Política

Depois de 87 dias

Delcídio deixa prisão e tem de devolver passaporte em 48h

Decisão para soltar o senador saiu ontem à tarde depois de 87 dias de prisão

G1

20/02/2016 - 07h46
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O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) deixou na noite desta sexta-feira (19) prisão no Batalhão de Trânsito da Polícia Militar do Distrito Federal (BPTrans), onde estava preso desde 18 de dezembro. Ao todo, Delcídio cumpriu 87 dias de prisão preventiva.

O parlamentar foi preso após pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) e autorização concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por suspeita de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. Em novembro, ele foi gravado oferecendo fuga para que ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró não fechasse acordo de delação premiada (veja detalhes ao final desta reportagem).

Nesta sexta, mais cedo, o ministro Teori Zavascki, do STF revogou a prisão preventiva do senador. Relator dos processos da Operação Lava Jato no STF, Teori determinou recolhimento domiciliar de Delcídio no período noturno e dias de folga, enquanto no pleno exercício do mandato de senador. Assim, Delcídio poderá comparecer normalmente às sessões do Senado.

Caso seja afastado ou cassado do mandato, Delcídio deverá ficar em recolhimento domiciliar integral até nova demonstração de ocupação lícita. O petista também deverá comparecer a cada 15 dias perante a Justiça, bem como a todos os atos do processo, caso requisitado.

Ele também está proibido de deixar o país – o passaporte do petista deverá ser entregue em até 48 horas.

Na decisão favorável ao senador, Teori Zavascki considerou ser “inquestionável” que o “quadro fático é bem distinto” daquele que possibilitou a prisão.

“Os atos de investigação em relação aos quais o senador poderia interferir, especialmente a delação premiada de Nestor Cerveró, já foram efetivados. E o Ministério Público já ofereceu denúncia contra o agravante. Assim, conforme reconhece expressamente a manifestação do Ministério Público, a medida extrema já não se faz indispensável, podendo ser eficazmente substituída por outras medidas alternativas”, escreveu o ministro em seu despacho.

Em nota, o advogado de Delcídio, Mauricio Silva Leite, afirmou que a decisão garante a Delcídio a possibilidade de exercer seu direito de defesa com maior amplitude. “A decisão respeita, principalmente, a presunção da inocência, prevista na Constituição Federal”, afirmou.

O senador deverá assinar um termo de compromisso e caso descumpra as exigências, poderá voltar para a cadeia. Caso Delcídio venha a perder o mandato, não haverá necessidade de uso de tornozeleira eletrônica, como pediu a PGR. Para Zavascki, não há risco concreto para justificar a medida. A decisão do ministro não impede que Delcídio tenha contato com os demais parlamentares investigados, nao contrário do que havia solicitado o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

em campo grande

"Cada um responde pelos seus atos", diz Caiado sobre polêmica entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro

Pré-candidato a Presidência cumpre agenda em Campo Grande e disse não acreditar que a situação pode alavancar sua candidatura entre a direita

15/05/2026 18h16

Pré-candidato à presidência, Ronaldo Caiado cumpriu agenda em Campo Grande

Pré-candidato à presidência, Ronaldo Caiado cumpriu agenda em Campo Grande Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, participou de evento do partido em Campo Grande, nesta sexta-feira (15) e evitou se posicionar em relação a polêmica envolvendo o também pré-candidato, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, afirmando que "cada um responde pelos seus atos".

Questionado se acredita que a divulgação das conversas entre Flávio e Vorcaro, onde o banqueiro teria pago cerca de R$ 61 milhões para financiar o filme "Dark Horse", sobre a vida de Jair Bolsonaro, podem dividir os votos da direita e beneficiar sua candidatura, Caiado disse que não.

"A minha candidatura é posta com as credenciais que eu tenho. O que vai se definir numa eleição não é em decorrência de um problema com um candidato, é o debate de conteúdo. Quando nós formos para o debate na eleição, ele será o momento de comparativo entre cada um dos candidatos", disse.

Se as mensagens divulgadas por respingar em sua candidatura, por também ser de direita, Caiado afirmou que "isso não existe" e voltou a dizer que cada um responde pelos seus atos, ressaltando que tem 40 anos de vida pública e nunca se envolveu em escândalos.

"Se você tem hoje problemas no Supremo, problemas no Congresso, problemas na Câmara, problemas no Senado, cada um responde pelos seus atos. Eu, Ronaldo Caiado, respondo pelos meus", disse.

"Não cabe ao candidato Ronaldo Caiado ficar fazendo juízo de valor sobre o comportamento de cada uma das pessoas. Eu vim aqui para um outro debate, eu vim aqui para um debate que realmente cabe discutir a importância do Mato Grosso do Sul. Agora, este assunto que realmente está sendo hoje informado à população [do banco Master], cabe à pessoa que está envolvida a fazer a sua explicação, não cabe a mim, como pré-candidato, estar explicando", acrescentou.

Por fim, o pré-candidato disse que cabe à Justiça apurar os fatos e os envolvidos no caso do Banco Master.

Ainda na agenda, Caiado criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dizendo que o caso do Banco Master atingiu a proporção atual "porque não tem presidente" e "não tem freios diante de um processo de corrupção" no Brasil.

Agenda na Capital

Em Campo Grande, Caiado participou de uma coletiva de imprensa, seguida por um encontrocom lideranças religiosas em um hotel no centro da Capital.

Durante a noite, ele ainda participa de um evento com o tema: "Diálogo sobre o desenvolvimento do Brasil: O fortalecimento do setor produtivo e os desafios do cenário político e econômico nacional", no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems).

Política

Michelle reforça escolha de Bolsonaro por Pollon ao Senado e amplia tensão pela vaga

Disputa pela pré-candidatura está entre Pollon e o ex-deputado estadual Capitão Contar

15/05/2026 18h00

Michelle reafirmou que Pollon é o escolhido de Bolsonaro para disputar o Senado em MS

Michelle reafirmou que Pollon é o escolhido de Bolsonaro para disputar o Senado em MS Foto: Divulgação

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a afirmar, nesta sexta-feira (15), que o deputado federal Marcos Pollon (PL) é a escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro como pré-candidato ao Senado em Mato Grosso do Sul. A declaração foi feita nas redes sociais e amplia a tensão na escolha pelo candidato para a segunda vaga do PL ao Senado.

Na publicação, feita nos stories do Instagram, Michelle divulgou uma pesquisa de intenção de votos que mostra Pollon em primeiro lugar na disputa ao Senado, com 41% dos votos. Junto da imagem, a ex-primeira dama escreveu: "Pollon. O candidato do meu galego".

Anteriormente, em 28 de fevereiro, Michelle já havia divulgado uma carta escrita de próprio punho por Bolsonaro, onde o ex-presidente afirmava que Pollon era seu candidato ao Senado por MS.

"Adianto que por Mato Grosso do Sul pelo seu caráter, honra e dedicação enquanto deputado federal, o meu candidato será Marcos Pollon", dizia a carta. Na postagem, Michelle também reforçou: "O Deputado Marcos Pollon é o nosso candidato ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul".

Indefinição

Apesar do apoio do ex-presidente, o nome de Pollon não é unanimidade no partido e a segunda vaga ainda não foi decidida, havendo certa tensão na disputa, já que Pollon afirma ter direito a vaga pelo partido, enquanto o pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), diz que haverá uma pesquisa para definição do nome, que está entre o ex-deputado estadual Capitão Contar e Pollon.

No mês passado, em sua primeira visita a Campo Grande como pré-candidato, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou que, até o momento, o ex-governador Reinaldo Azambuja é o único pré-candidato ao Senado pelo PL que tem um lugar assegurado na chapa para disputar as eleições de outubro.

Flávio Bolsonaro disse que o nome de quem será o pré-candidato será decidido após pesquisas e minimizou a carta escrita pelo pai, afirmando que ele não sabia do acordo que haveria uma pesquisa.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em entrevista concedida ontem para um programa de rádio de Campo Grande no início desta semana, Pollon afirmou que a segunda vaga lhe pertence, citando a indicação de Bolsonaro na carta.

Ao ser questionado se a referida carta lhe dava o direito à vaga sem a necessidade de disputa com os demais integrantes do partido, Pollon foi categórico: “Eu tenho certeza absoluta, porque não existe direita sem o Bolsonaro”.

O pré-candidato ainda completou que, “no Brasil, a gente pode até dizer que não existe direita, só existe o Bolsonaro, então, é inconcebível, é impensável você imaginar qualquer movimento que se pretenda caminhar na direita que desautorize o presidente Bolsonaro”.

O deputado reforçou ainda que seria a "única pessoa do Brasil que tem uma indicação direta do presidente através de carta" e que não vê nenhuma possibilidade de não atenderem determinação do ex-presidente.

Sobre as pesquisas apontadas por Flávio como meio que irá definir o candidato, Pollon disse que não confia nos números. “Levantamentos frequentemente erram quando medem candidaturas ligadas à direita", afirmou.

Por outro lado, aliados do ex-deputado estadual Capitão Contar argumentam que as pesquisas eleitorais mostram o nome dele em posição mais competitiva.

O presidente estadual do partido, o ex-governador Reinaldo Azambuja, foi procurado para comentar as declarações de Pollon, mas não respondeu até o fechamento da edição.

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