Guerreiro”, de 2017, e no longa lançado no ano passado. Muito à vontade no papel, Stepan adorou a ideia de dividir o personagem com Sterblitch. “Houve uma troca muito intensa, além do fato de sermos amigos e nos darmos muito bem. Edu não escondeu a pressão por fazer um personagem com alguém que já o interpreta há muitos anos. Ensaiamos juntos. Li cena por cena com ele, fizemos um estudo profundo do roteiro e cheguei até a fazer cenas que eram dele, que ele gravava para depois estudar. Nesse processo, acabei indo ainda mais fundo nas angústias do Abelardo”, conta Stepan.

Captada entre janeiro e outubro de 2017 em diversas externas e estúdios cariocas, a produção conta com personagens marcantes da trajetória de Chacrinha, como Elke Maravilha, Rita Cadillac e José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, ex-todo poderoso da Globo, interpretados por Gianne Albertoni, Karen Junqueira e Thelmo Fernandes, respectivamente. Ao longo de 2019, cenas extras e o material de arquivo foram sendo adicionados às sequências do filme. Para o roteirista Cláudio Paiva, as imagens sobre os cassinos, a era do rádio, o início da televisão, a dinâmica com os calouros, os lendários números musicais e concursos, além da mítica em torno das chacretes e a influência de Chacrinha no movimento Tropicalista ajudam a mostrar ao público a real face do apresentador, que faleceu de infarto do miocárdio e insuficiência respiratória, aos 70 anos. “O material documental da série colabora com a parte ficcional de uma maneira muito interessante, porque contextualiza a figura do Chacrinha e sua personalidade com a época em que ele viveu”, explica Paiva.

“Chacrinha” - Globo - estreia terça, dia 14 de janeiro, às 22h30.

Esse artigo foi útil para você?
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

Harry e Meghan deixarão título de 'alteza real' e de receber dinheiro público
FAMÍLIA REAL

Harry e Meghan deixarão título de 'alteza real' e de receber dinheiro público

Oficina ensina a mágica do cinema para crianças no Museu da Imagem e do Som
FÉRIAS

Oficina ensina a mágica do cinema para crianças no Museu da Imagem e do Som

Chegada da CNN Brasil ainda não bota medo na concorrência
CANAL 1 - FLÁVIO RICCO

Chegada da CNN Brasil ainda não bota medo na concorrência

Veja programação cultural do fim de semana, que tem teatro, shows e eventos de Carnaval
AGENDÃO

Veja programação cultural do fim de semana, que tem teatro, shows e eventos de Carnaval

Mais Lidas

Gostaria-mos de saber a sua opinião