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ROTEIRO

Convite para o fim de semana prolongado é desbravar Mato Grosso do Sul com os pés

12 OUT 18 - 09h:00PAULA MACIULEVICIUS BRASIL

Seu Ernesto foi o dono que deu o nome ao morro mais famoso do Estado. Com pouco mais de 580 m de altura, já serviu para asa-delta, parapente e ultimamente é cenário para fotos e trilhas de quem busca ver o pôr do sol do alto. Pertencente à fazenda Córrego Limpo, o morro está a 20 quilômetros de distância da Capital.

Na propriedade, as caminhadas incluem trilhas de cinco a oito quilômetros, passando ou não por cachoeira e corredeira. Há quatro anos na mão do atual sócio-proprietário, Nelson Prioli, as terras foram adquiridas para fins de pecuária e lavoura, no entanto, a natureza falou mais alto e os olhares se voltaram ao turismo de aventura.

“A gente fica agradecido, nunca imaginamos que se tornaria um negócio assim. Estrangeiros vêm, cadeirantes, igrejas para oração, treinamento de militares”, conta Nelson.

A entrada na fazenda para trilhar o morro é permitida aos finais de semana e feriados, mediante pagamento da taxa de conservação, de R$ 10, na própria guarita da propriedade. Para agendamentos, o contato é pelos telefones: 9-9916-1700 e 9-9962-5666.

Em Piraputanga, a Chácara dos Mirantes é herança da família de Jamil Albuquerque de Moraes e leva este nome por apresentar Mato Grosso do Sul visto a partir de quatro mirantes. O roteiro inclui trilha, camping e rapel. A caminhada de dois quilômetros tem como parada um sítio arqueológico, descoberto ao acaso , em 1983. Reconhecido pelo Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), as gravuras e desenhos que constam no abrigo rochoso têm cerca de 3 mil anos. O agendamento deve ser feito pelo telefone: 9-8455-1964.

Também em Piraputanga, mas pela Serra de Maracaju, o Caminho das Antas é outra trilha das mais belas que terminam com o pôr do sol do Morro do Paxixi. Literalmente por conta das antas passarem ali é que a caminhada ganhou este nome. “Iniciamos este caminho na Chácara dos Mirantes, mas termina do outro lado, são nove quilômetros”, conta o condutor de turismo da Trilha Extrema, Cristevan Corrêa Veloso. Sobre conhecer o Estado com os pés, Cristevan é enfático. “Com um pouquinho de coragem, é possível”, diz.

A 32 quilômetros de Campo Grande, próximo a Jaraguari, a trilha da vez é a das três cachoeiras. Saindo da Capital até Rochedinho, o ponto de apoio é o recanto da Helô, local já bem conhecido entre os frequentadores. A partir dali, a travessia é de 14 quilômetros, passando por propriedades particulares e três cachoeiras, que foram batizadas pelo grupo Trilha Extrema de “Garimpo”, por ter sido sede de um velho garimpo e ainda abrigar resquícios da atividade; “Japonês”, por estar na propriedade de uma família descendente de japoneses; e “Arrependido”, pelo córrego.

Rio Negro merece uma página à parte. O município, 154 quilômetros distantes da Capital, tem o já tradicional rapel da Cachoeira do Rio do Peixe. Com 75m de altura, ela é considerada uma das mais bonitas do Estado. Na programação, os roteiros incluem passar o dia todo, com refeição no pacote. O local também conta com estrutura para camping. A região ainda abriga um cânion ainda não explorado, com paredões de 250 m de altura e que está na tramitação para autorização dos donos da propriedade e assim começar as visitações. 
 

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