Política

Aposentadoria servidor

Grupo de governadores discute inclusão de servidores na reforma previdenciária

Marconi Perillo, presidente do Brasil Central, quer manter policiais em novo regime

DA REDAÇÃO, COM FOLHAPRESS

09/04/2017 - 15h10
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O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), articula nos bastidores com chefes dos Executivos do Centro-Oeste, Norte e Nordeste uma pauta para apresentarem ao presidente Michel Temer relacionada à previdência.

Semana passada, o bloco Brasil Central (Centro-Oeste mais Maranhão e Rondônia) definiu que vai tentar agendar reunião em conjunto com Temer.

A ideia é que os servidores dos Estados sejam incluídos o quanto antes nas mudanças da Previdência. Caso prevaleça uma diferenciação entre as reformas dos Estados e da União, a proposta é de que os governadores adotem regras iguais às aprovadas no âmbito federal e de maneira coordenada, tão logo o governo aprove as novas regras no Congresso.

Preocupa os governadores, no entanto, a ausência de policiais e bombeiros no atual texto em discussão. O governo federal já disse que militares não serão alvo desta reforma.

Em Goiás, essas carreiras representam metade da folha de pagamentos de aposentadorias e por isso a liderança na articulação por parte de Perillo.

"Não dá pra gente pagar pagar R$ 30 mil, R$ 40 mil para quem se aposenta com 48 anos no serviço público", disse Perillo. "Hoje temos mais pessoas na inatividade recebendo altos salários do que trabalhando, é injusto".

Mato Grosso do Sul faz parte do bloco, mas a situação do Estado não foi detalhada na reunião e o governo estadual não divulgou estatística ainda.

ESTRUTURA

Esse bloco foi criado em 2015 e reúne cerca de 20 milhões de habitantes (9,16% da população nacional) e representa 25% do território brasileiro.

O atual presidente do consórcio é Marconi Perillo e as duas últimas reuniões realizadas foram em fevereiro (dia 3), em Goiânia, e nos dias 7 e 8 deste mês, em Cuiabá (MT).

ELEIÇÕES 2026

Disputa entre Pollon e Contar para o Senado racha o PL em MS

Parlamentar acredita que articulação da ex-primeira-dama Michelle com o ex-presidente Bolsonaro possa reverter decisão

03/07/2026 08h00

Michelle Bolsonaro, Marcos Pollon, Valdemar Costa Neto e Capitão Contar são pivôs de nova crise

Michelle Bolsonaro, Marcos Pollon, Valdemar Costa Neto e Capitão Contar são pivôs de nova crise montagem

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A definição do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) como o segundo pré-candidato do PL ao Senado por Mato Grosso do Sul está longe de encerrar a disputa interna na legenda.

O Correio do Estado apurou que o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) não reconheceu a decisão da executiva nacional e aposta em uma articulação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com o ex-presidente Jair Bolsonaro para tentar reverter a escolha.

A reportagem obteve a informação de que Pollon disse a interlocutores próximos acreditar que Michelle poderá convencer Bolsonaro a intervir para anular a decisão anunciada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, na noite de quarta-feira, em Brasília (DF).

Segundo relatos, o parlamentar também avalia que o ex-presidente não pretende repetir o que considera um equívoco cometido nas eleições municipais de 2024, quando apoiou a candidatura do deputado federal Beto Pereira à Prefeitura de Campo Grande e acabou sendo derrotado.

Ainda conforme apurado, Pollon pretende solicitar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para se reunir pessoalmente com Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília, na tentativa de reforçar sua permanência na disputa pela segunda vaga ao Senado.

Na prática, a resistência do deputado federal reproduz em Mato Grosso do Sul o racha que hoje divide a direção nacional do PL.

O impasse ganhou força após Michelle Bolsonaro demonstrar insatisfação com decisões tomadas pela cúpula da legenda, incluindo a indicação de apoio do partido ao ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará, anunciada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.

Procurado pela reportagem, Marcos Pollon afirmou que vai se manifestar “no momento oportuno”. Na quarta-feira, Valdemar Costa Neto confirmou oficialmente Capitão Contar como o segundo pré-candidato do PL ao Senado em Mato Grosso do Sul.

O anúncio foi feito em Brasília durante reunião que contou com a presença de lideranças nacionais da legenda, entre elas os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Luciano Zucco (PL-RS).

Em vídeo divulgado após o encontro, Valdemar afirmou que Capitão Contar terá o respaldo integral da direção nacional. “Vai ter o nosso apoio, tem o apoio de todo o partido”, declarou.

Por sua vez, Capitão Contar comemorou a definição e afirmou que o foco passa a ser a organização da pré-campanha. “Os próximos passos incluem o lançamento oficial da pré-candidatura e, posteriormente, a convenção partidária que homologará a chapa”, disse.

Presidente estadual do PL, o ex-governador Reinaldo Azambuja disse que a escolha respeitou o acordo firmado anteriormente pela executiva nacional, conforme o qual o segundo nome da chapa seria definido com base em pesquisas de intenção de voto.

Para subsidiar a decisão, o diretório estadual contratou o instituto Quaest, enquanto a direção nacional encomendou levantamento ao Paraná Pesquisas.

Conforme apurado pela reportagem, os dois levantamentos apontaram desempenho superior de Capitão Contar em relação a Pollon, repetindo o cenário já identificado pela pesquisa Instituto de Pesquisa Resultado (IPR)/Correio do Estado.

Com isso, a executiva nacional manteve o critério previamente estabelecido e oficializou o Capitão como companheiro de chapa de Azambuja na disputa pelas duas vagas ao Senado.

Brasil

STF e PF avançam em investigações sobre possíveis irregularidades do filme 'Dark Horse'

O parecer do Ministério Público Federal é o que embasa a decisão do STF sobre se há elementos para abrir um inquérito ou se o caso deve ser arquivado

02/07/2026 22h00

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF)

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF) Divulgação/ Agência Brasil

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Dois processos envolvendo o financiamento do filme "Dark Horse", sobre a carreira política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tiveram desdobramentos nos últimos dias.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça pediu nesta terça-feira, 30, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre notícia-crime que aponta que recursos destinados à produção podem ter sido usados para financiar a permanência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.

O parecer do Ministério Público Federal é o que embasa a decisão do STF sobre se há elementos para abrir um inquérito ou se o caso deve ser arquivado.

Em outra frente, a Polícia Federal (PF) abriu inquérito para apurar se houve direcionamento de emendas parlamentares para entidades ligadas à produção do filme. Este processo está sob a relatoria do ministro Flávio Dino no Supremo

Em maio, o Intercept Brasil publicou gravações nas quais o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicita recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para custear "Dark Horse". Parte do valor de R$ 134 milhões negociado entre a família Bolsonaro e o banqueiro foi transferida para um fundo sediado no Texas, onde Eduardo mora, e do qual o advogado Paulo Calixto, ligado ao ex-deputado, é um dos controladores.

A notícia-crime que pede apuração sobre a suposta relação de Flávio com Vorcaro e a estadia de Eduardo Bolsonaro nos EUA apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).

Inicialmente, a ação foi distribuída ao ministro Alexandre de Moraes porque Lindbergh pediu a ampliação do escopo do inquérito que investiga atuação de Eduardo contra autoridades brasileiras, do qual Moraes é relator, para incluir também a conduta de Flávio.

Após parecer da PGR, o presidente do STF Edson Fachin decidiu redistribuí-la a Mendonça devido aos fatos narrados guardarem maior relação com a investigação sobre as fraudes do Master, da qual Mendonça já é relator.

Já o caso relatado por Flávio Dino apura o envio de R$ 2 milhões em emendas parlamentares, por Mário Frias, a uma ONG de Karina Ferreira da Gama, dona da produtora do filme de Bolsonaro. A justificativa das emendas aponta o financiamento de dois projetos sociais.

A investigação foi aberta após pedido da deputada Tabata Amaral (PSB-SP). O gabinete da parlamentar apontou ligação entre empresas de Karina e suspeitas de que as emendas poderiam estar beneficiando ao filme sobre Bolsonaro. O ministro impôs grau 3 de sigilo às investigações, que permite que apenas ele e as partes tenham acesso ao conteúdo.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, 1º, o diretor geral da PF Andrei Passos Rodrigues disse que inquérito para apurar os fatos foi aberto na última sexta-feira, 26, após autorização do STF.

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