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Campo Grande - MS, quarta, 19 de setembro de 2018

RACISMO

Compartilhado pelo WhatsApp, áudio sobre queima de Lei Áurea leva turma de Direito à Justiça

Na Capital, mensagem surgiu no dia seguinte ao incêndio

14 SET 2018Por PAULA MACIULEVICIUS BRASIL16h:02

O Ministério Público Estadual vai averiguar possível caso de racismo por parte de acadêmicos de Direito de uma das turmas de 8º semestre da Universidade Católica Dom Bosco. O caso foi denunciado nesta semana através da ouvidoria do órgão, depois de ganhar as redes sociais. 

Desde o incêndio que atingiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, no último dia 2, circula por grupos de WhatsApp de todo País um áudio de “alerta” aos negros. “Ó, avisar nossos amigos moreninhos aí do grupo que o incêndio lá no museu do Rio de Janeiro, a carta lá queimou, viu? Da princesa Isabel. Vocês ficam veiaco, a Lei Áurea queimou, vocês ficam veiaco, que agora vocês vão entrar no cacete”. 

Em Campo Grande, o áudio foi compartilhado no dia seguinte ao incêndio e chegou ao conhecimento de militantes de movimentos negros da Capital. “Todo mundo começou a rir, até mesmo umas pessoas negras acharam engraçado uma mensagem super racista”, fala militante que pediu para não se identificar.

O movimento procurou a coordenação do curso da universidade e também o MPE. “Espero que averiguem se houve crime de racismo, por mais que eu entenda que houve sim e é preciso também que a universidade se posicione. É um caso abominável, de questão moral, que tipo de acadêmico e de profissional estão formando?”, questiona.

Além do tom racista, a mensagem trazia informação falsa. A Lei Áurea não faz parte do acervo do Museu e sim do Arquivo Nacional, órgão que guarda, preserva e divulga documentos públicos. Em nota, eles fizeram questão de ressaltar que o original se encontra guardado e preservado na instituição, que também fica no Rio de Janeiro. 

Através da assessoria de imprensa, a Universidade Católica Dom Bosco diz que é contra qualquer tipo de discriminação e não tolera esse tipo de manifestação. “Ainda que o referido fato tenha ocorrido em grupo particular de WhatsApp e em página pessoal de acadêmico, os alunos envolvidos foram pedagogicamente advertidos”, informou a instituição.

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