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Sônia Puxian: "O amor próprio é maior do que o próprio amor"

Jornalista

Redação

14/06/2015 - 00h00
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UAU! Que título hein... Ele fala por si só. Queridos leitores, a conversa entre eu e vocês é livre e direta. Quando me sento frente ao computador é como se eu visualizasse cada um de vocês numa conversa aberta e agradável. Eu me sinto na sala de estar deixando fluir naturalmente as teclas do computador para traduzir as emoções mais verdadeiras.   

Em tudo nessa vida há que se ter equilíbrio: nem de mais, nem de menos. Você já parou pra pensar quantas vezes abriu mão das suas coisas para correr atrás do interesse dos outros? Pode ser uma ação simples e boa, mas se for em excesso vai trazer prejuízo. De nada adianta ser o “bonzinho” e aceitar opiniões contrárias às suas, acatar ordens que você não esteja com possibilidade de executá-las ou até mesmo realizar obrigações que não são suas. 

O equilíbrio é a porta de entrada para uma análise profunda daquilo que é possível ou não executar. E isso é válido para qualquer setor: pessoal, sentimental, familiar, no trabalho, no lar, na família, entre amigos... “Uma coisa é certa, doar-se é sempre bom e traz bem estar, mas saiba aplicar a medida certa para o outro e você também”. Ao notar que passou da conta, modere. Não force o dom natural da doação e não exceda o limite. 

Doar-se significa fazer algo pelo outro sem medir esforços, mas como em tudo nessa vida existe a via de duas mãos, saiba a hora de avançar ou parar no sinal vermelho. A satisfação de fazer o bem é sem medida, porque a medida de bem estar que esse gesto promove alimenta o seu interior, e você se sente útil e feliz por disseminar o bem. Faça uso dessa ferramenta que inunda o ser de alegria e satisfação, mas é claro, sem passar da conta.     

Anote aí: “Ninguém sabe o ponto certo de se doar e quanto vale a pena. É verdade... Às vezes, não vale. A gente se dá sem querer nada em troca. Por quanto tempo conseguimos encher copos de água para o outro enquanto morremos de sede? Não será essa atitude uma maneira de simplesmente alimentar o egoísmo do outro? É cômodo apenas receber...” (Débora Böttcher)  

De que adianta você tentar agradar aos outros e abrir mão de você mesmo? Muitas vezes as pessoas fazem isso e anulam a própria vontade. Elas se dedicam ao próximo a tal ponto que chegam a esquecer-se das próprias necessidades. Analise bem, se você atender também os seus desejos vai sentir-se mais preenchido. Saber aplicar a medida certa é sempre o melhor caminho.  

E lembre-se: “Você já se amou hoje? Acima de tudo ame-se o mais que puder e não permita que nada atrapalhe essa relação feliz consigo mesmo. Não passe por cima dos seus princípios e impeça que algo ou alguém te desvalorize. Ame-se primeiro e somente assim amarás o teu próximo. Cada qual dá o que tem e se você tiver muito amor, você dará também ao outro porque ele extravasa.

A vida convida para as coisas boas, as pessoas certas e o caminho correto para se doar e receber é traçado a cada momento. Alimente-se de conteúdos positivos, exercite-se com boas ações, pratique o bem, cultive amigos, leia bons livros, valorize a família e tudo isso vai torná-lo dono de um amor próprio maior do que o próprio amor. Ame-se, sorria, faça o bem, alimente-se corretamente, pratique exercícios, caminhe ao lado de pessoas felizes e cultive o bem a cada passo.

Só pra registrar, certa vez um leitor me confidenciou que lê sempre meus textos e muitas vezes alguns deles vêm ao encontro de suas necessidades e trazem respostas aos seus questionamentos internos resolvendo seu problema. Isso me alegrou!

Esse foi mais um encontro especial marcado por momentos de inspiração onde as palavras fluíram espontâneas e verdadeiras, especialmente declaradas nessas linhas, para você querido leitor. Seja feliz...

EDITORIAL

Combustíveis: bom senso na precificação

É preciso, portanto, reconhecer quando o cenário é diferente. Os preços do óleo diesel, ao contrário de outras circunstâncias, estão sendo mantidos, ou até estão caindo

02/07/2026 07h15

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Ao longo dos últimos anos, este espaço não poupou críticas ao comportamento de parte do comércio atacadista e varejista de combustíveis. Em diversas ocasiões, registramos a rapidez com que aumentos de custos chegaram às bombas e, em sentido oposto, a demora – ou mesmo a ausência – no repasse de reduções de preços ao consumidor.

Não foram poucos os episódios em que oscilações favoráveis ao mercado ficaram retidas ao longo da cadeia de distribuição, penalizando quem depende do combustível para trabalhar, produzir ou simplesmente se locomover.

É preciso, portanto, reconhecer quando o cenário é diferente. Os preços estão sendo mantidos. Nesta edição, o Correio do Estado mostra que a retirada da subvenção federal de R$ 0,35 por litro sobre o óleo diesel não deverá resultar em aumento para o consumidor em Mato Grosso do Sul.

A razão é simples: a redução promovida pela Petrobras praticamente compensa o fim do benefício, neutralizando a pressão sobre os preços finais e evitando um impacto inflacionário que poderia atingir toda a economia.

A notícia é relevante porque o diesel vai muito além do tanque dos caminhões. Trata-se do combustível que movimenta boa parte da logística brasileira.

Quando seu preço sobe, os reflexos aparecem no transporte de cargas, nos alimentos, nos insumos agrícolas, na indústria e, inevitavelmente, no bolso da população. Por isso, qualquer medida capaz de conter reajustes merece atenção, sobretudo em um momento de tantas incertezas.

Os últimos meses foram marcados por forte instabilidade no mercado internacional de petróleo. Desde março, as tensões provocadas pelo conflito no Oriente Médio elevaram as cotações da commodity e ampliaram os riscos de uma escalada dos preços dos combustíveis.

Nesse contexto, houve esforço coordenado para reduzir os efeitos dessa turbulência sobre a economia brasileira. O governo federal buscou mecanismos para evitar uma pressão inflacionária mais intensa e os Estados também deram sua contribuição.

Mato Grosso do Sul esteve entre as unidades da Federação que adotaram medidas temporárias para aliviar o custo do diesel, concedendo descontos no ICMS durante os meses de abril e maio.

A iniciativa representou uma resposta importante em um período de excepcionalidade, ajudando a reduzir impactos sobre transportadores, produtores rurais e consumidores.

Ainda que benefícios fiscais não possam ser permanentes, eles cumprem papel relevante quando utilizados de maneira responsável para enfrentar momentos críticos.

Mas nenhuma política pública substitui um elemento essencial para o bom funcionamento do mercado: o consumidor. É ele quem possui a ferramenta mais eficaz para estimular a concorrência.

Pesquisar preços, comparar estabelecimentos e prestigiar aqueles que praticam valores mais competitivos continua sendo uma atitude capaz de influenciar o comportamento do setor.

Quanto maior for a disposição do consumidor em buscar melhores ofertas, maior será o incentivo para que distribuidores e postos disputem clientes por meio de preços mais justos.

ARTIGOS

Eclipse do pensamento e a nova fronteira educacional

Por trás das frases impecáveis, mas sem alma, esconde-se a inteligência artificial

01/07/2026 07h45

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Recentemente, um fenômeno tem se tornado rotina nas salas de professores de todo o País: o estranhamento diante da correção.

Educadores de adolescentes deparam-se com redações que exibem um vocabulário sofisticado, estruturas sintáticas complexas e uma formalidade acadêmica que simplesmente não condiz com a maturidade de seus autores.

Por trás das frases impecáveis, mas sem alma, esconde-se a inteligência artificial (IA). O sentimento dos professores oscila entre a chateação e a impotência; eles percebem que não estão mais avaliando o desenvolvimento de um estudante, mas o desempenho de um algoritmo.

Essa maquiagem intelectual é o sintoma de um risco significativo: o eclipse do esforço cognitivo. O aprendizado, em sua essência, é um processo biológico de resistência. O cérebro humano apenas consolida conhecimento por meio do esforço, o que a pedagogia chama de dificuldade desejável.

Ao delegar a redação ou a resolução de problemas a uma IA, o estudante não está apenas ganhando tempo; ele está perdendo a oportunidade de fortalecer o seu “músculo” crítico. Se o atalho se torna a norma, a consequência é uma atrofia cognitiva que compromete a capacidade de organizar o pensamento e sustentar argumentos próprios.

No entanto, o papel da escola não é o de um tribunal que tenta banir o progresso. Proibir a IA é tão inócuo quanto foi tentar banir a calculadora. O desafio real é elevar o nível da exigência intelectual. Se a máquina entrega a resposta pronta, o mérito do estudante deve migrar para a arquitetura da pergunta e a validação do conteúdo.

Fazer uma boa pergunta, o que hoje chamamos tecnicamente de prompt, é, na verdade, um exercício de alto repertório cultural. Para questionar a IA com profundidade e evitar o vocabulário genérico, o aluno precisa saber o que a IA não sabe.

Ele precisa de bagagem histórica e literária para identificar as alucinações do sistema e para inserir voz própria onde o código só oferece padronização. Sem repertório, o indivíduo torna-se um passageiro passivo de uma inteligência que ele não compreende.

Em nossa instituição, temos focado o ensino e a aprendizagem no laboratório dessa nova mentalidade. Ensinamos que a IA deve ser vista como um processador de dados, enquanto o aluno ocupa o cargo de curador.

O trabalho escolar deixa de ser o produto final e passa a ser o processo: o histórico de diálogos com a máquina, as correções críticas realizadas pelo estudante e a defesa oral de suas escolhas.

A escola do século 21 não pode mais ser o lugar em que se buscam respostas, pois estas tornaram-se produtos gratuitos. Ela deve ser o espaço do refinamento do pensamento. Precisamos preparar jovens que saibam comandar a tecnologia, e não apenas serem adaptados por ela.

O futuro da educação não será definido pela potência dos processadores, mas pela capacidade dos nossos estudantes de continuarem fazendo as perguntas que as máquinas jamais saberão formular.

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