Correio B

Em prol de ONG

Depois de batera do Jay Z, músicos trazem Anderson Nogueira para ''aulão'' na Capital

Ex-baterista do tradição, já gravou Rick Martin, Jorge Ben Jor, Jorge e Matheus e diversos artistas nacionais

Danielle Valentim

16/01/2016 - 15h22
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Depois do baterista Tony Royster Jr., músico da banda do rapper Jay Z, desembarcar em Campo Grande, para um workshop, agora é a vez de Anderson Nogueira, ex-baterista do Grupo Tradição e responsável por diversas gravações nacionais e internacionais, como a dupla Jorge e Matheus, Ricky Martin, Jorge Ben Jor e muitos outros. O evento acontecerá no dia 26 de janeiro, na Associação Lar do Pequeno Assis (ALPA) e todo o dinheiro arrecadado nos ingressos será revertido para a entidade não governamental.

Com o tema "Os principais Ritmos Sertanejos", Anderson Nogueira irá apresentar cinco ou mais sucessos gravados e em seguida discutirá com os participantes, as linguagens e timbre afinação, mercado de trabalho, análise e integração para assumir projetos, valorização no mercado de trabalho e grooves mais utilizados no sertanejo. 

Com duração de 90 minutos, o evento é direcionado a todos os tipos de músicos. Os ingressos já estão sendo vendidos no valor de R$ 20 e todo o dinheiro arrecadado será doado para a instituição. É importante ressaltar, que o baterista abriu mão do valor de seu cachê.

De acordo com a organização MS Drum, o objetivo do evento, além de beneficiar a ONG Alpa, é o de difundir a cultura musical no Estado e de consolidar a cidade com um centro musical. 

Em novembro de 2015, a organização do MS Drum e Jam Session uniram mais de 100 bateristas de Campo Grande e regiões próximas, para trazerem o músico Tony Royster Jr. O workshop coincidiu com a passagem do músico pelo Brasil, que também se apresentou em outras 12 cidades do País.

ANDERSON NOGUEIRA

Também conhecido como "Boi", o baterista, nascido e criado em Campo Grande, se apaixonou pela vaneira desde a primeira "tocada". O ritmo é uma vertente Habanera Cubana, que deu origem aos ritmos mais importantes no Brasil e no mundo.

Durante 12 anos de muito trabalho e experiência no Grupo Tradição, Anderson participou dos principais programas da Televisão Brasileira, viajou em turnês pelos Estados Unidos, ganhou Disco de Ouro e medalha do Grammy Latino. Dono de uma carreira marcada por músicas dançantes e contagiantes, Anderson conquistou admiração e respeito.

O desempenho do baterista, resultou em gravações com diversos artistasa nacionais e internacionais como: Ricky Martin, Cristiano Araújo, Bruninho e Davi, Michel Teló, Luan Santana, Lucas Lucco, Dulce Maria, Jorge e Matheus, Thaeme e Thiago, João Bosco e Vinicius, Pedro Henrique e Fernando, Kleo Dibah e Rafael, Janaynna, Lu e Robertinho, Fred e Gustavo, Maria Cecília e Rodolfo, Luiz Henrique e Fernando, Edson e Hudson, Carla Cristina, Zeca Pagodinho e Jorge Ben Jor.

ONG ALPA

A Associação Lar do Pequeno Assis (ALPA) é administrada pela Comunidade de Vida e Aliança Irmãos de Assis e tem por finalidade principal planejar, promover, coordenar e exercer atividades de assistência social, promoção cultural e humana. Atualmente atende 150 crianças e adolescentes entre 04 a 15 anos de idade em contra turno escolar do Bairro Tiradentes e é mantida por meio de doações, colaborações e promoções.

As despesas somam uma média de R$ 33 mil mensais, sem contabilizar as despesas com alimentação, material de limpeza e outros serviços que em maior parte, são disponibilizados em doações.  Em 2015, foi contemplada com o co-financiamento da Prefeitura no valor de R$ 2.750,00 por mês o que não é suficiente para pagar a conta de luz e água juntas. 

Saúde Correio B+

Especialista fala sobre os cuidados que mães atípicas precisam ter com a própria saúde

Psiquiatra infantil destaca que, para atender melhor às necessidades dos filhos, essas mães também precisam olhar para o próprio bem-estar

04/04/2026 16h30

Especialista fala sobre os cuidados que mães atípicas precisam ter com a própria saúde

Especialista fala sobre os cuidados que mães atípicas precisam ter com a própria saúde Foto: Divulgação

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Felizmente, o conhecimento sobre o autismo e outras condições do neurodesenvolvimento está cada vez mais disseminado na sociedade. Hoje, especialmente quando se trata de crianças neurodivergentes, ambientes como as escolas se preparam melhor para atender suas necessidades e promover inclusão.

Apesar desses avanços, a realidade das chamadas mães atípicas, termo utilizado para definir mulheres que cuidam de filhos com condições como autismo ou outras neurodivergências, ainda é pouco discutida, especialmente no que diz respeito à sobrecarga física e emocional enfrentada no dia a dia.

Grande parte das discussões públicas costuma se concentrar nas estratégias de cuidado e inclusão das pessoas neurodivergentes. No entanto, quando o tema envolve quem acompanha esse processo desde a infância, muitas vezes falta espaço para refletir sobre os desafios enfrentados por essas mães.

Sobre a saúde da mãe atípica

De acordo com Luana Gomez, psiquiatra infantil do Hospital HSANP, muitas mães atípicas vivem em um estado constante de vigilância para atender às necessidades dos filhos, o que pode desencadear problemas como ansiedade, depressão e exaustão física e mental, especialmente quando não há uma rede de apoio estruturada.

“Uma mãe atípica precisa estar constantemente atenta às necessidades do filho, o que pode gerar um nível elevado de estresse. Em alguns casos, simples notificações no celular ou ligações acabam se tornando gatilhos para episódios de ansiedade, mesmo em momentos que deveriam ser de descanso, algo que já é escasso na rotina dessas mães”, explica.

A participação ativa da mãe é fundamental para o desenvolvimento da criança, especialmente no manejo de comportamentos desafiadores e no estímulo à autonomia, independência e funcionalidade. Esses aspectos são importantes para que, no futuro, a pessoa tenha mais facilidade de se integrar em diferentes ambientes, como o escolar e o profissional.

Ao mesmo tempo, é essencial que essas mulheres também busquem cuidado para si mesmas. Quando a rotina se torna totalmente centrada nas demandas do filho, o desgaste emocional pode afetar não apenas a saúde da mãe, mas também a qualidade do cuidado oferecido à criança.

Rede de apoio

“Ninguém prepara uma mulher para ter um filho neurodivergente. Por isso, quando uma mãe se sente cansada ou estressada, isso não significa que ela ama menos o filho, mas sim que muitas vezes não há espaço para o autocuidado e, em muitos casos, existe uma ausência completa de rede de apoio”, acrescenta a especialista.

Essa rede de apoio pode ser formada por familiares, amigos, outras mães atípicas e, principalmente, por profissionais de saúde que acompanhem tanto o desenvolvimento da criança quanto o bem-estar emocional da mãe.

“Para que a criança neurodivergente tenha a melhor qualidade de vida possível, especialmente nas fases mais importantes do desenvolvimento, é fundamental que a saúde emocional de quem cuida dela também esteja preservada. Esse cuidado não é sobre mudar quem essas mães são ou exigir que sejam ainda mais fortes, mas sobre ajudá-las a recuperar aspectos da própria vida que muitas vezes precisaram deixar de lado diante de uma rotina tão exigente”, finaliza Luana Gomez.

Pet Correio B+

Páscoa: chocolate está entre os principais riscos à saúde de cães e gatos

Veterinário alerta sobre alimentos típicos da data que podem intoxicar os pets

04/04/2026 15h00

Páscoa: chocolate está entre os principais riscos à saúde de cães e gatos

Páscoa: chocolate está entre os principais riscos à saúde de cães e gatos Foto: Divulgação

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Com a chegada da Páscoa, cresce também a preocupação com a alimentação dos animais de estimação. Tradicional na celebração, o chocolate, presente no formato de ovos, bombons, barras e em sobremesas, está entre os alimentos que nunca devem ser oferecidos a cães e gatos, por representar sérios riscos à sua saúde.

Apesar de muitas pessoas associarem o perigo ao açúcar, o principal vilão é a teobromina, uma substância encontrada no cacau. Segundo Gustavo Quirino, médico-veterinário que atua na capacitação técnica da Adimax, fabricante de alimentos para cães e gatos, o organismo dos pets não é capaz de metabolizá-la de forma eficiente.

“A teobromina tem efeito estimulante, semelhante ao da cafeína, mas cães e gatos são muito mais sensíveis a ela. Por isso, mesmo pequenas quantidades podem causar alterações importantes no organismo”, explica.

Quirino destaca ainda que chocolates com maior teor de cacau, considerados mais saudáveis para os seres humanos, são justamente os mais perigosos para os animais. “Quanto mais cacau, maior a concentração de teobromina e, consequentemente, maior o risco de intoxicação”, completa.

Os sinais clínicos variam de acordo com a quantidade ingerida. Em casos leves, podem ocorrer vômito e diarreia. Já em situações mais graves, o animal pode apresentar alterações cardíacas, convulsões e até risco de morte.

Para quem deseja incluir o pet nas comemorações, a recomendação é optar por produtos desenvolvidos especialmente para eles.

O mercado pet oferece uma variedade de opções seguras, como biscoitos, bifinhos e alimentos úmidos, além de petiscos funcionais, que associam sabor a benefícios para a saúde. Há ainda itens temáticos, inspirados no formato de ovos de Páscoa, mas elaborados sem chocolate e adequados ao consumo animal.

Ainda assim, a moderação é essencial. “Mesmo os petiscos apropriados devem ser oferecidos conforme a recomendação do fabricante, respeitando a quantidade diária indicada”, orienta Quirino.

Além do chocolate, outros alimentos comuns em celebrações familiares nesta época também exigem atenção.

“Carnes gordurosas, bacalhau, castanhas, uvas frescas e passas, sementes de frutas, podem causar diferentes problemas de saúde nos pets. Ossos também representam risco, podendo provocar engasgos ou até perfurações no trato digestivo. Já ingredientes como cebola e alho, presentes em grande parte das receitas, podem provocar a destruição das células vermelhas do sangue, podendo causar quadros de anemia”, alerta o veterinário.

Caso o animal ingira algum alimento inadequado ou apresente sinais de mal-estar, a orientação é buscar atendimento veterinário imediatamente.

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