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TELEVISÃO

Com maior cidade cenográfica de sua história “Malhação - Toda Forma de Amar” mira no realismo

1 JUL 19 - 13h:21GERALDO BESSA/TV Press

Renovação é a grande missão da franquia “Malhação”. Com quase 25 anos de exibição nas costas, fica difícil “reinventar a roda”. Mas alguns detalhes podem fazer grande diferença. Um dos autores da equipe de criação da novela, Emanuel Jacobina ainda estava na fase de pesquisa para reassumir de novo uma temporada da produção quando deu de cara com um dado social importante: a maioria dos jovens brasileiros está nas periferias das grandes cidades. “Isso mudou uma parte do planejamento. Se vamos partir da experiência dos jovens para desenvolver toda a história, a raiz da trama precisa ser o subúrbio. Minha vontade é ir onde está o jovem e a emissora topou a empreitada”, garante o autor, que fixou dois pontos de contrastes na temporada de “Malhação - Toda Forma de Amar”: Duque de Caxias, a cidade mais populosa da Baixada Fluminense, e o famoso bairro de Ipanema, localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro e conhecido pela praia e apelo turístico. “Ipanema já foi amplamente retratada na tevê. Agora Caxias é uma escolha fora do eixo que me agrada muito. A cidade é uma confusão organizada, ambiente vivo, pulsante e bem brasileiro. A gente teve muito cuidado para construir isso cenograficamente de forma realista”, conta o diretor artístico Adriano Melo.

Seis meses antes do início das gravações, os cenógrafos Alexis Pabliano e Felipe Serran começaram a criar a cidade cenográfica que atenderia aos anseios do enredo. Com fotos, mapas e visitas quase diárias, a dupla foi desenvolvendo a cenografia respeitando as especificidades de cada região, em um projeto realmente grande e arrojado. Por fim, de forma inédita, “Malhação - Toda Forma de Amar” garantiu pela primeira vez que a produção tivesse o espaço cenográfico de uma novela tradicional: casas, prédios e pontos comerciais foram construídos em uma área de cerca de 8 mil m². Mais urbana e “clean”, a metade que retrata Ipanema focou no requinte e história das galerias de médio porte que tomam conta das principais ruas do bairro. É na fictícia galeria 980 que fica consultório médico de Lígia, a clínica veterinária de Joaquim e a loja de roupas esportivas onde Serginho trabalha, personagens de Paloma Duarte, Joaquim Lopes e João Pedro Oliveira, respectivamente. “Foi um longo processo de trabalho. A gente queria uma visão mais interna de Ipanema, na qual o telespectador que conhecesse a região pudesse facilmente entender as referências e se sentir circulando por ruas como Farme de Amoedo e Vinicius de Moraes”, argumenta Alexis.

No caso de Duque de Caxias, que tem uma grande quantidade de placas nas ruas e um excesso de informação visual, com cartazes, grafites e letreiros interferindo nas fachadas e nos interiores, o processo teve de ter ajuda especializada. Para criar o ambiente moderno e jovem do Baixadas, a lanchonete comandada por Carla, personagem de Mariana Santos, a equipe de cenografia convidou o artista Tico Canato para criar painéis grafitados que pudessem valorizar os muros e as cenas. Conhecido pela sua versatilidade em customizar de tênis a caminhões, e seu apreço por projetos grandiosos para shows e eventos, Tico deixou seu ateliê em São Paulo para passar algumas semanas nos Estúdios Globo trabalhando no projeto. “Li o texto, conversei com a direção e as equipes técnicas envolvidas e tudo o que ouvi tinha a palavra ‘amor’ no meio. Sendo assim, conceitualmente, as diversas formas de amar predominam nessas obras. Tentei imprimir uma sensibilidade maior”, explica Tico. Para o cenógrafo Felipe Serran, a aposta no artista não poderia ter sido mais acertada. “O ambiente que chamamos de Baixo Caxias, uma espécie de ‘point’ dos personagens, ficou muito realista. Ainda fizemos um palco para as rodas de rap e tudo ficou integrado com as artes do Tico”, valoriza Serran.

Em um trabalho conjunto com as equipes de cenografia e direção de arte, buscou-se inspiração para o acabamento e detalhes internos das construções. Ao criar a decoração do quarto das adolescentes, como Raíssa e Anjinha, de Dora de Assis e Caroline Dallarosa, a produtora de arte Andrea Penafiel optou por pôsteres e fotos da família. “Nas casas que visitei, as meninas sempre tinham um pôster da banda preferida ou de celebridades da tevê e fotografias pessoais presas diretamente nas paredes. Outra coisa que observamos é que as pessoas que moram em Caxias dificilmente se mudam para outros municípios. Existe uma sensação forte de pertencimento ao lugar e tentamos refletir esse apego e afetividade no cenário”, conta Penafiel. A afetividade, aliás, está presente nos elementos que compõe a maior parte dos ambientes. “Nas minhas compras para essa temporada, procurei objetos que remetem ao tema, como almofadas com dizeres sobre amor, porta-retratos que mostre mãe e filho, casais, entre outras coisas”, explica a produtora.

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