Sexta, 20 de Outubro de 2017

Opinião

Marx Beltrão: Turismo,
economia e sustentabilidade

Marx Beltrão é ministro do Turismo

2 OUT 2017Por 02h:00

Os indicadores da atividade turística no mundo - crescimento de 4,4% no ano passado e mais de 1,2 bilhão de pessoas viajando pelo planeta, segundo a Organização Mundial de Turismo -, não deixam dúvidas sobre a importância deste setor para as economias dos países. 

No Brasil, o setor de viagens e turismo é responsável pela geração de 7,3 milhões de empregos e representa 3,7% do Produto Interno Bruto. É uma atividade que tem impacto em mais de 52 segmentos da economia, gerando demandas para o setor de serviços e também para a indústria.

No Centro-Oeste, o cenário não é diferente: a atividade ganha cada vez mais espaço na economia dos estados. Por isso, o Dia Mundial do Turismo, que foi comemorado no dia 27 de setembro com o tema “Turismo Sustentável – Uma Ferramenta para o Desenvolvimento”, ganhou contornos ainda mais especiais para os moradores da região.  

Pesquisa do Ministério do Turismo mostra que os estados da região estão entre os destinos que 9,3% dos brasileiros pretendem viajar nos próximos meses. Viajar, além de trazer felicidade, significa movimentação econômica e geração de emprego e renda para as populações que recebem os turistas. Temos aí a vertente econômico/social do turismo sustentável. 

Cada vez mais municípios querem agregar o turismo às suas atividades econômicas. Tanto, que o recém lançado Mapa do Turismo Brasileiro 2017, ferramenta que orienta a formulação de políticas de turismo, foi ampliado em mais de 50%, incorporando destinos e regiões que apostam no turismo como estratégia de desenvolvimento. 

O Centro-Oeste conta, atualmente, com 225 cidades com potencial turístico distribuídas em 36 regiões, contra 187 no ano passado. O incremento foi de 20,3% no número de municípios turísticos. O Mato Grosso do Sul passou a contar com 47 localidades, quatro a mais do que em 2016. 

Com o turismo no foco do desenvolvimento, as capitais da região ampliaram em 31% a oferta de leitos nos últimos cinco anos, atendendo a alta demanda de hospedagem em períodos festivos, de grandes eventos e feriados prolongados.

Porém, enganam-se aqueles que pensam que um destino turístico nasce naturalmente ou que os atrativos do meio ambiente, culturais ou arquitetônicos, abundantes nos estados do Centro-Oeste, são suficientes para transformar um lugar num destino. É preciso envolver toda a comunidade, garantir infraestrutura, qualificar o atendimento. Um processo longo e continuado, que não ocorre do dia para a noite. 

Agora nosso desafio é fazer com que o turismo seja uma atividade sustentável no país. No Ano Internacional do Turismo Sustentável, a Organização das Nações Unidas nos alerta sobre uma postura mais responsável em relação aos nossos destinos, calcada no tripé social, ambiental e econômico. Em um país como o Brasil, considerado o número um em atrativos naturais pelo Fórum Econômico Mundial, é compreensível que a dimensão da preservação do meio ambiente surja com ainda mais força. 

Tenho certeza que, juntos – iniciativa pública e privada – podemos realizar um trabalho onde todos ganham: os turistas vivem experiências incríveis, a população tem seus empregos e renda garantidos e a natureza, que nos abençoou com cenários de tamanha diversidade, se mantenha preservada para futuras gerações.

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