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BEM ESTAR

Empoderador, Flamenco é mais que dança, é terapia

11 MAR 19 - 09h:00PAULA MACIULEVICIUS BRASIL

O bem-estar começa assim que se adentra na casa que parece ter saído de Córdoba, no sul da Espanha. O azul, o branco e as plantas na fachada já antecipam: ali é um lugar especial. Imóvel da família da bailarina Maria Helena Pettengill, a casa é sede para o flamenco, dança e cultura que Maria Helena vive os últimos 30 anos a divulgar. 

Aconchegante, a cozinha tem a função de “recepção de consultório”, como se quem ali chegasse viesse cuidar da saúde. Café, água, bolacha e biscoitos estão entre a decoração, que faz do cantinho uma parte da Espanha em Campo Grande. A seguir, a próxima sala é onde, de fato, as angústias e dores vão para debaixo do salto do sapato ao se encontrar com o tablado. Desde o alongamento, se começa a entrar no ritmo da dança que também cura dores e vazios sob a condução de Maria Helena. 

Na parte histórica da dança, o flamenco é uma cultura presente no mundo todo, baseada na trilogia: canto, toque e baile. “É a fusão dos ciganos com a Espanha. Muitas pessoas também falam que ele veio da Índia e alguns toques têm origem na África”, contextualiza a mestre. 

ARTETERAPIA

Miscigenação de culturas, hoje, além das coreografias do grupo Embrujos de España, coordenado por Maria Helena, o flamenco da casa azul e branca tem a função de arteterapia. 

“Minha intenção é usar a linguagem do flamenco, o movimento, as características, seus figurinos e flores para a arteterapia”. O que significa um conjunto de técnicas e metodologias utilizadas para potencializar determinadas questões. 

“Por meio da linguagem da arte, você pode visualizar sentimentos que a pessoa deixa escapar. Isso com a dança, a pintura, a música”, explica Maria Helena, que além de formada em Educação Física, bailarina e professora, também é arteterapeuta. Na prática, as aulas de flamenco como arteterapia têm sido feitas com um grupo de mulheres que incorporam as dançarinas assim que pisam no estúdio. 

A FELICIDADE

Foi só depois dos 35 anos que Gisleny Xavier da Silva realizou o sonho de criança. Gerente de negócios, ela passou a vida toda querendo dançar flamenco, mas não tinha acesso à dança. Até que 1 ano e meio atrás sapateou pela primeira vez. “Realizei meu sonho, o flamenco soma na vida da gente, hoje eu sou mais feliz”, conta. 

E a felicidade é estampada no rosto. Timidamente, Gisleny foi a primeira a chegar para a aula de sábado, em meio à chuva. Ao ver a porta ainda fechada, voltou para o carro, parecia alguém que vinha de uma academia, pelas roupas, mas foi só entrar no estúdio que se transformou. 

“Você incorpora a espanhola que existe dentro de você. Na verdade, a dança para a mulher é meio que um escape, e, quando você está fazendo algo que gosta, automaticamente sara de algo e aquele peso da semana fica para trás”, compartilha.

PELO ESPELHO

Como as aulas acontecem com os alunos se olhando, é visível a melhora na autoestima. “A pessoa começa a trabalhar o espelho num próprio confronto, vamos supor que ela tenha 50 anos e nunca tenha feito dança. É possível? Meu objetivo é tornar isso possível”, ressalta a professora.

Aos poucos, Maria Helena ensina o passo e passo e lapida a postura, os movimentos e vai empoderando quem se vê como dançarina de flamenco. “Além deste aspecto pessoal, do corpo, tem o grupo. Você começa a trabalhar com pessoas de várias profissões e forma um grupo legal em que há troca de experiências. A gente se reúne para dançar e aí está tanto a prevenção de doenças como também a recuperação delas”, afirma Maria Helena. 

Fisicamente, o flamenco, que é voltado para os pés e os braços, não é nada limitador, a bailarina mestre exemplifica que na Espanha quem está no auge da dança tem mais de 45 anos. “E é uma dança muito intimista, você tem de expressar, escutar aquela música e expressar aquele sentimento”, traduz a bailarina. 

QUE TAL UMA AULA EXPERIMENTAL DE FLAMENCO?

Há 30 anos, Maria Helena Pettengill se dedica ao flamenco com o grupo de dança Embrujos da España. Paralelo a isso, também dá aulas ensinando até quem nunca dançou nada na vida.

Não tem pré-requisito nem limite de idade. As aulas estão abertas para homens, mulheres e também crianças. Nesta sexta-feira (15), o estúdio oferecerá uma aula experimental a partir das 19h. A ideia é formar novas turmas iniciantes com quem quiser arriscar os primeiros sapateados.

Interessados em participar devem entrar em contato pelo telefone: 9 9613-1703. O estúdio – a casa azul e branca de Córdoba – fica na Rua Professor Severino Ramos de Queiroz, 232, na Vila Glória, em Campo Grande. Para conhecer mais sobre o grupo, coordenado por Maria Helena, acesse a página do Facebook.

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