Correio B

Dia 25

Tico Santa Cruz e Serguei agitam Festa do Rock

Evento será no próximo dia 25, às 22h, no Hangar Live Music, na Capital

DA REDAÇÃO

24/08/2014 - 07h21
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Amanhã (25), a partir das 22h, os cantores Tico Santa Cruz e Serguei se apresentarão no Hangar Live Music com a Festa do Rock, acompanhados pelos músicos da banda Bella Xu.

O músico Tico Santa Cruz, vocalista da banda Detonautas Roque Clube, veio a Campo Grande duas vezes no ano passado. Na primeira fez show, também acompanhado pela Bella Xu, quando cantou suas músicas e prestou homenagem ao cantor Chorão, da banda Charlie Brown Jr, e na segunda cantou junto com a banda Naip.

Tico tem viajado pelo Brasil com um projeto à procura de bandas e artistas de diversas cidades para tocarem juntos alguns clássicos do rock nacional e internacional. De Raul Seixas a Barão Vermelho, passando por Mutantes, The Doors e até Pearl Jam, o músico garante ao público uma viagem pelos anos 80, 90 e 2000 com o melhor da música feita no Brasil, incluindo canções dos Detonautas.

Já o cantor Serguei, figura folclórica do rock nacional, dividirá o palco com Tico e a banda Bella Xu em alguns momentos. Em janeiro deste ano ele esteve em Campo Grande comemorando 80 anos de vida e 50 de música.

Considerado o roqueiro mais antigo do Brasil, Serguei faz shows até hoje. Em sua residência, na cidade de Saquarema (RJ), foi criado o Museu do Rock, constituído com peças de roupas, discos, prêmios, livros, cartazes, filmes em VHS e outros materiais sobre sua vida.

Bella Xu teve início em 2012 com Jenner Melo (voz), Arthur Rostey (guitarra e voz), Yev Aguiar (baixo), Matt (guitarra) e Ruivo (bateria) com o lançamento do primeiro Ep de três músicas. Em outubro de 2013 a banda lançou seu primeiro CD intitulado #NoRole contendo oito músicas, que virou o DVD #NoRole, disponibilizado no seu canal do Youtube em duas partes. No mês de março deste ano foi lançado o CD Bella Xu ao vivo @SGT. Union Club, com 11 músicas.

Serviços
Os ingressos do primeiro lote serão vendidos a R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia) e do segundo lote a R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia), na loja Augusta Life Store, no Deck Express ou no sistema delivery pelo telefone celular (67) 8112-7111. Já o camarote custa R$ 70.

A meia entrada é garantida a estudantes, funcionários públicos e a todos que levarem um quilo de alimento não perecível. O Hangar Live Music fica na rua Trindade, 413, Jardim Paulista.

Moda Correio B+

Quando a alta-costura fala sobre o nosso tempo

Paris, o berço da moda recebeu por 4 dias no final de janeiro desfiles icônicos e bastante aguardados. A consultora de moda Gabriela Rosa analisa as apresentações que aconteceram na Cidade Luz.

01/02/2026 19h00

Quando a alta-costura fala sobre o nosso tempo

Quando a alta-costura fala sobre o nosso tempo Foto: Divulgação

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Enquanto Paris encerra mais uma Semana de Moda de Alta-Costura, vale fazer uma pausa antes de olhar apenas para bordados, silhuetas ou números de horas dedicadas a uma única peça. A pergunta mais interessante talvez seja outra: o que essa temporada nos contou sobre o mundo em que vivemos?

A alta-costura sempre foi mais do que roupa. Ela nasce do excesso, do gesto artesanal extremo e da liberdade criativa, mas também funciona como termômetro cultural. O que vimos em Paris foi uma moda menos preocupada em parecer “nova” e mais interessada em construir narrativas.

Narrativas sobre memória, história, identidade e presença. Nesse sentido, o desfile da Valentino, sob a direção criativa de Alessandro Michele, talvez tenha sido um dos comentários mais diretos e contemporâneos desta temporada.

Ao abandonar a passarela tradicional e conduzir o público a observar os looks por pequenas aberturas circulares, Michele nos colocou diante de uma metáfora clara: estamos olhando a vida por janelas cada vez menores. No desfile, uma janelinha física. No cotidiano, a tela do celular.

Quando a alta-costura fala sobre o nosso tempoQuando a alta-costura fala sobre o nosso tempo - Divulgação

A proposta nos força a refletir sobre como consumimos imagens, moda e até experiências humanas hoje: de forma fragmentada, mediada, filtrada. A alta-costura ali não pedia um olhar apressado, mas o contrário exigia presença, atenção, tempo. Um gesto quase político em uma era dominada pelo scroll infinito. Valentino não falou apenas de roupa, falou de como vemos e do quanto deixamos de ver.

Casas como a Schiaparelli, por sua vez, transformaram o desfile em verdadeiro espetáculo simbólico. A coleção não se limitou a vestidos exuberantes: trouxe referências históricas explícitas, silhuetas quase escultóricas e uma teatralidade que remetia a museus, relíquias e patrimônios culturais. Ali, a roupa funcionava como veículo de uma história maior, quase como uma instalação artística em movimento.

Antes mesmo de iniciar o processo criativo, o diretor artístico Daniel Roseberry se fez dois questionamentos centrais: como usar a raiva em um mundo tomado por tensões e excessos emocionais? E onde está a graça da criação em uma era que parece exigir aprovação imediata? Para ele, existe muita raiva no mundo e ignorá-la seria uma forma de negação criativa. A coleção nasce exatamente desse lugar de fricção, oscilando entre agonia e êxtase.

Quando a alta-costura fala sobre o nosso tempoQuando a alta-costura fala sobre o nosso tempo - Divulgação

Nada ali busca conforto fácil. A beleza aparece tensionada, quase desconcertante, lembrando que a criatividade raramente nasce da tranquilidade. Já em maisons tradicionais como a Dior, a alta-costura surgiu como exercício de continuidade aliado à experimentação artística.

Ao revisitar e reinventar o icônico New Look, o diretor criativo propôs um diálogo entre herança e inovação, apostando em novas proporções, movimentos e leituras contemporâneas da silhueta feminina. O resultado aponta para um novo romantismo: menos idealizado, mais consciente, onde delicadeza e força coexistem sem nostalgia excessiva.

Em marcas como a Chanel, o desfile assumiu um tom quase poético. A maison recriou um bosque como cenário, trazendo a presença simbólica da natureza para o centro da narrativa.Entre árvores, texturas orgânicas e luz filtrada, os códigos e clássicos da casa: tweeds, laços, volumes conhecidos foram mantidos e reinterpretados. Aqui, a criatividade se manifesta pela continuidade sensível: preservar a identidade enquanto se permite respirar novos ares.

Esses desfiles se comportaram quase como exposições. Cenários cuidadosamente pensados, referências culturais explícitas, escolhas simbólicas em cada detalhe. A roupa, muitas vezes, foi o meio, não o fim. A mensagem estava no conjunto: no espaço, no corpo, na escolha de quem veste e de quem assiste. Isso diz muito sobre o momento atual.

Vivemos uma era saturada de imagens rápidas, descartáveis e pouco profundas. A alta-costura, ao contrário, desacelera. Ela exige tempo, atenção e leitura. É quase um ato de resistência cultural. Mas o que isso tem a ver com o leitor comum, distante do universo do luxo extremo? Tudo.

Porque a lógica é a mesma: imagem é linguagem. E toda linguagem precisa de contexto para ser bem compreendida. Quando uma maison recorre à história, ela não está apenas homenageando o passado, está afirmando valores.

Quando aposta em teatralidade ou contenção, está fazendo uma escolha de comunicação. Quando decide quem ocupa a primeira fila ou quem veste determinada criação, está ampliando o discurso da marca. No cotidiano, fazemos o mesmo, ainda que em outra escala.

A pergunta que fica é: nós também sabemos o que estamos comunicando com nossas escolhas? Aqui entra a prestação de serviço que a moda, quando bem interpretada, pode oferecer. Não se trata de copiar referências da alta-costura, mas de aprender com ela a pensar antes de vestir. Observar contexto. Entender intenção. Alinhar discurso e aparência.

A imagem pessoal funciona da mesma forma que um desfile: ela cria uma narrativa sobre quem somos, o que valorizamos e como queremos ser percebidos. Quando essa narrativa é confusa, o resultado é ruído. Quando é consciente, gera presença. Talvez a maior lição dessa temporada de alta-costura seja justamente essa: menos pressa, mais intenção. Menos anestesia estética, mais significado. Menos tendência, mais coerência.

Quando a alta-costura fala sobre o nosso tempoGabriela Rosa - Consultora de imagem e estilo - Divulgação

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o ator destaque em "Dona Beja" Nikolas Antunes

"Ao encarar remakes e releituras, eu como ator me deparo com o desafio de equilibrar o respeito pelo legado original e a liberdade de trazer uma nova perspectiva criativa".

01/02/2026 17h30

Entrevista exclusiva com o ator destaque em

Entrevista exclusiva com o ator destaque em "Dona Beja" Nikolas Antunes Foto: Divulgação

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A tão esperada estreia de "Dona Beja", novela assinada por Daniel Berlinsky e Antônio Barreira que resgata o clássico dos anos 1980 em uma versão atualizada, já tem data de estreia. A partir de amanhã, 2 de fevereiro o público vai poder acompanhar de perto essa releitura de uma das obras mais significativas da história da dramaturgia brasileira. O ator Nikolas Antunes é um dos nomes que dão vida a personagens que dão forma à essa nova versão da história.

Na trama, Antunes interpreta Clariovaldo Pereira, o Valdo, o capataz da fazenda que pertence ao Coronel Sampaio a quem ele é totalmente fiel. O ator optou por um caminho complexo que revela, ao longo da trama, uma transformação do personagem, que começa a história sendo um homem solar, sorridente e que tem atitudes que deixam claro seus valores e caráter.

Ele é o melhor amigo do Antonio, vivido por David Junior, e dedica uma atenção mais do que especial à Maria, personagem de Indira Nascimento. 

O papel já havia sido vivido por Mário Cardoso na versão original exibida pela TV Manchete em 1986, quando o ator contracenou com Mayara Magri.

Agora, Nikolas empresta ao personagem uma interpretação complexa, com nuances que parecem simples e diretas mas revelam sentimentos escondidos, alinhada à proposta da nova adaptação.

Para construir Valdo, o ator se dedicou a uma preparação intensa. Além do estudo de composição de personagem, Nikolas retomou um hábito antigo: voltou a montar com frequência e fez aulas específicas de equitação, essenciais para um homem que não vive sem a companhia de seu cavalo.

Não por acaso, a égua Dama se tornou sua parceira constante nos bastidores e nas gravações. “Esse trabalho me permitiu resgatar algo que eu amo: andar a cavalo. Montar não é novidade para mim, mas intensifiquei essa prática para estar mais familiarizado com essa prática durante as gravações”, diz o ator, hoje com 43 anos.

Com apenas 40 capítulos, a nova Dona Beja promete entregar uma narrativa intensa, visualmente primorosa e emocionalmente carregada. A presença de Nikolas Antunes como Valdo reforça a força dramática da produção, que busca revisitar personagens clássicos iluminando suas contradições e diferentes camadas. 

"Acho que um ator se sente desafiado de uma forma única quando integra projetos de remakes, releituras ou adaptações. Dona Beja foi uma novela que marcou a vida de muitos brasileiros, e eu fiquei muito feliz em ter a oportunidade de ter em mãos um personagem tão instigante", conta Nikolas.

O ator está também na TV aberta em _Estranho Amor_, série que estreou na Record TV no dia 5 de janeiro. O ator interpreta o policial Rodrigo Guimarães, personagem que passa por um intenso processo de redenção ao longo da trama.

Exibida originalmente em 2024 pelo canal AXN, a produção chega agora à Record apostando em uma narrativa que mistura drama policial e relações pessoais, ambientada no cotidiano de uma Delegacia de Defesa da Mulher, onde casos de violência e relações humanas complexas se cruzam diariamente.

Nikolas é a Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala principalmente sobre a tão esperada estreia pela HBO MAX de "Dona Beja".

Entrevista exclusiva com o ator destaque em "Dona Beja" Nikolas AntunesO ator Nikolas Antunes éa Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Bruno Rangel - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Dona Beja marca o seu retorno a um grande projeto de época. O que esse tipo de narrativa permite ao ator que nem sempre é possível em histórias contemporâneas?
NA - 
Textos de época oferecem uma profundidade histórica e um contexto cultural rico que permitem ao ator explorar nuances emocionais e sociais que muitas vezes não são possíveis em histórias contemporâneas. Essa abordagem permite um maior simbolismo e uma conexão com antigas tradições, além de possibilitar a criação de personagens e enredos que refletem modos de vida e conflitos que muitas vezes não existem mais. Eu acho isso muito interessante e gosto muito de gravar esse tipo de formato.

CE - Valdo é um personagem que observa muito antes de agir. Como você trabalha o silêncio e a escuta em cena para construir presença dramática?
NA -
 Eu considero o silêncio a ferramenta mais poderosa da comunicação artística. Mesmo após a fala, é através dele que surge o imaginário na cabeça das pessoas, que é o grande objetivo artístico. É uma ferramenta difícil de ser usada e depende de um contexto muito bem elaborado, seja externamente na situação encenada ou internamente com preenchimentos de intenção de atitudes e conflitos. Eu penso que, quanto mais preenchido está o silêncio, mais forte fica o olhar e mais as pessoas imaginam.

CE - A novela tem um ritmo mais concentrado, com menos capítulos. Isso muda a forma como você planeja o arco emocional do personagem?
NA -
 Um ritmo mais concentrado exige um planejamento cuidadoso do arco emocional. Com menos capítulos, cada cena precisa ser pensada pra compor o degradê, exigindo que a comunicação evolua de forma mais rápida e direta. A composição precisa de início, meio e fim; isso não muda. O que muda é a urgência.

CE - A relação de Valdo com a terra, os animais e o trabalho físico é muito forte. O quanto esse contato concreto ajuda a tirar o personagem do campo da abstração?
NA -
 O contato direto com a terra, os animais e as coisas do mundo orgânico é o oposto da abstração. Essa conexão enriquece a presença e deixa tudo mais vivo. Eu adoro ações físicas em cena e o contexto de Dona Beja é um prato cheio.

CE - Você já interpretou figuras de autoridade, personagens moralmente ambíguos e homens em conflito interno. Onde Valdo se diferencia desses outros papéis?
NA -
 Valdo se diferencia por sua complexidade interna e por ser um observador mais reflexivo, é interessante que o grande conflito dele seja platônico e que o problema tenha se originado dentro de sua própria cabeça.

CE - Ao revisitar uma obra tão conhecida do público, você prefere se afastar de referências anteriores ou encará-las como parte do processo?
NA -
 Um ator enfrenta um desafio singular ao mergulhar em projetos de remakes e releituras, onde a responsabilidade de honrar o legado original se mistura com a liberdade de trazer uma nova perspectiva. Dona Beja é uma novela que deixou uma marca que nunca se apagou na memória dos brasileiros. Eu me sinto privilegiado por ter a oportunidade de interpretar um personagem tão fascinante e instigante como o Valdo.

Entrevista exclusiva com o ator destaque em "Dona Beja" Nikolas AntunesO ator Nikolas Antunes éa Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Bruno Rangel - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Em Estranho Amor, você vive um policial em um contexto urbano e socialmente duro. O que muda no seu corpo e na sua energia quando passa para um personagem rural e de época?
NA -
 Interpretar um personagem rural e de época exige uma mudança de postura e de energia que eu alcanço através do tempo da vida. As pessoas respiravam literalmente de uma maneira muito diferente no passado, num contexto histórico como esse. É muito interessante e prazeroso se colocar nesse tipo de situação.

CE - Seus trabalhos recentes dialogam com temas de poder, violência e transformação. Você sente que escolhe projetos que conversam entre si ou isso acontece de forma intuitiva?
NA -
 Eu realmente penso que a gente controla muito pouco da nossa vida. A gente faz planos e vem a roda viva e muda tudo, às vezes até fica como a gente planejou, mas na maioria das vezes não. Eu gosto de fluir, aprendi a viver assim e é desse jeito que escolho meus trabalhos.

CE - Pensando no futuro, o que você projeta para a sua carreira a partir de agora? Há algum tipo de personagem, gênero ou projeto que você ainda tenha vontade de realizar?
NA -
 Vale tentar escolher? (risos). Eu agora estou com alguns projetos pessoais, mas, se aparecer um tipo interessante de cores fortes e complexas, eu largo tudo para começar a compor a personagem.

CE - Nas suas redes sociais, você compartilha bastante sobre estilo de vida saudável no Rio de Janeiro. Quem é o Nikolas por trás das câmeras? Hobbies e cuidados com a saúde, como a corrida, por exemplo?
NA -
 Eu tenho um pé no atletismo de corrida, seja na areia da praia ou na trilha pro Cristo Redentor, eu estou sempre me mexendo. Eu amo andar no meio do mato e tenho o Parque Nacional da Tijuca mapeado na minha cabeça, estou sempre nas trilhas pras cachoeiras. No mais eu sou muito caseiro e passo horas lendo meus livros e estudando minhas coisas no tempo que tenho livre.

 

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