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Executiva do PT defende controle do Banco Central

Executiva do PT defende controle do Banco Central

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04/11/2014 - 07h00
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Na primeira reunião após a reeleição da presidente Dilma Rousseff, a Executiva Nacional do PT cobrou maior influência do partido no segundo mandato, até mesmo nos rumos da política econômica, pregou o "controle" do Banco Central, a regulamentação da mídia e um discurso mais à esquerda.

Em resolução aprovada nesta segunda-feira, a cúpula petista também defendeu temas que não contam com a aprovação de Dilma, como o fim do fator previdenciário e a jornada de 40 horas, sem redução dos salários.

"O PT deve buscar participar ativamente das decisões acerca das primeiras medidas do segundo mandato, em particular sugerir medidas claras no debate sobre a política econômica, sobre a reforma política e em defesa da democracia nos meios de comunicação", diz um trecho da resolução, antecipada pelo Portal do Estadão.

"É preciso incidir na disputa principal em curso neste início do segundo mandato: as definições sobre os rumos da política econômica."

A portas fechadas, dirigentes do PT disseram que será preciso pressionar Dilma para ouvir o partido, dialogar com movimentos sociais, aprovar a "democratização" dos meios de comunicação e fazer mudanças na economia.

Embora a presidente esteja disposta a montar um governo "mais Dilma", sem ceder a pressões, o PT fará de tudo para ter voz ativa no segundo mandato.

"Nós vamos pressionar o governo. Queremos também discutir fator previdenciário e nova correção da tabela do Imposto de Renda e achamos que polêmica e atrito são normais", disse Jorge Coelho, um dos vice-presidentes do PT.

"O PT precisa estar mais perto do governo e a presidente Dilma, mais perto do PT", emendou o secretário-geral do partido, Geraldo Magela.

Para o ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, que participou do encontro de hoje, o partido terá agora o desafio de "unir a base aliada" no Congresso, se não quiser sofrer novas derrotas.

A escolha do ministro que substituirá Guido Mantega na Fazenda também é vista como primordial pelo comando da legenda.

Apesar do economista Nelson Barbosa ser o preferido por nove entre dez petistas para o cargo, deputados do PT chegaram hoje a elogiar o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, o primeiro indicado por Luiz Inácio Lula da Silva para a cadeira de Mantega.

A resolução aprovada pela Executiva, no entanto, deixou claro que, no governo Dilma, o Banco Central não terá autonomia.

No item 6 da resolução os petistas pregam o "controle democrático e republicano sobre as instituições que administram a economia brasileira, entre as quais o Banco Central, a quem compete, entre outras missões, combater a especulação financeira".

PSDB

O presidente do PT, Rui Falcão, disse que o PSDB do candidato derrotado, Aécio Neves, tentou criar um "factóide" quando pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma auditoria sobre os resultados das eleições.

Foi um tom mais ameno do que o contido no documento que passou pelo crivo da Executiva, para quem a oposição caiu no "ridículo" com esse pedido.

Falcão também evitou atacar com mais ênfase as manifestações que pediram o impeachment de Dilma e até a intervenção militar no País.

"Numa democracia, os movimentos e a participação de setores da população, ainda que minoritários, são legítimos", afirmou ele.

"Mas nós também estamos conclamando nossa militância em atos de defesa da democracia e da reforma política."

O PT criou hoje uma comissão para preparar a festa de posse de Dilma, em 1º de janeiro de 2015. Depois da vitória em uma disputa definida pelo PT como "duríssima", o partido quer fazer uma festa popular, resgatando o sentimento de "esquerda".

Na reunião de hoje, dirigentes do PT disseram que todos precisam se debruçar agora sobre o motivo da rejeição à sigla, escancarado nessas eleições.

Numa autocrítica, a resolução da Executiva diz que o partido necessita "retomar sua capacidade de fazer política cotidiana, sua independência frente ao Estado" e também "ser muito mais proativo no enfrentamento das acusações de corrupção, em especial no ambiente dos próximos meses em que setores da direita vão continuar premiando delatores".

Na campanha, o PT e o governo sofreram desgaste após a série de denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Yousseff, que apontaram um esquema de desvio de recursos na estatal para favorecer aliados do governo.

O nome do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi citado pela dupla como operador do esquema.

Atlas/Bloomberg

Lula tem 48,8% e Flávio Bolsonaro, 42,3% no 2º turno

No quesito rejeição, Aécio Neves lidera o ranking, com 54%. Flávio Bolsonaro vem em seguida, com 53%. Lula é o terceiro, com 48,6%

01/07/2026 07h16

Levantamento mostra estabilidade na comparação com a pesquisa de maio. Lula recusou 0,1 ponto. Flávio, ganhou 0,5 ponto

Levantamento mostra estabilidade na comparação com a pesquisa de maio. Lula recusou 0,1 ponto. Flávio, ganhou 0,5 ponto

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48,8% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 42,3%, aponta pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, 1. Indecisos, brancos e nulos, somam 8,9%.

O resultado representa estabilidade e indica uma eventual vitória do petista. Na rodada anterior, em maio, Lula tinha 48,9% e Flávio, 41,8%. Dessa forma, as variações ocorreram dentro da margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos.

O levantamento aponta que Lula também ganha no segundo turno de todos os outros demais nomes testados. O petista tem 48% contra 39% de Ronaldo Caiado (PSD); 48,2% contra 38,5% de Romeu Zema (Novo); e 49,2% contra 28,9% de Renan Santos (Missão).

Lula também venceria a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), por 48,7% a 38,9%. Ela passou a ser cotada para substituir Flávio após a crise envolvendo o filme Dark Horse e na semana passada publicou um vídeo com críticas ao enteado.

A Atlas/Bloomberg entrevistou 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto porcentual para mais ou para menos e o índice de confiabilidade é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04582/2026.

O instituto deve divulgar nos próximos dias o restante do levantamento, que inclui perguntas sobre o impacto do vídeo de Michelle e da operação da Polícia Federal contra o senador e ex-líder do governo Lula, Jaques Wagner (PT-BA)

No primeiro turno, Lula lidera com 46,3%, seguido de Flávio com 36,6%. No segundo pelotão, Renan Santos tem 7,8%, Ronaldo Caiado 2,9%, Romeu Zema 2% e Joaquim Barbosa (DC), 1%.

Aécio Neves, Samara Martins (UP), Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza), Rui Costa Pimenta (PCO), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) obtiveram menos de 1% ou não pontuaram Brancos e nulos são 1,1% e indecisos, 0,1%.

O levantamento também testou um cenário em que Michelle Bolsonaro substitui Flávio como a candidata do PL. Lula segue na liderança, com 47,1%, enquanto a ex-primeira-dama registra 19,3%

Zema fica com 8,6% e Renan e Caiado, 8,1%. Joaquim Barbosa marca 1,7%. Com menos candidatos, este cenário tem 5,1% de brancos e nulos e 2% de indecisos.

Rejeição

A Atlas/Bloomberg também mediu a rejeição de líderes políticos. Aécio Neves lidera numericamente o ranking, com 54% dos entrevistados respondendo que não votariam nele de jeito nenhum

Flávio Bolsonaro vem em seguida, com 53%. Lula é o terceiro, com 48,6%, enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é rejeitado por 45,2% e Michelle por 43,2%.

Completam a lista Caiado, com 38,6%; Zema, com 38,5%; Renan Santos com 35,8%; Fernando Haddad (PT) com 30,7%; e Joaquim Barbosa com 24,6%. Um por cento dos entrevistados respondeu que não rejeita nenhum dos nomes listados.

Supremo Tribunal Federal

STF tem maioria a favor de liberação mais restrita de 'penduricalhos'

Esses benefícios são verbas indenizatórias que não entram no cálculo do teto do funcionalismo público

30/06/2026 21h00

Supremo Tribunal Federal (STF)

Supremo Tribunal Federal (STF) Crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria favorável à liberação mais restrita dos "penduricalhos" a magistrados e membros do Ministério Público (MP). Esses benefícios são verbas indenizatórias que não entram no cálculo do teto do funcionalismo público. O julgamento será encerrado às 23h59 desta terça-feira, 30, e todos os ministros já votaram.

O último voto foi o da ministra Cármen Lúcia, que seguiu a corrente aberta pelos relatores: Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes. Na última sexta-feira, 26, eles apresentaram um voto conjunto para recuar em alguns pontos em relação à decisão de março que limitou os "penduricalhos". Também votou nesse sentido o presidente da Corte, Edson Fachin.

Um dos principais recuos dos ministros foi a autorização para que os tribunais e unidades do MP convertam em dinheiro as horas extras do plantão presencial. No caso de plantão virtual, os magistrados e promotores só poderão receber pelas horas em que foram efetivamente acionados.

Os ministros também deram permissão para que tribunais e unidades do Ministério Público paguem por períodos de férias, licenças-prêmio e plantões judiciais adquiridos antes da data da decisão de março.

A maioria dos ministros estabeleceu que todos esses adicionais precisam respeitar o teto de 35% do teto do funcionalismo - equivalente ao salário de um ministro do STF (R$ 46,3 mil) - que foi estabelecido na decisão de março.

Outro afrouxamento em relação à decisão de março é a possibilidade de pagar a valorização por tempo de antiguidade na carreira (PVTAC) simultaneamente ao Adicional por Tempo de Serviço (ATS), também conhecido como quinquênio.

Os dois têm o mesmo objetivo: conferem um adicional de 5% nos salários a cada cinco anos trabalhados, até o máximo de 35 anos. Os ministros apenas vedaram que os benefícios utilizem o mesmo tempo de atividade para o cálculo.

No sábado, 27, o ministro Luiz Fux divergiu dos colegas no estabelecimento do teto máximo de 35% para as verbas adicionais ao salário. Ele foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli, André Mendonça e Nunes Marques.

Fachin faz ressalvas

Apesar de seguir a maioria para manter o limite de 35% do teto para os adicionais, Fachin fez ressalvas em relação à inclusão das diárias nesse teto. Ele também destacou a competência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para disciplinar a incidência desse limite.

"Submeter o pagamento de rubrica como a das diárias, por exemplo, ao mesmo regime limitador mensal em que se insere o auxílio moradia, poderia esvaziar a possibilidade de que juízes que se encontrem convocados para atuar perante o Conselho Nacional de Justiça e, que, residam necessariamente em Brasília por força dessa convocação, possam tomar parte em projetos como mutirões, Justiça itinerante, inspeções, correições etc", afirmou.

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