Política

Lava Jato

Dinheiro desviado da Petrobras daria para tirar 10 milhões da miséria, diz procurador do MPF

Deltan Dellagnol, do MPF, apresenta em Campo Grande medidas contra corrupção

GABRIEL MAYMONE E VALQUÍRIA ORIQUI

18/07/2015 - 11h30
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Estima-se que os prejuízos no esquema de corrupção da Petrobras – investigado pela Operação Lava Jato – sejam em torno de R$ 200 milhões por ano - calcula-se no total, até o momento, cerca de R$ 6 bilhões. Com esse valor, por exemplo, daria para tirar 10 milhões de pessoas da miséria ou ampliar em 5 vezes o investimento na saúde.

A comparação foi feita pelo procurador da República Deltan Dallagnol, um dos integrantes da Operação Lava Jato, que está em Campo Grande para o lançamento do projeto “10 medidas contra a corrupção”.

Na manhã deste sábado ele falou sobre o tema na 3ª Igreja Batista de Campo Grande. “A corrupção é difícil de descobrir, os envolvidos fazem um pacto, é difícil de comprovar, pois não deixam pistas”, disse, frisando que a pessoa que tem essa conduta “não tem barreira ética”.

O procurador lamentou também o fato da lei favorecer a prática da corrupção.

INÍCIO DA LAVA JATO

Deltan lembrou o início das investigações que originaram a Lava Jato. "A investigação começou a partir de um email enviado pelo doleiro para uma concessionária, dizendo que ele estava dando de presente um carro a Paulo Humberto Costa que era diretor da Petrobras. A partir deste email foi feita busca e apreensão na casa desse ex diretor. Foram fazer a apreensão no escritório desse diretor. O escritório estava fechado e a PF foi até a casa dele, onde tabém tinha mandato de busca e apreensão. Enquanto isso, parentes dele começaram a tirar as coisas do escritório. Isso chamou a atenção e começamos a focar a investigação sobre ele e a família dele sobre o que estava acontecendo na Petrobras. Esse fato mudou todo o rumo da investigação”, relatou.

Na época, a esposa de Deltan estava para ter um bebê e ele pensava em começar a dar aulas, mas quando as investigações começaram, tudo mudou. “Aceitei porque acredito na transformação do nosso país”.

COMBATE À CORRUPÇÃO

Um dos principais envolvidos na elaboração das 10 medidas contra a corrupção, Deltan está colhendo assinaturas pelo Brasil para que as medidas se tornem um projeto de lei para ser enviado ao Congresso Nacional para que, se aprovado e sancionado pela presidente Dilma Rousseff, se tornem Lei. Qualquer um pode imprimir a lista e colher assinaturas (VEJA O FORMULÁRIO).

DEZ MEDIDAS

1) Investimento em prevenção à corrupção e transparência;

2) Criminalização do enriquecimento ilícito de agente público e proteção à fonte de informação;

3) Aumento da pena e crime hediondo para corrupção de altos valores;

4) Aperfeiçoamento no sistema recursal penal;

5) Celeridade nas ações de improbidade administrativa;

6) Reforma do sistema de prescrição penal contra a impunidade e a corrupção;

7) Ajustes nas nulidades penais;

8) Responsabilização dos partidos políticos e criminalização do “caixa 2”;

9) Prisão preventiva para assegurar a devolução do dinheiro desviado e

10) Medidas para recuperação do lucro derivado do crime.

Clique aqui e confira os detalhes de cada proposta.

PERFIL

Deltan Dallagnol tem 34 anos e é especialista em crimes financeiros.​ Procurador da República desde 2002, Dallagnol dá palestras e leciona sobre o assunto desde 2006. Ele é formado em direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e fez mestrado na escola de direito de Harvard, nos EUA, onde defendeu tese aprovada "com honras".

Ao ingressar no MPF com 22 anos, se tornou o segundo procurador mais jovem a ser admitido no órgão. No mesmo ano, foi aprovado em segundo lugar em concurso para juiz substituto no Paraná, e em primeiro lugar em concurso para promotor de Justiça.

No currículo, constam ainda mais de 200 horas de cursos sobre lavagem de dinheiro, corrupção, evasão de divisas, técnicas de denúncia, dentre outros.

Na prática, a experiência profissional com o assunto começou em 2005, quando trabalhou na força-tarefa CC5 – que desmontou o primeiro grande esquema de dólar-cabo descoberto no Brasil.​

Postura

Ministro argentino defende livre comércio e critica barreiras ambientais no encerramento do G20

Diplomata afirmou que os países que cumprem regras de concorrência não podem ser prejudicados por competidores que utilizam "vantagens artificialmente criadas"

31/10/2026 19h00

Ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno

Ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno Foto: EFE/ Javier Torres

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O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, publicou na rede social X um balanço sobre o encerramento da reunião de chanceleres do G20 em Atlanta (EU), na qual defendeu o livre comércio e rechaçou medidas protecionistas. O diplomata afirmou que os países que cumprem regras de concorrência não podem ser prejudicados por competidores que utilizam "vantagens artificialmente criadas" ou distorções de mercado.

Quirno reforçou que, sob a gestão do presidente Javier Milei, a Argentina tem atuado para reduzir barreiras comerciais, avançar na desregulação e recolocar o sector privado como motor do crescimento.

O chanceler rejeitou o uso de regulamentações ambientais como "barreiras ao comércio" que encarecem o transporte de mercadorias e criticou o trabalho forçado, afirmando que nenhum país deve obter vantagens econômicas mediante a exploração de trabalhadores.

Cargo interino

Presidente do TJMS assume interinamente o Governo do Estado no dia 1º

Desembargador Dorival Renato Pavan, assumirá interinamente o Governo do Estado entre os dias 1º e 6 de novembro

31/10/2026 17h15

Desembargador Dorival Renato Pavan, assumirá interinamente o Governo do Estado entre os dias 1º e 6 de novembro

Desembargador Dorival Renato Pavan, assumirá interinamente o Governo do Estado entre os dias 1º e 6 de novembro Foto: Divulgação / TJMS

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O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, desembargador Dorival Renato Pavan, assumirá interinamente o Governo do Estado entre os dias 1º e 6 de novembro, substituição temporária ocorrerá em razão do afastamento do governador Eduardo Riedel (PP), do vice-governador Barbosinha (Republicanos) e do presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP).

Esta será a 4ª vez que um presidente do TJMS assume o comando do Poder Executivo estadual, e acontece uma vez que Riedel tirou licença para descansar com a família após o período eleitoral.

Por sua vez, Barbosinha se afastou no mesmo período para tratar de assuntos particulares e cuidar de negócios pessoais.

Segundo na linha sucessória direta, o presidente da Alems, deputado Gerson Claro também estará ausente devido a compromissos de agenda e uma viagem familiar.

Ao comentar a responsabilidade, o desembargador Dorival Renato Pavan destacou que exercerá a função em cumprimento às disposições constitucionais que disciplinam a sucessão no Executivo estadual.

“Recebo essa responsabilidade com elevado senso de dever institucional, serenidade e absoluto respeito à ordem constitucional, consciente da importância de assegurar a continuidade administrativa e a plena governabilidade do Estado”, afirmou.

O desembargador ressaltou ainda que, durante o período, sua atuação será pautada pela prudência e pela manutenção das diretrizes estabelecidas pelo atual governo, restringindo-se aos atos necessários ao funcionamento regular da administração pública estadual.

“Não haverá, portanto, qualquer propósito de promover inovações administrativas, alterações nas políticas públicas ou intervenções que possam afetar o plano de governo e a execução orçamentária em curso, cuja condução compete legitimamente ao Governador titular”, explicou.

Para o presidente do TJMS, a substituição temporária também representa a harmonia entre os Poderes constituídos.

“O compromisso será, acima de tudo, preservar a estabilidade institucional, a continuidade dos serviços públicos e o regular funcionamento da máquina administrativa, assegurando uma transição temporária tranquila e harmoniosa”, acrescentou.

“Encaro essa missão como expressão da harmonia e da colaboração que devem nortear as relações entre os Poderes constituídos, sempre em benefício da população sul-mato-grossense”, finalizou o presidente do TJMS.

Histórico

A primeira ocasião em que um presidente do TJMS ocupou o cargo de governador do Estado ocorreu em 30 de abril de 2002, quando o desembargador José Augusto de Souza assumiu o Governo do Estado por algumas horas, durante o licenciamento do então governador José Orcírio Miranda dos Santos, Zeca do PT.

Em 2006, o desembargador Claudionor Miguel Abss Duarte, presidente do Tribunal de Justiça à época, assumiu interinamente o Governo de Mato Grosso do Sul por 12 dias, entre 20 de setembro e 2 de outubro, governo de André Puccinelli (MDB).

Mais recentemente, em julho de 2019, o então presidente do TJMS, desembargador Paschoal Carmello Leandro, também ocupou interinamente o cargo, entre a tarde do dia 8 e o dia 9 de julho, gestão do senador eleito Reinaldo Azambuja (PL).

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