Segunda, 26 de Junho de 2017

ARTIGO

Nara Pedroso: "Contribuições da projeção consciente para a afetividade sadia"

pedagoga, habilitada em Docência, Orientação Educacional e Psicopedagogia; professora e pesquisadora da Conscienciologia.

15 MAR 2017Por 02h:00

Afeto não é aprendizado automático, embora venha do convívio e da qualificação das relações pessoais. A autenticidade afetiva requer eliminação do mal-estar íntimo nascido no encontro com todos os seres. Com esforço e interesse, é possível renovar energias, alavancar mudanças e estabelecer profilaxias nos comportamentos. 

Relações afetivas são multimilenares e multidimensionais, ou seja, não acontecem somente a partir da realidade física. E a autenticidade afetiva se faz com “afetividade”, do latim “affectare”, que significa atingir o outro, intra e extrafisicamente, com qualidade.

Com uso da inteligência evolutiva podemos concluir que vivemos relações interafetivas não só em uma vida, mas constituímos laços que perduram e se sobrepõem à morte do corpo físico, laços estes formados ao longo das séries existenciais da consciência. Como podemos ter segurança nessas afirmações?

A Conscienciologia e Projeciologia são duas neociências que propõem técnicas para a projeção, onde cada pessoa pode ver a si mesma, em sua essência consciencial. A projeção ou a experiência de sair do corpo físico com lucidez é uma possibilidade a partir do uso da vontade do indivíduo e, pela condução das duas ciências, não precisa de rituais e misticismos.

As projeções lúcidas são exercícios favorecedores do autoafeto e da autoassistência, quando se opta evoluir no aprendizado de si mesmo, a partir do que já foi vivido. Com a experiência fora do corpo é possível, também, enriquecer o entendimento sobre as trocas afetivas, qualificadas ou não, estabelecidas nos grupos de convívio pessoal como familiar, de trabalho, de amizade e outros.

Ao sair do corpo, constata-se autenticamente quem se é. A vontade decidida e a intencionalidade sadia na volta ao corpo físico, sem vitimização, mas com aplicação de medidas saneadoras pautadas em recursos cognitivos de reflexão e análise da própria conduta, permitem a expansão da lucidez autocorretiva. É sair da teoria, desconstruindo conceitos limitados de relacionamento.

Consciencialmente podemos questionar: pra onde vão os sentimentos de amizade, de afeto e desafeto, de amor romântico, quando a consciência morre? Dissolvem-se e dissipam-se no espaço tal como acontece com o corpo físico? Não, com a vivência da experiência fora do corpo descobre-se que as relações afetivas evoluem ao longo das vidas.

Vivências afetivas antiéticas comuns, tais como seduções espúrias motivadas por carências afetivo-sexuais e as relações promíscuas inconsequentes, ou simplesmente malresolvidas, podem gerar pendências e dívidas que perduram vidas, comprometendo relacionamentos saudáveis do presente. Essas vivências podem estar por trás de comportamentos ectópicos, lacunas emocionais e carência de energia afetiva em situações críticas da vida e podem adoecer nossa afetividade.

As interações energéticas e afetivas entre as consciências são processos que ainda fazem parte da ignorância de grande parte das pessoas. Evoluímos fazendo limpeza dos nossos pensamentos, sentimentos e energias. É assim que se promovem reciclagens nas inter-relações. E avançar nos processos afetivos, ter mais equilíbrio e aperfeiçoar sentimentos envolve superar carências e frustrações, questionar mal-estares e analisar relacionamentos desqualificados.

E você, já fez o esforço decidido de ver a si mesmo, autenticamente, com objetivo de melhorar suas interações e ter um convívio mais fraterno com seu entorno? 

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