Quinta, 17 de Agosto de 2017

fiscalização

Alvo da CPI da JBS é investigar
R$ 45,6 milhões em 'notas frias'

Deputados vão apurar pagamento das 'despesas fictícias'

20 JUN 2017Por DA REDAÇÃO06h:30

A CPI da JBS muda o foco da comissão especial de apurar suposto crime de responsabilidade do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e centra investigações no pagamento de diversas “notas fiscais frias” por pessoas físicas e jurídicas, entre os anos de 2010 e 2017.

A base será o anexo 21 da delação premiada de um dos donos da JBS, Wesley Batista, aos procuradores da República da força-tarefa da Lava Jato, em que aponta o pagamento de R$ 45.631.696,03 em troca de “concessão indevida de benefícios fiscais pelo Estado de Mato Grosso do Sul” à empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Os cinco deputados estaduais que vão integrar a CPI analisarão os Termos de Acordo de Regime Especial (Tares) que foram firmados desde o segundo mandato do governo de André Puccinelli (PMDB) até hoje.

Ao todo, são cinco termos celebrados entre a administração e a JBS para receber créditos presumidos adicionais para dedução do ICMS a recolher. 

*Leia reportagem, de Gabriela Couto, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

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