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Campo Grande - MS, sexta, 21 de setembro de 2018

PROCURA-SE DOADOR

Às vésperas de transplante, empresário com leucemia precisa de plaquetas

Renato se formou em Ciências da Computação, se casou e logo que os filhos vieram, a doença deu às caras

14 SET 2018Por PAULA MACIULEVICIUS BRASIL16h:48

Pai da Clara e do Vítor, marido da Fabiana. Renato Chermont tem várias classificações e entre elas, a de paciente às vésperas de um transplante de medula óssea. Com viagem marcada para o procedimento, a família foi supreendida por uma infecção de garganta e a necessidade urgente de doação de plaquetas. 

A luta é antiga, desde 2005, exames e tratamentos são feitos. O primeiro diagnóstico foi de aplasia de medula. “Ele foi tratando com remédios e transfusões e o corpo se acostumou com o número de plaquetas. Ele sempre teve imunidade baixa, mas nunca mais tinha dito problemas, estava super bem”, conta a esposa, professora Fabiana Nantes Chermont, de 35 anos.

Renato se formou em Ciências da Computação, se casou e logo que os filhos vieram, a doença deu às caras. “Sofremos muitos impactos emocionais. Era uma gestação trigemelar, mas tive perda com 20 semanas de um dos bebês. Ficamos na UTI, foram muitos sustos de uma vez e nós não olhamos para ele, só para os bebês”, relata a esposa. Envolvido no nascimento dos filhos, o casal não percebeu que a palidez e o cansaço de Renato poderiam ser indícios de que a saúde não andava bem. 

Quando os bebês fizeram um ano, a família descobriu que a doença não só havia voltado, como Renato estava com leucemia. Desde julho deste ano, internações e sessões de quimioterapia entraram na rotina e, segundo a família, a medicação acabou atingindo a medula. Um doador compatível já foi encontrado, mas a imunidade de Renato segue muito baixa.

“Nosso milagre é termos conseguido o doador. Porém, o que está impedindo agora são as dores de garganta”. Parte do tratamento é receber plaquetas e para isso, está correndo pelas redes sociais o pedido para amigos e desconhecidos. “Muita gente está indo se cadastrar por conta dele. Estamos ajudando outras pessoas”, comenta a esposa.

Para doar plaqueta, o protocolo é diferente. É preciso que a pessoa já tenha doado sangue pelo menos duas vezes. Um cadastro é feito para então o procedimento ser realizado. “É mais difícil de conseguir, é uma máquina que fica 1h filtrando o sangue e o doador só pode doar a cada 15 dias as plaquetas, então sempre está em falta”, explica Fabiana. 

Renato precisa de doadores O positivo, que estejam dentro de uma série de critérios, entre eles o de peso mínimo de 60 quilos. “Se quer ser doador, é preciso vir aqui no atendimento ao doador e agendar uma triagem”, descreve a relações públicas do Hemosul, Mayra Franceschi. O telefone para agendamento é o 3312-1517. O Hemosul funciona de segunda a sexta das 7h às 17h e aos sábados, das 7h às 12h, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 1304.

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