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ENTREVISTA

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No elenco de 'Bom Sucesso', Igor Fernandez desbrava o universo das novelas pela primeira vez

8 NOV 19 - 14h:20CAROLINE BORGES/TV Press

O dia a dia de gravações de uma novela é bastante intenso. Igor Fernandez, que fez sua estreia nos folhetins na trama de “Bom Sucesso”, sentiu isso logo em seus primeiros dias em estúdio. Ao se deparar com o atribulado cronograma da tevê, o ator percebeu que teria de fazer adaptações em sua rotina. O intérprete do gente-boa Luan precisou largar as aulas de circo, diminuir as lições de violão e o tempo na academia. “Tive de abrir mão de outros estudos dos quais eu sempre me envolvi, como o circo, porque eu não fazia ideia de que a dedicação para acompanhar o ritmo de uma novela é absurdamente grande e ocupa um espaço enorme no dia a dia. Tudo isso teve de dar espaço para ‘Bom Sucesso’ entrar”, explica Igor, que também precisou adaptar sua linguagem em cena. “Senti uma diferença do teatro para a tevê. Eu, que sempre atuei em circos de rua, sempre projetei muito a voz e sempre tive um corpo muito expansivo por conta do ‘ballet’ clássico e do circo. Precisei conter tudo e segurar meus impulsos, porque na televisão tudo é minimalista”, completa.

Igor Fernandez (Foto: Divulgação)

Na história de Rosane Svartman e Paulo Halm, Luan é um rapaz popular na escola e que chama a atenção das meninas. Porém, o jovem acaba se apaixonado por Alice, de Bruna Inocêncio, filha de Paloma, interpretada por Grazi Massafera. Por ter facilidade com as palavras, Luan descobre seu talento para o “rap” e faz rimas dentro dos trens e metrôs, decidindo seguir seu sonho de se tornar um “rapper”. “O Luan tem uma trama que é muito comum dentre os jovens de baixa renda que sonham com algo diferente da realidade em que vivem. Ele, com a alma de artista e poeta que tem, vive nessa luta interna, que é encarar a realidade de muitos ao redor dele e sobreviver em um subemprego ou lutar muito e sobressair para ser feliz trabalhando com o que ele mais ama, que é a arte e a poesia”, defende. Por conta do personagem, Igor entrou em contato com o “slam”, uma forma de poesia misturada com performance. O ator, inclusive, passou a criar poesias e rimas por conta própria e também declamou seus versos nos vagões do metrô do Rio de Janeiro. “Uma das surpresas foi explorar o universo do ‘slam’, que era totalmente desconhecido por mim até então. Eu nunca tinha nem ouvido a palavra. Depois de estudar, eu descobri que esse movimento cultural é gigantesco e tem até torneio mundial, que acontece em Paris”, ressalta.

Nome: Igor da Silva Fernandes.

Nascimento: Em 31 de março de 1996, em Cataguases, Minas Gerais.

Atuação inesquecível: “Está sendo essa”.

Interpretação memorável: Do Jesuíta Barbosa.

Um momento marcante na carreira: “O que estou vivendo agora, minha primeira novela”.

O que falta na televisão: “Um compromisso maior com a verdade cotidiana”.

O que sobra na televisão: “A riqueza de detalhes em cena”.

Com quem gostaria de contracenar: Lázaro Ramos

Se não fosse ator, o que seria: “Arquiteto, design de interiores ou professor”.

Ator: Jesuíta Barbosa.

Atriz: Adriana Esteves.

Novela preferida: “Avenida Brasil”, da Globo, de 2012.

Vilão marcante: Nazaré Tedesco, interpretada por Renata Sorrah em “Senhora do Destino”, da Globo, de 2004.

Personagem mais difícil de compor: “Por enquanto, o Luan”.

Que papel gostaria de representar: “Qualquer papel surrealista, como os que Tim Burton cria em suas produções”.

Filme: “Beleza Americana”, de Sam Mendes, e “Me Chame Pelo Seu Nome”, de Luca Guadagnino.

Autor: Dan Brown.

Diretor: Tim Burton.

Vexame: “Tenho um quase vexame que foi ter esquecido de passar desodorante para a coletiva de imprensa. Eu estava tão nervoso no dia, que me arrumei feito um rei, estava muito estiloso, passei perfume e fui. Quando estamos nervosos a gente começar a suar, não é? Então, no carro, antes de chegar, que eu comecei a perceber que algo estranho acontecia, e era justamente porque eu fiz tudo, menos passar desodorante. Tive de descer na porta da festa, e voltar andando pelo Saara todo arrumado atrás de uma perfumaria para me salvar. Consegui. Foi um quase vexame”.

Uma mania: “Tenho mania de ver alguma coisa diferente no meu dia, como, por exemplo, ver três pombas brancas juntas, na mesma posição, em um fio e pensar que hoje é meu dia de sorte porque vi aquilo. Faço isso com qualquer coisa diferente que eu veja no meu dia”.

Um medo: “De perder pessoas próximas a mim, e também de não conseguir viajar pelo mundo tanto quanto eu quero”.

Projeto: “Roteirizar e dirigir um espetáculo ainda este ano no Rio de Janeiro”.

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