Terça, 17 de Outubro de 2017

investigações

Governistas têm pressa na CPI para
salvar Azambuja antes das eleições

Todos os virtuais concorrentes do governador também foram abatidos por delações

19 JUN 2017Por DA REDAÇÃO04h:00

De olho em 2018, a Assembleia Legislativa tem pressa na investigação do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

Como todas as principais lideranças políticas de Mato Grosso do Sul, potenciais pré-candidatos a governador foram abatidos com a denúncia de envolvimento em esquema de propinas da JBS, da Odebrecht, da Lama Asfáltica, da Lava Jato, de curtumes e outros frigoríficos, não sobrando quase ninguém para sucessão estadual. 

Azambuja foi acusado por Wesley Batista, dono da JBS, em conversa com procuradores da República da força-tarefa da Lava Jato, de cobrar R$ 10 milhões de propina em troca de incentivos fiscais. O governador negou com veemência a acusação e disse ser vítima de retaliação por não renovar acordos com a JBS.

Como considera grave e, ao mesmo tempo frágil a acusação por falta de provas, o governador espera conclusão até o fim do ano do relatório das investigações da CPI. 

Isto porque os seus virtuais adversários também ficaram fragilizados. É o caso do ex-governador André Puccinelli (PMDB) que “jogou a toalha” depois de ser levado pela Polícia Federal para dar explicações sobre indícios de seu envolvimento em corrupção. Com todo esse problema policial e jurídico, André comentou estar fora da sucessão estadual.

A principal estrela petista, ex-governador e deputado federal José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT, também virou alvo da força-tarefa da Lava Jato com as delações do dono da JBS, Wesley Batista, e do então executivo da empresa, Ricardo Saud.

*Leia reportagem, de Adilson Trindade, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

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