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CRÔNICA

Cena literária

Com trama ágil e bem desenvolvida, 'Bom Sucesso' não menospreza inteligência do telespectador

11 NOV 19 - 18h:00GERALDO BESSA/TV Press

Depois de um sucesso como “Totalmente Demais”, de 2015, muito se especulava por qual caminho seguiria o texto de Rosane Svartman e Paulo Halm. Seria muito fácil se a dupla seguisse pela mesma história da jovem gata borralheira da trama de estreia. No entanto, “Bom Sucesso” não só segue uma fórmula diferente como revitaliza o horário das sete ao retratar as dores e delícias de Paloma, mãe de três filhos que nutre o sonho de ser costureira, interpretada por Grazi Massafera. Por conta de todos os percalços do desenho da personagem, sabiamente, os autores também retiram o amor romântico do foco da protagonista, um avanço e tanto no momento em que se fala tanto sobre independência feminina. Paloma até tem seus pretendentes, mas prioriza a carreira, os filhos e a amizade com Alberto, de Antonio Fagundes, o homem à beira da morte que, aos poucos, redescobre o gosto pela vida. Muito além de interesse financeiro ou amoroso, é a literatura que une Paloma e Alberto. Não é a primeira vez que uma novela contemporânea indica e faz tantas referências a livros. Na atual novela das sete, entretanto, a tática é mais intensa.

Evitando qualquer tipo de didatismo, “Bom Sucesso” coleciona elogios e fãs. As cenas que evocam clássicos como “Dom Quixote”, “O Mágico de OZ”, “A Letra Escarlate”, “Alice No País das Maravilhas” e “Cyrano de Bergerac”, entre outros, resultam em sequências muito bem idealizadas, criam verdadeira comoção nas redes sociais - especialmente no Twitter - e ainda ganham a audiência, que em seu terceiro mês de exibição já ultrapassou a difícil marca dos 30 pontos no Ibope. Íntimo do texto de Rosane e Paulo e ciente do público que acompanha a faixa das sete, Luiz Henrique Rios marca seu terceiro “gol” consecutivo no horário e, assim como fez em “Totalmente Demais” e “Pega-Pega”, não tenta “reinventar a roda” ou soar “cabeça” demais. O diretor se preocupa mesmo é em ter os personagens bem desenvolvidos e manter a beleza plástica simples e eficaz do folhetim.

Sem menosprezar a inteligência de seu público, “Bom Sucesso” aposta em personagens que não caem no mesmo esquema de situações repetidas tão comum nas tramas. Fugindo da postura da amante amargurada, a “virada” de Gisele, de Sheron Menezzes, foi muito bem-vinda. Apaixonada e manipulada por Diogo, vilão de Armando Babaioff, a personagem desviou do caminho do mal de forma realista, ponderando atitudes e se colocando à frente dos objetivos escusos do ex-namorado. Destaque entre as atrizes de sua geração, Sheron conseguiu fazer a transição da personagem sem mexer na credibilidade da história. Pela mesma linha do realismo cotidiano está indo Naná, de Fabiula Nascimento. Reconhecida por tipos complexos e mais exagerados, é interessante ver como a atriz curitibana consegue “levantar” até tipos mais tradicionais e que caminham por tons mais amenos. Entre as duas, Babaioff bem que tenta, mas não tem força para se sobressair em cena.

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