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SAÚDE

Ayurveda: medicina indiana investe em tratamento natural para prevenir doenças

Técnica é construída em cima dos pilares da alimentação saudável e de acordo com perfil de cada pessoa

13 NOV 19 - 07h:00NAIANE MESQUITA

Pode parecer estranho à primeira vista observar a ayurveda em ação, mas quem já experimentou a técnica garante que a milenar medicina indiana funciona. Construída em cima dos pilares de uma alimentação não só saudável, mas de acordo com o perfil de cada pessoa, com combinação de ervas e de uma vida mais amena, a ayurveda começou a ser disseminada no Brasil na década de 80, mas tem pelo menos 5 mil anos de atuação na Índia. 

Uma das adeptas da medicina indiana, a arquiteta e urbanista Giovana Dario Sbaraini, 49 anos, explica que, no processo de descoberta, encontrou primeiro a ioga. “Eu sou uma buscadora, nunca acreditei que a vida era apenas nascer, crescer, ter filho, neto, trabalhar e morrer. Também sempre fui muito intuitiva e lembro desde criança de divagar muito sobre a vida. Eu tive acesso a um livro, quando tinha uns 13 anos, que se chamava ‘O Poder do Subconsciente’, e de lá para cá nunca parei de ler sobre o assunto”, conta Giovana.

No processo de autoconhecimento, Giovana descobriu a ioga e até um guru indiano. “Eu sou devota de um guru indiano, o Sri Sathya Sai Baba, e pratico ioga há muito tempo. Eu venho estudando os ensinamentos védicos desde esse período e dentro desses ensinamentos eles tratam de tudo sobre a vida humana, inclusive a medicina, mas trata a saúde, e não apenas a doença em si, como nós estamos acostumados no ocidente”, ressalta a arquiteta.

Um dos primeiros benefícios que Giovana conquistou pela medicina indiana foi a cura de uma tensão pré-menstrual (TPM) muito difícil. “Eu fiz um tratamento lá na Índia durante uma viagem e curou uma TPM horrível que eu tinha. Naquela época, eu não tinha uma menstruação regulada e hoje ela tem um ciclo certinho, apenas por meio da ayurveda”, acredita. 

Para a ayurveda, o universo e tudo o que nela existe, inclusive o ser humano, é formado por cinco elementos, sendo eles o akasha, vayu, agni, jala e pritivi, que podem ser traduzidos como eter/espaço, ar, fogo, água e terra. A interação desses elementos foram três doshas (humores), e espaço e ar foram o vata, fogo e água geram pitta, e água e terra constroem o kapha.

Por meio de entrevistas e diálogo, os terapeutas ayurvédicos conseguem traçar o perfil do paciente e, dessa forma, indicar o melhor tratamento para os sintomas que surgem ao longo do tempo, assim como a prevenção de problemas futuros. 
Em Campo Grande, ainda há poucos locais que oferecem a terapia. Entre os pioneiros está o projeto Ayurveda no Cerrado, no qual Giovana estuda a medicina. 

“Quando eu estava buscando um curso em Campo Grande, eu conversei com várias pessoas ligadas à ioga e elas falaram para buscar no projeto. Eu queria fazer algo sério, não só para me divertir”, frisa. 

MÉDICO INDIANO

À frente do projeto está a terapeuta ocupacional Fúlvia Tognini Wada e a aposentada Claydée Ignácio Ribeiro. “Minha relação é mais com o conhecimento da ayurveda, enquanto minha filha é responsável pelo projeto no todo. Os encontros acontecem no consultório dela”, afirma Claydée. Além das orientações sobre a medicina indiana, ambas organizam cursos com a presença de professores do exterior, com o médico indiano Paritosh Bhatt. 

O curso será ministrado nos dias 18 e 19 deste mês, em Campo Grande, para iniciantes e intermediários.  
O workshop é relacionado à programação do Curso Livre de Formação em Ayurveda da Associação Brasileira de Ayurveda (Abra). “É a quarta turma que iniciamos em Campo Grande. 

Nossa parceria é com a Abra Associação Brasileira de Ayurveda, que por sua vez é parceira do AVP, Arya Vaidya Pharmacy Academy da Índia”, explica Claydée. 

Informações sobre o curso podem ser obtidas por meio do telefone (67) 99939-1419.

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