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REFORMA POLÍTICA

Câmara aprova projeto que limita gasto de campanhas eleitorais

Câmara aprova projeto que limita gasto de campanhas eleitorais

BAND

10/07/2015 - 06h43
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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira o texto-base do Projeto de Lei (PL) 2.295/15, que regulamenta pontos infraconstitucionais da reforma política. A votação dos destaques ficou para a próxima terça-feira.

O substitutivo apresentado limita o gasto de campanhas eleitorais de candidatos a presidente da República, governador e prefeito, com base no valor declarado na eleição anterior à entrada da lei em vigor. Para o primeiro turno, o limite estabelecido é 70% do gasto declarado para o cargo, na circunscrição eleitoral em que houve apenas um turno e 50% do maior gasto para onde houver dois turnos. Caso haja segundo turno, o limite de gasto será 30% superior ao previsto anteriormente.

No caso das eleições para senador, deputados estaduais, distrital e vereador, o limite será 70% do maior gasto declarado para o cargo, na circunscrição eleitoral. Para os deputados federais, o projeto limita o valor da campanha a 65% do maior gasto efetuado para o cargo no país.

Deputados do PT, Psol, PSB, PCdoB criticaram o modo como o texto, um substitutivo do relator Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi apresentado. Segundo eles, a matéria só poderia ter sido colocada em apreciação após a conclusão das votações da proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata da reforma política.

“A proposta apresentada legitima o financiamento empresarial das campanhas. Na verdade, o que a proposta faz é respaldar uma proposta constitucional de uma matéria que ainda passa por avaliação de sua redação final. O que está acontecendo aqui nem é uma reforma política, nem uma reforma eleitoral verdadeira”, disse o deputado Glauber Braga (PSB-RJ).

Mesmo com as críticas, o texto foi aprovado em votação simbólica. Antes, o relator, a pedido de líderes partidários, admitiu todas as 96 emendas apresentadas à proposta.

ELEIÇÕES 2026

MDB de MS deve apoiar candidatura de Nelsinho Trad ao Senado

As lideranças do partido fecharam acordo para apoiar Reinaldo Azambuja e segundo escolhido foi o senador do PSD

06/04/2026 08h00

O ex-governador André Puccinelli e o senador Nelsinho Trad durante reunião no escritório do emedebista

O ex-governador André Puccinelli e o senador Nelsinho Trad durante reunião no escritório do emedebista Arquivo

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Com o fechamento da janela partidária na sexta-feira, o MDB de Mato Grosso do Sul caminha para consolidar sua posição na disputa ao Senado nas eleições deste ano, com a definição de apoio a dois nomes no Estado.

De acordo com apuração do Correio do Estado, a tendência dentro do partido é de que o primeiro voto seja destinado ao ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), enquanto o segundo nome apoiado deve ser o do senador Nelsinho Trad (PSD), que buscará a reeleição.

Nos bastidores, as principais lideranças emedebistas avaliam que a composição fortalece a estratégia política do grupo ao alinhar forças com dois nomes considerados competitivos e com bom desempenho eleitoral em Mato Grosso do Sul.

A eventual dobradinha também sinaliza uma aproximação pragmática entre diferentes legendas da base aliada, mirando a manutenção de influência no cenário federal.

O apoio a Nelsinho Trad como segundo voto ainda deve passar por discussões internas e ajustes regionais, mas é tratado como encaminhado por integrantes da sigla.

A decisão final deverá considerar o cenário das alianças majoritárias e os interesses políticos locais, sobretudo nas maiores cidades sul-mato-grossenses.

Caso se confirme, o MDB deve atuar de forma coordenada durante a campanha, buscando transferir capital político e ampliar a base de sustentação dos candidatos apoiados.

A estratégia segue a lógica de maximizar resultados em uma disputa que promete ser acirrada pelas duas vagas ao Senado.

A reportagem procurou o ex-governador André Puccinelli, que é o presidente de honra do MDB, o presidente estadual do partido, Waldemir Moka, e o ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República e ex-deputado federal, Carlos Marun, porém, apenas o último quis comentar.

“Da minha parte coloquei meu nome à disposição do partido por entender que com a experiência que adquiri na minha vida pública posso voltar a contribuir em muito com o Estado”, disse Marun.

No entanto, ele completou que reconhece o fato de estar há bom tempo afastado do dia a dia da política sul-mato-grossense.

“Nelsinho é um antigo emedebista e sempre teve a simpatia de muitos de nós. No seu mandato, ele realiza trabalho importante de apoio aos municípios, fazendo política com posição forte, mas não radicalizada”, analisou.

O ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo do ex-presidente Michel Temer (MDB) acrescentou que o partido tem compromisso com a reeleição de Riedel e com a eleição de Reinaldo ao Senado.

“Então ainda temos que definir o nosso apoio a mais uma candidatura para o Senado. Vejo duas hipóteses: ou o partido lança uma candidatura ao Senado Federal, e posso ser eu este candidato, ou apoia o Nelsinho”, concluiu.

O senador Nelsinho Trad manifestou agradecimento ao possível apoio do MDB de Mato Grosso do Sul à sua candidatura à reeleição.

Conforme o senador, a sinalização de aliança representa o reconhecimento de um trabalho construído com diálogo, equilíbrio e compromisso com os interesses do Estado.

“Para mim, esse posicionamento do MDB é uma aceitação do meu trabalho de entregas e resultados para os municípios e para Mato Grosso do Sul”, disse.

O parlamentar ainda completou que recebe com muita gratidão essa demonstração de confiança do MDB de Mato Grosso do Sul. “Ao longo do nosso mandato, buscamos sempre atuar de forma responsável, ouvindo diferentes setores e trabalhando por avanços concretos para a nossa população”, falou.

Nelsinho Trad garantiu que a união de forças é fundamental para que possa continuar levando resultados para o Estado e destacou a importância de construir um projeto coletivo.

“Mais do que uma candidatura, estamos falando de um projeto que prioriza o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, com responsabilidade e respeito às pessoas. Esse apoio fortalece ainda mais esse caminho”, completou.

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ELEIÇÕES 2026

Avante anuncia escritor Augusto Cury como pré-candidato à Presidência da República

Presidente do partido afirmou que "é hora de pensar grande" ao anunciar o nome de Cury

05/04/2026 21h00

Augusto Cury, escritor brasileiro

Augusto Cury, escritor brasileiro Foto: Divulgação

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O Avante anunciou neste domingo, 5, o escritor e psiquiatra Augusto Cury como pré-candidato à Presidência da República pela sigla. A informação foi divulgada nas redes sociais do deputado federal e presidente nacional do partido, Luis Tibé, e do próprio Cury.

No vídeo publicado, o pré-candidato destaca números de sua trajetória como autor best-seller. Em seguida, aparece ao lado de Tibé abordando temas como segurança alimentar, empreendedorismo, remuneração de policiais e professoras, além da polarização política.

"Meu objetivo é contribuir para a construção do Brasil dos nossos sonhos. Não amo o poder, não preciso do poder e não busco o poder pelo poder. Não se trata de um projeto pessoal, mas de uma jornada - uma jornada 100% baseada em projetos e 0% de ataques pessoais", afirmou Cury na legenda da publicação.

O autor também mencionou políticos com quem afirmou ter conversado "de forma calorosa, respeitosa e entusiasmada", como o ex-presidente Michel Temer, Gilberto Kassab, Aécio Neves, Renata Abreu e Aldo Rebelo.

Já o presidente do Avante afirmou que "é hora de pensar grande" ao anunciar o nome de Cury. "O povo brasileiro não aguenta mais essa polarização, e é preciso virar essa página com alguém que consiga fazer o País avançar com prosperidade e qualidade de vida", acrescentou.

Perfil

Cury nasceu em 1958 na cidade de Colina (São Paulo). É formado pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e tem pós-graduação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Em 2013, concluiu doutorado na Florida Christian University.

Atualmente, mantém atividades como palestrante e promove cursos na área de comportamento. Como autor, vendeu mais de 40 milhões de livros publicados em mais de 70 países, segundo perfil publicado em seu site.

Está listado entre os principais credores do grupo Fictor, com R$ 31,5 milhões a receber. O grupo ganhou os holofotes em novembro do ano passado ao anunciar intenção de compra do Banco Master, um dia antes de a instituição ser liquidada pelo Banco Central.

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