Terça, 19 de Setembro de 2017

ARTIGO

Jean Rommy de Oliveira: "Crise política (e econômica) e irresponsabilidade"

Advogado

18 ABR 2017Por 02h:00

Desde os primórdios, sabemos o quão importante é a responsabilidade por tudo aquilo que fazem em todos os ambientes, seja no trabalho, seja em nossa casa, na família e, principalmente, nas ações que digam respeito aos impactos provocados no coletivo.

Cotidianamente nos deparamos com perguntas acerca da crise econômica e, por que não, política, pelas quais navega no pujante País. As pessoas demonstram preocupação com o destino da economia, do desemprego, da renda e com a condição da sociedade para encarar os desafios.

Os fatos trazidos a lume nos últimos dias nos fazem refletir sobre a responsabilidade (ou irresponsabilidade) de políticos, empresários e agentes públicos envolvidos em toda a série de escândalos e corrupção desmedida.

Verifica-se que as pessoas fazem coisas, até então inimagináveis, para manter-se no poder (ou próximo dele).  Governos populistas, em todos os níveis, lançaram a sociedade em um calabouço sem precedentes e, pasme, tentam justificar que o fizeram em nome da população sofrida e “mais pobre”. Entendem, e muito bem, que seus atos provocaram um impacto negativo cujas proporções refletirão em gerações (pena que não reconheçam), em razão da perda de uma chance de dias melhores.

A irresponsabilidade é tamanha que, apesar de tudo o que fizeram e o que vem sendo revelado, possuem a petulância de dizer que “nada fizeram” ou “não sabem”, que nunca existiu caixa 2 nas campanhas e que “as contas foram devidamente aprovadas”, tratando a sociedade que assiste e questiona como débeis.

Ora, deixemos de hipocrisia e, sob um olhar Cristão (se podemos assim pedir), sejamos honestos ao ponto de “nunca mais na história deste País” falar em candidaturas de tal calibre, mormente daqueles envolvidos em um número de falcatruas que salta aos olhos e assombra. Cabe a defesa no sentido de que as instituições não permitam que o passado nos assombre mais uma vez. 

Tenham, agora sim, piedade das pessoas que estão sofrendo em razão de seus atos. Daqueles que não puderam seguir com seus estudos ante a falta de recursos (sejam públicos ou privados – diga-se desemprego) e, com isso, comprometem as futuras gerações. Daqueles que tiveram a vida ceifada nos corredores de hospitais, nos postos de saúde ou em suas casas, quando o numerário a ser investido no custeio estava fazendo a alegria de poucos em festas nababescas, “criando” empresários bem-sucedidos “da noite para o dia”. Daqueles que perderam a vida em estradas malcuidadas e comprometeram o futuro de toda uma família e gerações.

São apenas alguns exemplos do que os atos de irresponsabilidade geram na vida e na sociedade.

Reflitamos acerca de tais para que no ano vindouro, palco de mais um embate eleitoral, não seja o da oportunidade dos irresponsáveis de plantão que, uma vez apeados do poder, voltem com o discurso de “salvação” e comprometam novamente os destinos da sociedade brasileira calejada e cujas forças estão sendo minadas. Não sabemos até quando suportar tamanha irresponsabilidade.

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