Correio B

CANAL 1 - FLÁVIO RICCO

"A Fazenda" também se inclui nesse mundo de tantos acordos e desacordos

"A Fazenda" também se inclui nesse mundo de tantos acordos e desacordos

Continue lendo...

“A Fazenda” também se inclui nesse mundo de tantos acordos e desacordos

Verso de uma música do Carlos Lyra, um dos poetas da MPB, diz “Gosto do cheiro do mar, da brisa do mar, gosto das tardes morrendo, da luz do luar”. Ao contrário dele, ainda que muito difícil, é também perfeitamente possível encontrar quem não goste ou que o cheiro do mar não faça qualquer diferença.

Um nariz de cera meio forçado, mais para lembrar o talento do Carlinhos Lyra desta e tantas outras composições, mas também meter um pouco mais o bedelho na divergência de opiniões.

Questões políticas à parte, com Bolsanaro e Haddad, fazendo sobrar motivos para tantos desacordos, o capítulo em cartaz, na parte que toca a televisão, foi a eliminação da participante Ana Paula Renault da “Fazenda” na semana passada.

Se a maioria, de acordo com o programa, votou pela sua saída, há até agora, e não são poucos, os que não se conformaram com isso. Adrenalina a mil.

Dois pontos a se destacar: o reality show, especialmente o de confinamento, caiu na graça do público brasileiro.

E outro: Britto Junior e Roberto Justus, em diferentes momentos, foram importantes e procuraram fazer o melhor. Marcos Mion, no entanto, nasceu para apresentar “A Fazenda”. Ainda assim, serão perfeitamente cabíveis e aceitas as opiniões em contrário.

TV Tudo

Os contrários

Regina Duarte tirou foto com Jair Bolsonaro. José de Abreu criticou o apoio dela ao candidato. E os dois passaram o fim  de semana trocando acusações nos meios sociais. Quase se xingando.

Que mal pergunte: precisava isso? Será que não dá pra segurar um pouco os ímpetos e os ânimos?

Substituição religiosa

A Ideal TV agora exibe a programação da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), do autointitulado apóstolo Valdemiro Santiago. 

Sai Universal, entra Mundial. Sai Edir Macedo, entra Valdemiro.

Fim de linha

A contratação de Mário Frias pela Globo, para o elenco de “Verão 90”, enterra de vez qualquer possibilidade de uma nova temporada do programa “Tô de Férias” no SBT.

O que já estava difícil, agora será impossível.

Diferença no caixa

O dinheiro que todo santo mês entrava no caixa possivelmente deve fazer falta, porém na audiência nada se alterou no SBT com a saída do ”Mundo Disney”.

Durante a semana continua com os mesmos 5 pontos e 7 aos sábados e domingos. Tudo igual. Dados da Grande SP.

Mais mudança

A Band parece que não sossega. Se trocas na sua direção resolvessem problemas, ela não teria mais nenhum. Já foram trocentas nos últimos tempos.

Agora, como próxima atração e caminho já pavimentado para isso, o argentino Patrício Diaz, do “MasterChef” será guindado para novas e supremas funções.

Bola fora

Sempre respeitando as opiniões contrárias, alguém por aí conseguiu entender qual a utilidade do “Choque de Cultura”, nos domingos da Globo, antes do futebol? Aquele pessoal não seria mais bem aproveitado, quem sabe, em um “Tá no Ar”, por exemplo?

Teatro

O espetáculo “Novas Diretrizes em Tempos de Paz”, de Bosco Brasil, estreou em Washington, nos EUA, na quinta-feira, com direção de Roberta Alves e Michael Kevin Darnall e Carlos Saldaña no elenco. Os direitos autorais recolhidos pela peça no Brasil e no exterior são doados para organizações que cuidam de refugiados.

Disputa

Nesta terça-feira, o game show da Globo “Os Melhores Anos das Nossas Vidas” terá década de 1960, representada por Marcos Veras, contra 2000, de Rafaella Brites. É o segundo episódio do programa.

Prestação de contas

Filha do apresentador e humorista Tom Cavalcante, a youtuber Maria Cavalcante gravou ontem participação na novela “Poliana”, do SBT, contracenando com Larissa Manoela.

A “cena” em questão foi comprada no leilão promovido pelo craque Neymar e custou R$ 36 mil.

Túnel do tempo

Vários setores da novela “Verão 90”, substituta de “O Tempo Não Para”, estão envolvidos agora na produção e gravação de cenas de flashback dos anos 1980. A ordem é ser o mais fiel possível ao período em que o fictício grupo infantil “Patotinha Mágica” fez muito sucesso.

Troca-troca

João Bravo, Diogo Caruso e Melissa Nóbrega vivem os cantores da “Patotinha Mágica” - João, Jerônimo e Manu, respectivamente, que após mudança de fase serão interpretados por Rafael Vitti, Jesuíta Barbosa e Isabelle Drummond. Durante essas cenas, haverá várias referências a outros grupos infantis. Jorge Fernando dirige.            

Bate – Rebate

Renata Castro Barbosa renovou contrato com a Globo por mais 3 anos.
O diretor Raoni Carneiro tem se empenhado pessoalmente em encontrar uma substituta para Fernanda Souza no “Só Toca Top”...
...De preferência, uma atriz que more em São Paulo, onde acontecem as gravações do programa.
Integrante do espetáculo “Martinho da Vila 8.0”, Ana Miranda entra em “Segundo Sol” como uma freira...
... À irmã Felipa, Karola (Deborah Secco) vai confessar os seus pecados.
A Band estreia nesta quarta-feira sua sétima novela turca: ”Minha Vida”...
...O dramalhão tem à frente Ezgi Asaroglu e Keremcem.  
O fato de a Globo priorizar a escalação de “Dias Felizes”, título provisório da próxima novela de Walcyr Carrasco, substituta de “O Sétimo Guardião”, deu uma travada em tudo...
...Por causa disso, ”Órfãos da Terra”, na fila das 18h, não consegue avançar o seu trabalho de escolha de elenco, entre outras produções.
Nos bastidores de Band, SBT, Rede TV! e Gazeta-SP, ninguém engole o fato de apenas Record e Globo terem a possibilidade de realizar debates com Bolsonaro e Haddad. Estão mordidas...
...Possibilidade, porque também não tem nada certo com as duas emissoras.   

C’est fini

A Academia Internacional de Artes e Ciências da Televisão anunciou ontem os indicados ao prêmio Emmy Internacional Kids 2018.

A Globo foi indicada em duas das sete categorias: “Malhação – Viva a Diferença” é finalista em “Séries”, enquanto a segunda temporada de “The Voice Kids” concorre na categoria “Reality”. Os vencedores serão conhecidos no dia 9 de abril, em Cannes, na França.

Então é isso. Mas amanhã tem mais. Tchau!

COMPORTAMENTO

Lançamento da primeira Barbie com transtorno do espectro autista reacende debate sobre inclusão

Lançamento da primeira Barbie com transtorno do espectro autista (TEA) reacende debate sobre inclusão e representatividade, provocando uma reflexão sobre o papel dos brinquedos para as crianças e toda a sociedade

28/01/2026 10h00

Muito mais que loira: a Barbie autista chega para acrescentar mais uma versão para a galeria de mais de 170 bonecas, desde 1959

Muito mais que loira: a Barbie autista chega para acrescentar mais uma versão para a galeria de mais de 170 bonecas, desde 1959 Divulgação

Continue Lendo...

Durante décadas, brinquedos ajudaram a contar para as crianças quem elas poderiam ser. Bonecas, em especial, sempre funcionaram como espelhos simbólicos da infância, ainda que para muitas meninas esse reflexo nunca tenha parecido com a própria realidade. Criada pela norte-americana Ruth Handler (1916-2002), a Barbie surgiu em 1959 e logo se tornou ícone da beleza feminina, loira e linda.

Mas, ao longo de décadas, a conjunção entre as mudanças comportamentais e um afiado faro de marketing levou a boneca a ter mais de 175 versões, assumindo diferentes tons de pele, tipos de cabelo e corpos. Até contemplar o politicamente correto, a partir da Barbie negra, em 1980. O engajamento se intensificou mais recentemente. Em 2023, foi lançada a primeira Barbie com Síndrome de Down. Em 2024, surgiu a primeira com deficiência visual. Em 2025, inspiradas em brasileiras, vieram as bonecas PCDs da consagrada linha.

É por isso que o recente lançamento da primeira Barbie com transtorno do espectro do autista (TEA), pela Mattel, vem provocando uma discussão que vai muito além do universo dos brinquedos, pois toca diretamente em temas como pertencimento, identidade, desenvolvimento emocional e representatividade na infância.

Já disponível no mercado norte-americano, ou em todo o mundo pelo comércio eletrônico, a Barbie autista foi anunciada pelo marketing brasileiro da fabricante há duas semanas e tem previsão de chegar às prateleiras em julho, com preço em torno de R$ 120. Ao trazer uma boneca pensada para refletir experiências comuns a pessoas no espectro, o lançamento reacende um debate fundamental sobre o quanto ver a si mesma representada influencia a forma como uma criança constrói sua autoestima e sua relação com o mundo.

Muito mais que loira: a Barbie autista chega para acrescentar mais uma versão para a galeria de mais de 170 bonecas, desde 1959Nova boneca tem tablet com aplicativo de comunicação aumentativa e alternativa (CAA), fones de ouvido cor-de-rosa antirruído, fidget spinner (ferramenta sensorial terapêutica) e vestuário sensível ao toque

AUSÊNCIA DE ESPELHO

Para meninas com TEA, historicamente sub-representadas tanto nos diagnósticos quanto nas narrativas culturais, esse gesto simbólico pode ganhar ainda mais relevância. Essa ausência de espelhos na infância é algo vivido na prática por muitas mulheres que só receberam o diagnóstico na vida adulta. É o caso da psicopedagoga Fabiana (nome fictício), de 27 anos, que descobriu ser autista tardiamente.

“Recebi o diagnóstico de TEA tardiamente, e acredito que a falta de conhecimento sobre autismo foi um dos principais fatores para isso. Enquanto minha mãe buscava respostas, ninguém pensava que pessoas com TEA poderiam circular por aí, em meio aos neurotípicos”, afirma.

Ela constata que comportamentos atualmente reconhecidos como características do espectro sempre estiveram presentes, mas foram interpretados de forma equivocada. “Eu, assim como outras meninas autistas, era apenas ‘fresca’, ‘problemática’, ‘esquisita’. As hipersensibilidades, a dificuldade de fazer contato visual, o deficit nas interações sociais. Sempre esteve tudo ali. Mas não havia informação suficiente, muito menos representatividade”, diz Fabiana.

RÓTULO OU VALIDAÇÃO?

Para a psicóloga Isabella Roque, especialista em neurodesenvolvimento, relatos como esse ajudam a dimensionar a importância de iniciativas simbólicas na infância. “A infância é um período em que as crianças estão constantemente buscando referências para entender quem são e como pertencem ao mundo”, afirma.

“Quando uma menina com autismo não se vê representada em histórias, personagens ou brinquedos, a mensagem implícita pode ser a de que há algo de errado com ela. A representatividade funciona como um fator de validação emocional, não como um rótulo”, explica a psicóloga.

A especialista destaca que meninas com TEA, muitas vezes, aprendem desde cedo a mascarar comportamentos para se adaptar socialmente, o que pode atrasar diagnósticos e gerar sofrimento emocional ao longo da vida. “Quando falamos de representatividade, estamos falando também de visibilidade, de escuta e de reconhecimento dessas vivências”, afirma Isabella.

MAIS AUTONOMIA

Do ponto de vista de quem vive o espectro, a representatividade também está diretamente ligada à possibilidade de um diagnóstico mais precoce e a uma vida com mais autonomia. “A intervenção precoce é o melhor caminho para uma vida com maior independência. E a melhor forma de construir um mundo menos capacitista é ensinando desde cedo que pessoas podem ser diferentes”, ressalta Fabiana.

Isabella reforça que é fundamental compreender que o espectro autista é amplo e diverso, e que nenhuma representação será capaz de abarcar todas as experiências possíveis. Ainda assim, ela destaca o valor simbólico da iniciativa. “Não se trata de dizer ‘é assim que toda pessoa autista é’, mas de afirmar que pessoas autistas existem, são diversas e merecem ser vistas desde a infância. A representatividade não simplifica o espectro, ela inaugura o diálogo”, complementa.

EMPATIA E EDUCAÇÃO

Fabiana chama atenção para o impacto educativo desses símbolos, tanto para crianças autistas quanto neurotípicas. “Como profissional da psicopedagogia, vejo esses brinquedos como um recurso lúdico de ensino sobre diferenças e respeito. Como mulher autista, vejo essa Barbie, sim, como uma forma importante de representatividade”, afirma.

O debate convida pais, cuidadores e educadores a refletirem sobre como pequenas escolhas do cotidiano, como os brinquedos oferecidos às crianças, podem contribuir para uma educação mais empática e inclusiva.

“Quando uma criança neurotípica brinca com uma boneca que traz características diferentes das suas, ela aprende, de forma natural, que a diversidade faz parte da vida”, destaca a psicóloga Isabella Roque.

Para a especialista, que atua em uma instituição de acolhimento e educação para crianças e adolescentes neurodivergentes, a Barbie autista se insere em um movimento mais amplo de revisão das narrativas sobre infância, saúde mental e neurodiversidade. Esse movimento lembra que inclusão não começa apenas em políticas públicas ou diagnósticos, mas também nos símbolos, nas histórias e nos espelhos que oferecemos às crianças desde cedo.

Assine o Correio do Estado

MÚSICA

Em parceria com professora renomada, Fundação Barbosa Rodrigues inaugura curso de regência musical

A oficina terá duração de seis meses e é ofertada a professores selecionados de forma gratuita

28/01/2026 09h15

Grupo participa de curso para regência de coros e corais

Grupo participa de curso para regência de coros e corais Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

A Fundação Barbosa Rodrigues, em parceria com a professora Edineide Dias de Oliveira, deu início nesta terça-feira (27) ao “Curso de Regência e suas diversas áreas”, voltado para professores e musicistas que queiram criar novos coros e corais.

O curso, que terá duração de seis meses, será ministrado por um grupo de mestres, doutores e professores que, juntos, viram a necessidade de se aprofundarem nessa ciência para aplicarem em seus coros já existentes ou, ainda, nos novos que virão. 

Essa é a primeira vez que o curso será ministrado. Para a professora Edineide, o principal objetivo da oficina é a capacitação dos novos regentes para o exercício dessa arte que se perdeu ao longo dos anos. 

“O coro é uma expressão de arte, você se expressa através da música, da voz. Alguns músicos do coro lírico sentiram vontade de criar novos coros em suas igrejas, empresas, mas não sabiam como começar. Então, nós resolvemos montar uma oficina permanente, um curso, onde várias áreas serão trabalhadas, como a questão da técnica de voz, de gestual e questões históricas de músicas”, explicou a regente. 

Grupo participa de curso para regência de coros e coraisProfessora e musicista Edineide Dias / Foto: Gerson Oliveira

Uma das participantes contempladas pelo curso é a professora da Fundação Barbosa Rodrigues, Thayná Ribeiro. Ela foi aluna de música na Fundação e hoje é professora e atual regente da Orquestra Jovem. 

“Hoje, o nosso carro chefe é a Orquestra Jovem, mas muito em breve, iremos instalar o Coral da Fundação Barbosa Rodrigues. Para isso, é muito importante que a gente tenha todo o conhecimento que pudermos, e essas aulas vão me trazer isso. Estar em contato com regentes e outros músicos, me faz pegar um pouco de conhecimento de cada um e melhorar a base para poder começar o Coral da Fundação”, contou ao Correio do Estado. 

Segundo a professora, a expectativa é que as divulgações para o Coral comecem a partir do segundo semestre de 2026, para todas as pessoas a partir de 12 anos de idade. 

“Queremos aperfeiçoar a orquestra, levar as crianças para cantar e tocar em outros lugares, continuar alavancando as crianças para que elas continuem no mundo da música”, completou.

Grupo participa de curso para regência de coros e coraisProfessora Thayná Ribeiro / Foto: Gerson Oliveira

Estão participando do curso os regentes e futuros regentes Sérgio Cipriano, Lusmena Ferraz, Patrícia Ribeiro, Robson Souza, Jéssica Cipriano, Lauane Ferraz, Igor Luciano, Mariana Maeoca, Antônio de Pádua e Thayná Ribeiro.

“Todos eles são mestres e doutores da área, e eu acho esse um ponto muito importante. Eles assinam embaixo disso que estamos fazendo, da qualidade do trabalho que nós estamos tentando implementar”, explicou a professora. 

Novos coros

Edineide explica que, ao longo dos anos, o número de coros e corais entrou em decrescente, especialmente nos anos da pandemia da Covid-19. 

Após períodos sem contato e sem aglomerações, quando os encontros voltaram a ser permitidos, muitas pessoas não tinham mais vontade de continuar a participar. Isso desmotivou os que permaneceram, que também não tiveram mais vontade de continuar. 

“Antigamente, nós tínhamos os festivais de coros. De 1996 a 2008, eram 4 dias de festival. Em julho, tínhamos os coros sacros e em setembro, no festival da primavera, os coros de empresas, escolas, universidades, em Campo Grande, dada a quantidade de coros que havia na cidade. Onde estão esses coros hoje?”, questionou. 

Isso motivou a criação do coro lírico Cant'arte, em 2007, com o objetivo de divulgar a música erudita, também conhecida como música clássica, além de formar coralistas e solistas.

Hoje, o coro conta com a participação de 28 coristas, regido pela professora Edineide e pelo musicista Antônio Coura. Em 2026, o Coro completa 19 anos de atividade ininterrupta. 

Mas o conhecimento não é voltado somente para futuros regentes. Sérgio Cipriano está à frente do Coral e Orquestra da Igreja Apostólica há mais de dez anos. Atualmente, são mais de duzentas pessoas envolvidas, entre cantores e instrumentistas. 

Ele explicou que, muitas vezes, corais de igreja são formados muito rapidamente, sem base e sem fundamentos, “deixando rolar para ver onde vai dar”, como disse. 

“O desenvolver da base, formação de um estatuto de coral, como se distribui as vozes, como se controlam as vozes, leituras de grade e instrumentos são partes fundamentais. Esse curso fundamenta a gente. Eu consigo expandir os conhecimentos para algo muito maior”, explicou.

Mesmo assim, na própria igreja, é onde muitos músicos se desenvolvem, seja em canto ou no instrumento. Com isso, muitos acabam indo para outros lugares para aprimorarem os conhecimentos e se desenvolverem profissionalmente. 

“Temos muitos músicos da nossa igreja que cantam em corais grandes de São Paulo. Então, eles vão embora e não estão aqui para nos ajudar a melhorar. Por isso, precisamos procurar caminhos para que a gente se desenvolva também e continuar se desenvolvendo”. 

Grupo participa de curso para regência de coros e coraisRegente Sérgio Cipriano / Foto: Gerson Oliveira

Dourados para o mundo

Nascida na cidade de Dourados e de etnia Terena, a Edineide Dias de Oliveira é nome conhecido na música lírica brasileira. Formada bacharel em música pelo Conservatório Brasileiro de Música, no Rio de Janeiro, e em Regência Coral no Conservatório de Música Lourenzo Fernandes (RJ), coleciona especializações em diversos estados do País. 

Também possui graduação em Pedagogia, Neuropsicopedagogia Institucional, pós graduação em metodologia de ensino superior e musicoterapia. 

Participou de vários cursos de Reciclagem em Regência em Campo Grande e em Cuiabá (MT) e também da fundação da Associação Internacional de Regentes na Convenção Internacional de Regentes de Coros em 1999, em Brasília. 

Atuou como professora e preparadora vocal em igrejas, fundações e institutos e foi representante do Órgão Municipal no Conselho Municipal de Cultura (CMC). 

Edineide também produziu o CD Música Cerimonial Terena e escreveu o livro bilíngue (português-terena) “Registro de Lendas e Estória Terena”, em 2003. 

Também participou de vários recitais de Ópera desde 1996 até 2018, além de receber diversos prêmios, como a Comenda Carlos Gomes, em 2017 em Campinas e a Medalha do Mérito Cultural, no Cinquentenário das Forças de Paz do Brasil (ONU) em 2017. 

Para a professora, a música é uma arte e, para fazê-la, precisa ser sentida, que é o maior objetivo do curso.

“O curso busca capacitar os participantes na regência aprimorando as técnicas de gestual, interpretação, liderança, a fim de transformar uma partitura em uma experiência de arte. Cantar é uma experiência e pode ser contagiante para outras pessoas através do seu bem estar”, finalizou. 

Em parceria com a Fundação Barbosa Rodrigues, a expectativa da musicista é que o curso continue e que possa formar novos talentos e continuar transmitindo o conhecimento de algo tão amplo como a música. 

“Meus agradecimentos à Fundação por terem nos cedido o espaço para que pudéssemos usar para o curso e pelo investimento e vontade que fazem. É uma parceria que estamos fazendo e tem sido excelente”. 

Grupo participa de curso para regência de coros e corais

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).