Sexta, 30 de Setembro de 2016

Desafio

Derrotas eleitorais podem minar
reeleição de Azambuja em 2018

Candidatos do PSDB estão com desempenho menor que o esperado

19 SET 2016Por ADILSON TRINDADE03h:%i

A eventual derrota da vice-governadora Rose Modesto (PSDB) na disputa pela Prefeitura de Campo Grande pode inviabilizar o projeto de reeleição do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), em 2018. A última pesquisa do Ibope disparou o alarme no comando de campanha de Rose com números totalmente desfavoráveis e assustadores. A queda da candidata e o crescimento do principal rival, deputado estadual Marquinhos Trad (PSD), com perspectiva das eleições acabarem no primeiro turno, se não houver mudança de rumo, abalou o “sistema nervoso” da base governista.

Nesta altura da campanha eleitoral, Rose deveria estar conquistando pontos, como vinha acontecendo até o início do mês, baseando-se na pesquisa do próprio Ibope e, também, do Ipems. Faltando duas semanas para as eleições, os marqueteiros de Rose terão de “operar milagre” para promover a correção de rumo, porque o tempo se tornou outro adversário perigoso para Rose.

Os marqueteiros terão de reavaliar o planejamento de campanha, encontrar os erros praticados e mudar a estratégia para impedir a vitória de Marquinhos, ainda, no primeiro turno. O candidato do PSD precisa de apenas 4 pontos percentuais para vencer as eleições no primeiro turno, tendo como referência a pesquisa do Ibope. 

Até as eleições, 2 de outubro, se Marquinhos conquistar mais 2 pontos percentuais e os adversários perderem outros 2 pontos, não terá segundo turno em Campo Grande. A eleição será definida com a vitória de Marquinhos. Por isto do nervosismo do comando de campanha de Rose. Não há mais tempo disponível para fazer todas as correções de rumo.

A derrota em Campo Grande afeta frontalmente os planos do governador Reinaldo Azambuja. O desastre poderá ser maior ainda se Ruiter Cunha (PSDB) perder em Corumbá e o deputado federal Geraldo Resende (PSDB), em Dourados. O governador apostou em dois nomes “importados” de partidos rivais para conquistarem a prefeitura pelo PSDB. E pelo jeito pode dar tudo errado.

A origem do Ruiter é o PT e de Geraldo, o PMDB. O deputado federal era o principal nome do antigo partido para disputar a Prefeitura de Dourados. Mas foi surpreendido com a investida do governador para tirá-lo do PMDB e torná-lo candidato do PSDB. Só não há nenhuma garantia de Geraldo sair vencedor. Ele enfrenta uma forte rival, Délia Razuk (PR), que lidera a preferência do eleitorado.

*A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

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