Quinta, 23 de Novembro de 2017

efetivo

Falta de delegados afeta andamento
de inquéritos no STF, diz Segóvia

14 NOV 2017Por FOLHAPRESS21h:00

O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, disse nesta terça-feira (14) que a falta de delegados tem afetado o andamento de investigações de corrupção no STF (Supremo Tribunal Federal).

A corte é a responsável por inquéritos que apuram suspeitas de crimes praticados por ministros do governo, deputados federais, senadores e outras autoridades com prerrogativa de foro.

Recém-nomeado para substituir Leandro Daiello no cargo, Segóvia afirmou que, em conjunto com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, estão sendo estudadas alternativas para ampliar a quantidade policiais voltados para os casos em curso não só no Supremo, mas no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e aqueles relacionados ao desvio de recursos públicos em outras instâncias do Judiciário.

"Foi detectado que uma falta de contingente da PF tem deixado a velocidade de produção um pouco menor do que talvez fosse o necessário. Tanto que já houve até uma reclamação de ministros do Supremo de que algumas investigações da PF estavam paradas", disse.

As declarações foram dadas à imprensa após reunião, na sede da PF, com procuradores da República da força-tarefa da Operação Greenfield. Os representantes do MPF (Ministério Público Federal) foram a Segóvia pedir reforços nas equipes da investigação, que mira esquemas de desvio de recursos de fundos de pensão.

Segóvia não informou como ampliará o número de delegados. Explicou que aguardará o novo diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado, Eugênio Ricas, assumir suas funções em Brasília para discutir as soluções com ele. O delegado alegou que, com o incremento na quantidade de investigadores, os inquéritos terão uma velocidade maior.

Segóvia foi questionado sobre suas eventuais conexões políticas, mas não quis responder. "Infelizmente, vou ter de sair agora", reagiu.

O novo diretor foi anunciado pelo governo de Michel Temer na semana passada. O ministro Eliseu Padilha (PMDB-RS), investigado na Lava Jato, foi um dos fiadores da indicação.

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