Política

Recomendação

Prefeito terá de demitir esposa por nepotismo; 3º caso
em 1 mês no Estado

Ministério Pùblico Estadual quer que exoneração seja feita em no máximo 10 dias

ALINY MARY DIAS

24/10/2015 - 16h31
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Pela terceira vez em menos de um mês, mais um prefeito de Mato Grosso do Sul terá de exonerar a esposa, empregada na administração pública, por prática de nepotismo. A recomendação foi feita pelo Ministério Público Estadual (MPE) ao prefeito de Ladário, cidade distante 435 quilômetros da Capital, José Antônio Assad e Faria (PT).

A recomendação do promotor Luciano Bordignon Conte foi divulgada na edição de segunda-feira (26) do Diário Oficial do MPE que já está disponível na internet.

Conforme o documento, o prefeito tem o prazo de 10 dias para exonerar a esposa Gisele Maria Saab Assad, atualmente titular da Secretaria Especial de Políticas Públicas e Cidadania da cidade.

A nomeação de Gisele, conforme a investigação, representa nepotismo, situação que por sua vez representa improbidade administrativa.

O prefeito deve ser notificado da recomendação e precisa responder a promotoria, com cópias de documentos relativos à exoneração, para evitar adoção de medidas judicias.

OUTROS CASOS

No último dia 13 de outubro, Júlio Cesar de Souza (PDT), prefeito de Paranhos, cidade distante 477 quilômetros da Capital, foi alvo de investigação por empregar a esposa em secretaria da cidade.

De acordo com a apuração, a mulher do prefeito, Suzana Maria Martins de Oliveira, é a atual Secretária de Administração da cidade. Em junho passado, a imprensa da região de Paranhos noticiou a contratação de Suzana como secretária da cidade. Na época, até o holerite da primeira-dama, que indicava salário de R$ 4,5 mil, foi divulgado.

No fim do mês passado, outro prefeito, dessa vez Paulo Duarte (PT) de Corumbá, foi alvo de investigação pelo mesmo motivo. Paulo nomeou a esposa Maria Clara Mascarenhas Scardini como diretora-presidente da Fundação de Desenvolvimento Urbano e Patrimônio Histórico de Corumbá.

A situação, segundo o promotor Luciano Bordignon Conte, representa nepotismo e o prefeito da cidade pode responder por ato de improbidade administrativa.

Política

Lula ao Congresso em mensagem: País chegou ao fim de 2025 mais forte; PIB cresceu, dólar caiu

O texto foi lido pelo deputado federal Carlos Veras (PT-PE), 1º secretário da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, em solenidade de abertura dos trabalhos legislativos do ano de 2026, na tarde da segunda-feira, 2

02/02/2026 19h00

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou, em mensagem presidencial ao Congresso Nacional, que o Brasil chegou "mais forte do que nunca" ao fim de 2025, com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e a queda do dólar. O texto foi lido pelo deputado federal Carlos Veras (PT-PE), 1º secretário da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, em solenidade de abertura dos trabalhos legislativos do ano de 2026, na tarde da segunda-feira, 2.

Na ocasião, também compareceram o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

"O ano de 2025 foi marcado por grandes desafios, mas também por inúmeras conquistas. Um ano que começou sob ceticismo e projeções pessimistas, mas que chegou ao fim com avanços e recordes", diz a mensagem lida por Veras. "Aconteceu justamente o contrário: o Brasil chegou ao fim de 2025 mais forte do que nunca", continuou.

A mensagem prossegue: "O Produto Interno Bruto cresceu pelo terceiro ano consecutivo. O dólar teve, em 2025, a maior queda dos últimos nove anos. A Bolsa de Valores cresceu 34% em relação a 2024 e ultrapassou pela primeira vez a marca de 160 mil pontos "

Acordo Mercosul-UE

O governo do presidente Lula afirmou ainda, na mensagem presidencial ao Congresso Nacional, ter certeza que o Congresso não demorará para chancelar o acordo Mercosul-UE. "Tenho certeza de que o Congresso Nacional não medirá esforços para, no menor prazo possível, internalizar esse acordo. O acordo Mercosul-União Europeia abre um novo ciclo de oportunidades para as empresas brasileiras, fortalece a competitividade do Brasil, amplia as exportações e atrai investimentos de forma sustentável", disse.

Escala 6x1

O governo do presidente Lula afirmou também, em mensagem presidencial ao Congresso Nacional, que o seu próximo desafio é a redução da jornada de trabalho.

"Este Parlamento demonstrou estar atento aos reais interesses do Brasil e do povo brasileiro. Nosso próximo desafio é o fim da escala seis por um de trabalho, sem redução de salários. O tempo é um dos bens mais preciosos para o ser humano", diz a mensagem

O governo acrescenta: "Não é justo que uma pessoa trabalhe duro toda semana e tenha apenas um dia para descansar o corpo e a mente e curtir com a família."

Regulação do trabalho por aplicativos

O governo do presidente Lula ainda afirmou, em mensagem presidencial ao Congresso Nacional, esperar que a Casa priorize a aprovação de leis que envolvam a sociedade em 2026. Disse também que a regulação do trabalho por aplicativos é "urgente desafio" para o ano.

"Dentre os desafios nacionais inerentes ao Executivo e ao Legislativo para 2026, destaco ainda a urgente necessidade de regulação do trabalho por aplicativos, uma demanda importante das novas categorias profissionais, que não podem ter sua mão de obra precarizada e dependem de defesa institucional do Estado brasileiro para mediar melhores condições de trabalho", disse.

A mensagem também diz que é importante haver uma parceria entre o Executivo e o Legislativo por mais medidas para o Brasil. Essa união poderia materializar medidas estruturantes para o país. "Esperamos que essa união possa materializar não apenas ações de repressão à violência, mas também iniciativas estruturantes, de acesso a políticas públicas, educação para a proteção às meninas e mulheres, entre outras frentes de trabalho", completou.

Eleições 2026

Pollon confirma planos de se candidatar ao Senado e diz ter "mais coragem que juízo"

Deputado federal articula voto casado com Capitão Contar e pode atrapalhar planos da direita tradicional

02/02/2026 17h17

Marcos Pollon e seu maior aliado na política, Eduardo Bolsonaro

Marcos Pollon e seu maior aliado na política, Eduardo Bolsonaro Arquivo

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O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) confirmou neste fim de semana que estuda concorrer ao Senado por Mato Grosso do Sul. A declaração de Pollon ocorre dias depois de o Correio do Estado ter antecipado que Marcos Pollon e o Capitão Renan Contar (PL-MS) teriam uma articulação informal para pregar para o público bolsonarista o “voto casado” para os dois candidatos ao Senado. 

Apesar de ainda se declarar pré-candidato ao governo do Estado, Pollon foi claro sobre os pedidos que vem recebendo da Família Bolsonaro para que concorra ao Senado e disse que ele tem um dos requisitos do grupo, que é “ter mais coragem do que juízo”.

“Conversei bastante com Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, e ainda preciso conversar com o Flávio. Há um apelo forte para que eu venha ao Senado. Hoje, o Senado carece de pessoas que tenham mais coragem do que juízo, e esse é um perfil que eu tenho. Não me acovardei até agora e, no Senado, não será diferente”, afirmou o deputado federal em entrevista à Rádio Auriverde, que tem sido o principal meio de propagação dos ideias bolsonaristas.

O plano informal de Pollon e Contar também conta com o apoio do deputado federal Marcel Van Haten, do Novo do Rio Grande do Sul. O Novo tem tudo para ser o partido de destino de Pollon na janela partidária do mês de março, uma vez que Pollon tem encontrado pouco espaço no PL depois da chegada do ex-governador Reinaldo Azambuja, que também é pré-candidato ao Senado. 

A estratégia de Pollon pode criar dificuldade para os planos de Azambuja e Nelsinho Trad (PSD), que buscam o segundo voto bolsonarista nas eleições, para ter uma campanha mais previsível em termos de chance de vitória. No campo da direita mais radical, o voto casado Pollon-Contar atrapalha as pretensões dos candidatos da direita tradicional. 

 

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