Domingo, 24 de Setembro de 2017

Migração

Presidente estadual do PDT aguarda filiação dos ex-petistas

PDT seria o partido mais alinhado com princípios, avalia Dagoberto Nogueira

16 SET 2017Por Tavane Ferraresi15h:45

O PDT de Mato Grosso do Sul deverá conquistar a maior parte dos 390 militantes e lideranças petistas. Em Campo Grande e no interior, centenas de pessoas deixaram  o PT por não concordarem com as medidas adotadas pelo atual presidente regional, o deputado federal José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT.

As conversas com grupos do ex-deputado federal Antônio Carlos Biffi e da ex-vereadora Thais Helena estão avançadas, segundo o deputado federal e presidente estadual do PDT, Dagoberto Nogueira. 
“Os princípios são parecidos, o PDT é um partido de esquerda que está mais próximo das bandeiras defendidas e não cumpridas pelo PT. Então, é natural que aqueles que não se sentem mais confortáveis procurem por legendas que realmente atuem com base nos seus ideias. O PDT está limpinho”, declarou Dagoberto em referência aos líderes petistas envolvidos em escândalos de corrupção.

Além da filiação de vários ex-petistas, Dagoberto também está no aguardo da resposta do juiz federal Odilon de Oliveira para integrar o partido e, de quebra, aceitar o convite para concorrer ao cargo de governador nas eleições do ano que vem. 

“O partido gostaria muito que ele (Odilon) fosse nosso candidato ao Governo. Nós estamos esperando a resposta positiva dele e, também, a do Ricardo Ayache (presidente da Cassems - Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul) para ser nosso senador”, afirmou Dagoberto.

Apesar de estar no PSB, Ayache tem sido sondando pelo PDT para concorrer à uma das duas vagas ao Senado. Ele ainda não confirma a candidatura e nem a saída do PSB. “Nós estamos conversando muito com ele. A vinda dos dois (Odilon e Ayache), bem como daqueles que deixaram o PT é muito bem-vinda”, destacou o parlamentar.

LIDERANÇAS DO PT
Thais Helena deixou o PT, mas não tem planos para se filiar em outro partido. Ela afirmou que vai esperar a reforma política e eventuais mudanças que possam ocorrer para decidir o futuro partidário. “Mas continuarei lutando pelas causas sociais”, afirmou.

Já Antônio Biffi pode estar de malas prontas para o PDT. Ele não confirmou o novo rumo, porém as conversas de bastidores dão conta que o estejam adiantadas as conversas dele com os dirigentes do PDT. 
 

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