Vander Loubet, Soraya Thronicke, Fábio Trad e Simone Tebet foram aliados de Lula tanto no primeiro quanto no segundo turno e devem ocupar cargos em 2027
Com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para comandar o Brasil por mais quatro anos, figuras da política sul-mato-grossenses, que não foram eleitas no primeiro turno, podem ganhar sobrevida no cenário político de Mato Grosso do Sul.
Os principais nomes sul-mato-grossenses que declararam apoio à Lula, tanto no primeiro quanto no segundo turno, foram: a senadora Soraya Thronicke (PSB), o deputado federal Vander Loubet (PT), Fábio Trad (PT), que concorreu ao cargo de governador do Estado nestas eleições, e Simone Tebet (PSB-SP), que foi candidata ao Senado Federal pelo estado de São Paulo, porém não foi eleita.
A primeira da lista, Soraya Thronicke, não conseguiu se reeleger ao cargo de senadora por Mato Grosso do Sul. Com 340.788 votos (13,07%), a douradense ficou na quarta colocação, atrás de Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, eleitos para assumirem os cargos, e Vander Loubet, que obteve 361.920 votos.
A senadora segue com seu mandato até janeiro de 2027. Apesar de não conseguir a reeleição, ela é cotada para assumir o Ministério do Turismo. Já Vander Loubet, ao ser questionado sobre a possibilidade de ocupar algum cargo no quarto governo de Lula, evitou demonstrar interesse imediato em uma nomeação e afirmou que sua prioridade será continuar à frente do diretório estadual do PT.
Fábio Trad, que disputou a vaga para o Governo do Estado e foi derrotado com 322.807 votos, também pode ganhar sobrevida com Lula, já que ao longo da campanha no segundo turno esteve presente em manisfetações na Capital e participou de uma reunião com o presidente em Brasília.
Logo após o encerramento da apuração dos votos no 1º turno, Trad revelou ao Correio do Estado que iria para a capital federal na madrugada do dia seguinte, junto com Vander Loubet, onde os dois participariam de uma reunião com o presidente Lula e outras lideranças políticas para definir a reorganização das forças políticas e a estratégia para a campanha do 2° turno.
Simone Tebet (PSB-SP), candidata ao Senado Federal no estado de São Paulo e derrotada com 8.342.968 votos, também surge entre os nomes que podem ocupar um cargo na próxima gestão de Lula, já que ela foi ministra do Planejamento e Orçamento na atual gestão do presidente, saindo do cargo no dia 31 de março para concorrer nestas eleições.
Senado
Com o encerramento das eleições, está praticamente definida a composição do Senado a partir de fevereiro de 2027, ressalvadas possíveis mudanças de partido. O Partido Liberal (PL), de Flávio Bolsonaro, terá a maior bancada, com 28 dos 81 senadores. O cenário considera os 54 parlamentares eleitos em 4 de outubro, os 27 mandatos que seguem até 2031 e as substituições decorrentes da eleição de senadores para os governos estaduais.
Ao longo da campanha, a senadora Tereza Cristina teve o nome citado para assumir a presidência do Senado Federal em 2027. Apesar da direita obter a maioria, as chances podem ser reduzidas com a eleição de Lula, já que o PT tem a possibilidade de obter o apoio do Centrão. Somadas, estes dois lados políticos ocupam 45 vagas no Senado. Além de Tereza, Nelsinho Trad (PSD) também esteve no radar para assumir o Senado.
O PT deverá ter 10 senadores, seguido pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), com oito, e pelo Progressistas (PP), com seis. União Brasil e Republicanos terão cinco representantes cada; Partido Social Democrático (PSD) e Partido Socialista Brasileiro (PSB), quatro cada; Novo, três; Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Podemos, dois cada; e Rede e Partido Democrático Trabalhista (PDT), um cada. O senador Romário (RJ) permanece sem partido.