Quarta, 22 de Novembro de 2017

CPI

JBS envia mais uma carta confessando irregularidades em benefícios fiscais

A confissão de hoje é referente aos frigoríficos de Nova Andradina e Naviraí

12 SET 2017Por IZABELA JORNADA18h:48

No início do mês de junho, deputados estaduais criaram Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades fiscais no Estado. Com quase três meses de atividades, parlamentares já obtiveram quatro cartas de confissões referente a essas irregularidades praticadas pelo frigorífico JBS. 

Hoje o advogado da empresa, José Vanderley Bezerra, enviou mais uma carta de confissão à Assembleia Legislativa de que a JBS não cumpriu com as obrigações firmadas com Estado no que se refere aos frigoríficos de Nova Andradina e Naviraí. Na semana passada, a empresa confessou as irregularidades praticadas na planta do município de Anastácio. 

As unidades de Cassilândia e as duas plantas de Campo Grande também cometeram irregulares e parlamentares continuam reunindo as provas para pedir o ressarcimento dos valores. 

Devido ao envio da confissão de culpa da JBS, nesta quarta-feira (13), parlamentares reunirão-se, às 15h30, no Plenarinho do Legislativo, para avaliar o trabalho desenvolvido até agora.

CPMI NACIONAL

O deputado federal Carlos Marun já enfrentou resistência na primeira reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS. O senador Otto Alencar (PSDB-BA), que faz parte da base aliada, acusou Marun de ser “chapa branca” e se retirou da reunião.

Considerado um dos principais integrantes da “tropa de choque” do presidente Michel Temer (PMDB) no Congresso, parlamentares não aceitam Marun como relator, pois acreditam que o parlamentar vai usar a CPMI para atacar os delatores da JBS e o procurador-geral Rodrigo Janot, já que Temer é o principal alvo da delação.

“Essa CPI é chapa branca para fazer o que o Palácio do Planalto quer. Estou envergonhado pelo senhor ter ido ao Palácio e ter indicado o maior representante do governo aqui”, afirmou Alencar ao presidente da comissão, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), que se encontrou com Temer no fim de semana no Palácio do Jaburu. O senador tucano, no entanto, negou que o assunto tratado tenha sido a CPI.

Além de Alencar, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) também deixou a comissão mais cedo por causa da escolha de Marun. “Esta comissão não pode ser ajuste de contas. Isto deforma o sentido da investigação”, disse Ferraço, justificando sua a saída.

Na reunião de hoje, a CPMI convocou os delatores da JBS, além do ex-procurador Marcello Miller, suspeito de ter orientado o acordo de delação enquanto ainda atuava na Procuradoria-Geral da República.

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